Call Me By Your Name (2017)

terça-feira, janeiro 09, 2018

Em 1983, no norte italiano, num cenário verdejante de cortar a respiração e com uma fotografia fantástica que ajuda na criação de um imaginário romântico e idílico, Elio é um jovem que passa o tempo na villa dos seus pais. Estes, uma tradutora e um professor especializado na cultura greco-romana, proporcionaram-lhe uma educação excepcional. Elio é então muito precoce, e com 17 anos, passa os dias a transcrever e a interpretar música clássica, a ler, ou a relaxar naquele lugar paradisíaco.

Todos os anos o seu pai recebe um assistente, e eis que chega Oliver. O americano alto, loiro e sagaz vai cair nas graças da família e da população. Conforme o tempo passa, Elio e Oliver estabelecem uma relação especial que, não imediatamente, vai ganhar contornos românticos.

Observar o desenrolar e florescer dessa relação é uma das melhores partes deste filme onde tudo é belo, mas nada é simples. Apesar da maturidade que tem, Elio ainda é no fundo um adolescente que se está a deparar com algo nunca antes sentido e que se está a conhecer a si próprio.

É uma película de grande beleza visual, sonora, de uma enorme sensibilidade e sensualidade, e que conta com Timothée Chalamet no papel de Elio (nomeado para Melhor Ator nos Globos de Ouro), um jovem muito promissor num papel nada fácil. O filme levou também a nomeação para Melhor Filme e Melhor Ator Secundário, e não me admirarei se aparecer nos Oscares.

Da minha parte, só o achei um pouco longo (tirava-lhe uns 20 minutinhos), mas é um dos melhores que vi do género, sem dúvida. Mas não é um filme para todos. De salientar ainda uma das coisas que mais me impressionou - os pais de Elio. Se o filme fosse passado nos dias de hoje eles já seriam espectaculares, mas ver tamanha abertura de espírito e apoio para com o filho e a atitude para com a vida, na década de 80, impressionou-me.

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