Palavras do Abismo

Ai que escândalo, que horror, o drama, o fim do mundo! Tudo por causa do comentário do professor Daniel Cardoso no programa Prós & Contras. Para quem ainda não ouviu falar, se é que tal é possível, Daniel disse no programa que obrigar uma criança a beijar os avós é uma violência, uma acção pequena mas que pode desencadear comportamentos impróprios no futuro.

E caiu-lhe tudo em cima - o céu e o inferno, o Carmo e a Trindade, fizeram trinta por uma linha, começando pelo esterco de comunicação social que temos até aos justiceiros das redes sociais, esses seres que têm a opinião certa sobre todos os assuntos da vida e mais alguns, detentores da razão absoluta, guardiões da verdade e da moral.

Quanto ao que foi dito, a minha opinião é igual à dele. As crianças têm de se reger sobre regras, sim, mas devem ser menos rígidas no que toca ao contacto físico com os outros. Eu era uma criança que detestava dar beijinhos e todo o tipo de contacto. Hoje, sou uma adulta que odeia dar beijinhos e todo o tipo de contacto. Et voilá, sou uma pessoa completamente normal (que tem uma relação normal com os avós!). A minha mãe, no início, obrigava-me, mas depois de um episódio em que eu limpei a cara com o meu próprio cuspe e com a ajuda da manga do casaco depois de um beijinho de uma velha, tinha eu uns 4 anos e transbordava de nojo, desistiu, cheia de vergonha. E como ela própria é uma pessoa que não gosta de contacto, caiu na real e achou que não me devia obrigar. E hoje, agradeço-lhe por isso.

Ela considerou mais importante que eu fosse educada, que dissesse bom dia e boa tarde, que segurasse a porta, que dissesse obrigada,  que ajudasse em casa, que fosse aplicada nos estudos, que respeitasse os meus amigos e professores, do que ver o meu mal estar quando tinha de cumprimentar, tocando, em alguém. Esta aversão que tinha e continuo a ter é um traço da minha personalidade e que está também relacionada com outra característica minha - não suporto que violem o meu espaço pessoal, mesmo que não me toquem. Mantenho a minha distância, tanto física como mental, e abro mesmo muito pouco espaço para que alguém entre na minha vida. Sou, portanto, feliz na minha solidão. Tenho a certeza de que seria mais amarga se, na minha infância, tivesse passado mais tempo por essa provação de ser obrigada a ter contacto físico com os outros.

Esta é a minha opinião e a minha experiência pessoal, e todos sabem que as opiniões são como os cus. O mais lastimável é quando se transforma um comentário ou opinião num circo tão grande que a coisa extrapola para níveis inacreditáveis. Os haters foram imediatamente investigar Daniel Cardoso, e viram que é praticante do poliamor e que gosta de tirar fotografias eróticas. E pronto, às armas, às armas, foram disparados os canhões e o homem foi atacado por todos os lados e vexado em praça pública, porque, toda a gente sabe, um homem capaz de amar várias mulheres em relações consentidas e que gosta de fotografia artística com menos roupa não tem qualquer legitimidade para falar de comportamentos violentos na infância, mesmo sendo dourado em Ciências da Comunicação e que seja professor de Comunicação e da Sexologia na Universidade Nova. Um taralhoco, portanto!

Neste país, nada se pode meter com os velhos costumes. A instituição "família" é uma coisa muito sagrada, nada a pode perturbar, mesmo que não existam laços que o justifiquem. As pessoas não conseguem aceitar que, sim, há famílias unidas e com laços afectivos muito fortes; mas também há outras em que nem tanto, porque nem sempre o sangue fala mais alto, mas sim as coisas que temos em comum, os caminhos que seguimos juntos, os sentimentos que partilhamos, as amizades que fluem no seio familiar. É por isso que muitas vezes as famílias são as pessoas que vão surgindo para junto de nós vindas de outros meios, os amigos que escolhemos ou que a vida nos escolheu, as pessoas que vamos amando e querendo manter do nosso lado, os laços que não queremos perder. Por isso, obrigar uma criança a beijar um avô, ou um tio, um vizinho, é muitas vezes sinónimo de obrigar a beijar um desconhecido ou alguém por quem a criança não sente nada.

E depois de passear nas redes sociais e ver o bullying que se está a passar com o Daniel e, passando a citar, chamando-o de "evadido do Júlio de Matos", "insano", "desajustado social", "verdadeiro psicopata", "atrasado dos pirulitos", "bastardo", "maluco da moina", "nojento", "lixo humano", "aberração", "lunático", "sem valores", "deficiente mental", "pobre diabo", "besta sadomasoquista" dizendo que "gosta é de apanhar no traseiro", é um "tarado vindo de Marte", que "bate na avó", tem "cara de parvo", que "anda é à procura de fama", devia "ter o instestino grosso dentro da cabeça" (e isto numa pesquisa rápida de 5 minutos), eu é que fico com cara de parva a tentar perceber como é que a comunidade que defende tanto um ataque à moral é capaz de ser tão imoral na maneira como trata outro ser humano.

Mas, enfim, eu já devia estar habituada à dualidade e falta de coerência das pessoas estranhas vindas de Marte. Se cada um se preocupasse com o que se passa dentro das suas próprias casas, isso é que era.

PS: só de olhar para a cara de nojo da senhora Fátima Campos Ferreira dá-me vontade de lhe dar um beijinho na cara, com uma cadeira. Vídeo aqui.

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É sabido que a raça humana é uma valente merda. Cuspimos à grande no prato onde comemos, temos um umbigo gigante (o mundo gira à volta dele), o individualismo permanece, o egoísmo enaltece os comportamentos cada vez mais erráticos de quem se está a cagar para outra coisa que não eles próprios. Apesar dos esforços de muitas pessoas, e até mesmo da comunicação social que tem divulgado muitas imagens, estudos, chamadas de atenção, ora para o excessivo uso do plástico, ora para o esgotamento dos recursos, ora para as espécies que morrem e que sofrem com o nosso lixo, tal não é suficiente para uma geração muito, muito rasca, que neste momento assola o país.


Este vídeo foi gravado por estes jovens que se dispuseram a limpar a porcaria que os outros fizeram na praia de Carcavelos, e fazem um apelo para que cada um cumpra a sua parte. Reuniram sacos e sacos de lixo, ao fim de um dia com aquele calor infernal que tivemos há duas semanas. Estas atitudes são louváveis, e quem de nós (civilizados) nunca andou com um saquinho a apanhar merda dos outros na praia? Tudo muito bem, só que esses canalhas vão achar que têm criados, que não têm de limpar porque há quem limpe, e mesmo se não houver, é para o lado que dormem melhor.

 

Mais fotos de exemplo de uma rapariga indignada com o lixo nessa mesma praia. Eu sei que há porcos de merda de todas as idades, de todos os estratos sociais, mas parece-me, de acordo com os relatos, com as fotos, vídeos, que os adolescentes de hoje são uns burros acéfalos e vaidosos que se importam mais com as selfies do que a morte do planeta, e que o nível de bateria do telemóvel é mais preocupante do que a extinção das espécies ou a escassez de recursos. Odeio generalizações, mas estes chamados adolescentes da pastilha deviam ficar sem um dedo por cada porcaria que deitam para o chão, até terem apenas um coto que nem lhes permitisse limpar o rabo. 


Um exemplo fulcral é o Sudoeste. Um festival da pastilha para miúdos da pastilha típicos que vão lá para tudo e mais alguma coisa menos pela música e para serem civilizados. Como moça alentejana, eu fui ao Sudoeste, claro, era o apogeu do verão. E posso garantir que isto não era assim. E eu tinha os cornos no ar nessa altura da vida em que tudo acontece, e mesmo assim, eu e os meus amigos tínhamos o mínimo de consciência, e nunca vi as coisas chegarem ao estado, nem nada que se pareça, com o que podemos ver. Nessa imagem, no topo, podem ver um print do recinto do Sudoeste este ano, e em baixo, uma fotografia do recinto do campismo do Vagos Metal Fest também este ano (tirada por uma pessoa conhecida). Os metaleiros é que são feios, porcos e maus, não é?

Não sei se o mal pode ser corrigido. É difícil endireitar quem se está a cagar, e vê-se que ninguém os meteu na linha quando deviam. É a geração que compra tudo feito, completamente sem valores, sem moral, sem hábitos que os ajudem a ser pessoas melhores. Não lêem, na televisão só vêem lixo dos degredos e afins, se vão ao cinema é para engatar e estar a falar, se vão para a praia é para fazer poluição sonora e física, se vão para os festivais é para beberem até cair, se vão à escola é para fazer merda e passar à rasca, enfim, não dão uma para a caixa, e o futuro é negro.
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Hoje de manhã, como todos os dias, desloquei-me a um beco a uns metros do meu prédio, onde coloco ração para os gatos de rua. Hoje ia atrasada e vi um vizinho que nunca tinha visto. Um velho que aguardava a mulher dentro do carro e fez questão de sair para termos a seguinte conversa:

Velho Estúpido (VE): Meta isso no seu prédio! Tem de vir para aqui sujar a minha porta?
Eu: Eu metia no meu prédio, mas as pessoas tiram...
VE: Então tiram? Fazem elas bem! Agora não tem nada de vir para a frente do meu prédio meter o que não querem no seu!
Eu: Você nem sabe onde moro... E qual é o mal que lhe faz uma taça com ração?
VE: Não quero isto aqui! Leve isso e os bichos todos para a sua casa!
Eu: Levaria se pudesse! Isto faz-lhe assim tanta comichão?
VE: Faz!
Eu: Então olhe, coce essa micose no escroto! É por causa de pessoas de merda como você que o mundo está podre!
VE: Badalhoca!
Eu: Pois aqui a badalhoca manda-o ir foder-se pró caralhinho, está bem?

E seguiram-se mais trocas de mimos aos berros na rua enquanto me afastava. Infelizmente como estava atrasada não tinha tempo de lhe chamar mais nomes mas espero encontrá-lo novamente porque tenho mais no meu portfólio.

Já onde o meu namorado alimenta uma gata as pessoas volta e meia jogam a comida e a água para o lixo e destroem as coisas no local, já para não falar de outro Velho Estúpido específico que atiça os cães de caça contra os gatos e já conseguiu matar dois... perante a passividade das autoridades, que nada fazem apesar nas queixas apresentadas.

O mundo está cheio desta gentinha que se julga dona das ruas e do mundo. Não lhes faz impressão ver todo o lixo que está no chão, as sarjetas entupidas, os buracos nas estradas, o património destruído. Pequenos tupperwares com ração arrumados e limpos são a pior coisa para estes filhos da puta. Não suportam a ideia que hajam pessoas que queiram ajudar animais de rua, esses 'ratos que apenas transportam doenças'.

Esta cena repete-se por todo o lado, em todo o país. Não digo no mundo, porque sei que há países civilizados onde o respeito pela vida, seja ela qual for, existe. A estas pessoas, que na maioria são velhos de merda, só lhes digo que fico contente por a morte estar à espreita à esquina e espero que fiquem tão arreliados com estas demonstrações de respeito que lhes dê um AVC que os torne vegetais ou cadáveres rapidamente.

Se não gostam que outras pessoas alimentem animais de rua, não se metam e não atrapalhem. Não têm de participar, não têm de gastar dinheiro ou tempo, isso é comigo e com os outros cuidadores. Não se têm de preocupar com a limpeza do local - está garantida. Será assim tão difícil não meterem o bedelho? É um incómodo assim tão grande uma taça colocada a 10 metros das suas portas? Se colocassem essa energia toda para resolver problemas sérios, o mundo era tão, mas tão bom. Resumindo: estimo que morram!

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Podemos estar descansados, porque esta mulher é a dona da cidade! Com ela, não temos de nos preocupar, porque as ruas serão para os carros, e estarão livres de pragas! Ratos? Não? Pessoas! A correr! Onde é que isto já se viu?

Cara Manuela,

Nunca fui muito à bola consigo, mas agora que vejo o quão elitista é, e que gosta de destilar o seu ódiozinho nas redes sociais como toda a gentinha, ainda menos vou.

A cidade não tem de se movimentar de acordo com a sua rota diária. Quanto muito, tinha de lhe dar acessos alternativos para a senhora não levar com a praga em cima. Mas olhe, uma novidade: a cidade não é sua. Seria um pouco mais sua se saísse do conforto do banco quentinho e pisasse o chão (sim, com o seu próprio pé!), e apreciasse a beleza das sete colinas com os seus próprios olhos; se respirasse a brisa que vem do rio; se pisasse a nossa calçada. Assim, através dos vidros porcos da sua viatura, é normal que a sua vista esteja um pouco turva.

Só pode, porque "normais" são aqueles que se mexem ou querem mexer, que vivem realmente a cidade, que celebram a vida, que querem fazer algo por si, e não quem quer chegar em 10 minutos ao destino ao domingo e que fica piurso com a normalidade alheia. Quanto à sua vontade de os atropelar, eu também tenho vontade de a atropelar, mas visto que só anda de cu tremido torna-se impossível. Lembra-se da última vez que atravessou uma passadeira? Não? Mas aposto que se lembra da última em que não parou numa.

Quanto ao "bom ar da cidade"... cof cof. A cidade não tem bom ar. Graças, também, a pessoas como a madame que se deslocam de carro para um percurso de 10 minutos. Mas é claro que não repara nisso visto que só respira filtros de ar condicionado. Mas pode ficar com esse todo!

Atentamente,
um membro da praga estranha que gosta de praticar desporto na cidade.
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Este "senhor" que se julga Deus, dono da razão, e detentor de todo o conhecimento sobre a mente e corpo humanos, diz o seguinte:

"Vi um documentário aterrador. O pior que se pode ver antes de ir para a cama. O documentário era sobre um transexual. (...)

Depois da operação, entrevistavam o fulano que se queria transformar em fulana. Numa voz estranha, deu umas respostas que tornaram óbvio estarmos perante uma pessoa débil mental. Dizia umas patetices. Mostrava-se ansioso por se tornar uma mulher. Mas aí eu pergunto: se em vez de lhe operarem o corpo para se parecer com uma mulher, por que não optaram por tratá-lo psicologicamente para adaptar a mente ao físico que realmente tinha? (...)

Depois cortou o pénis, explicando que ia aproveitar uma parte deste para fazer o clítoris. Neste ponto, não consegui ver mais e mudei de canal. (....)

Se a sua cabeça já era confusa, tornar-se-á muito mais confusa depois da operação. Nunca poderão ter uma vida familiar normal: não podem ter filhos e qual é o homem que se vai casar com uma mulher que já foi um homem? Só por caridade alguém condescenderá em fazê-lo. (...)

Se um homem pensar que é uma galinha, os médicos não vão transformá-lo em galinha."

Podem ver o texto na íntegra aqui.
 
Bem. Aterrador é ainda existirem pessoas assim. Pessoas que acham que querer mudar de sexo, sentir-se no corpo errado, é doença mental, que se resolveria com uma terapiazinha, provavelmente com uns choques eléctricos. Ou prendê-los, abrir-lhes os olhos com uns palitos, e obrigá-los a ver cenas entre um homem e uma mulher - todos no corpo certo - a cupular, como deus manda.

Aterrador são estes velhos do restelo acharem que a normalidade é apenas aquilo que conhecem, aquilo que a sociedade lhes disse que era normal e que eles aceitaram sem dizer ai nem ui; é não admitirem que as coisas não são lineares, não são a + b, que o universo, e a mente, o cérebro, os sentimentos, as emoções, não são uma fórmula matemática.

Aterrador é chamar de débil mental a quem, numa atitude corajosa que ele nunca saberá o que é, mostrar ao mundo que não temos de ser infelizes, que devemos perseguir o que desejamos, viver na pele que queremos, que não temos de ficar presos uma vida inteira às convenções e à tal "normalidade" que nos impingem.

Aterrador é dizer que ninguém vai querer uma pessoa assim. Assim como? Que foi em frente quando existem pessoas como o senhor arquitecto que acham que deviam ter estado quietinhas? Que cumpriram o seu sonho? Que decidiram ser felizes? E por não poderem ter filhos, são pessoas incompletas? O objectivo primordial da espécie é parir? Gostar de nós próprios, não conta para nada?

Aterrador é comparar um homem ou uma mulher que estão a cumprir um sonho, num processo custoso, longo, demorado e controverso, em que muito provavelmente foram criticados e ostracizados pelo mundo inteiro, com a pretensão de ser uma galinha...

Aterrador é partilhar este planeta com pessoas cuja mente ficou presa no séc. XIX e que ainda se auto-intitulam de liberais. Se cada um se metesse na sua vida, isso é que era bom. Se deixassem os outros serem felizes da maneira como são, se aceitassem a diferença, o mundo era um lugar bem melhor. Se vos faz impressão, ignorem, deixem-nos ser. A indiferença é melhor do que a promoção da opinião odiosa.

Aterrador é você, senhor arquitecto. E se não fosse essa tacanhez e pequenez, não teria essas trombas.



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Esta montra. Não consigo perceber o que se passa na cabeça de quem encenou esta cena de amamentação com uma porca e os seus bacorinhos mortos. Achou que era engraçado? Provocador? Que era uma forma genial de chamar clientes?

Acima de tudo, é uma mãe com os seus filhos mortos. Como se estivessem a mamar, como se estivessem vivos e a alimentar-se. É mais do que sádico, é triste. E não, não se trata do choque apenas para os que não comem carne. A pessoa que a partilhou comigo come carne, e outras a quem mostrei também, e todas mostraram asco.

Matar outros seres vivos para a alimentação é uma coisa, fazer disso um circo macabro é outra. É como se uma agência funerária pusesse na montra um cadáver duma mulher com o seu bebé a mamar. "Ui, que comparação" vão dizer os que se acham os chefes da pirâmide alimentar. Para mim, são todas vidas que acabaram. Seria a promoção do negócio ao mesmo nível.

Não faça parte de uma sociedade que se vangloria perante a piada da morte. Não pague para que isto aconteça. Tratam-se de animais que está provado terem emoções e uma inteligência comparável a uma criança pequena. Já morreram para saciar o vosso palato, provavelmente em condições miseráveis; vangloriar este tipo de piadas é completamente escusado.
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Nós somos o que comemos - é algo que já ouvimos dizer muitas vezes mas parece que não o levamos muito a sério. Não temos noção de que as opções que tomamos influenciam incrivelmente a nossa saúde e a dos outros. E muitas vezes a culpa não é nossa. Não é do interesse das grandes empresas e do governo que estejamos conscientes dos perigos reais pelos quais passamos diariamente, porque está muito, mesmo muito dinheiro em jogo.

Este documentário vai à procura de respostas, sem medos. Vai até ao fundo das questões - ou pelo menos até onde é permitido, porque demasiadas coisas estão envoltas nos maiores segredos e protegidas pelo direito à confidencialidade. E onde há fumo, há fogo.

O documentário explora vários temas relacionados com a saúde - o crescimento da diabetes, das doenças cardiovasculares, do cancro, e de várias outras doenças crónicas. O realizador depara-se com realidades que parecem saídas de um outro planeta. Por exemplo, que depois de estar confirmado que o consumo de carne está directamente relacionado com a diabetes, a American Diabetes Association ter no seu site receitas "saudáveis" com carne. Ou, sabendo que o consumo de lacticínios aumenta em 49% o risco de morte após o diagnóstico de cancro da mama, nada é mencionado pela principal instituição de apoio à causa. E vai-se a ver, a tal associação do diabetes é patrocinada por empresas de carne embalada, e esta última é patrocinada pela Yoplait e KFC. E já agora, a American Heart Association é patrocinada pela Subway, Nestlé, Domino's Pizza, e mais de 10 empresas produtoras de carne e lacticínios. Portanto, é óbvio que estas instituições nunca nos irão dizer a verdade. Porque isso seria perder milhões de dólares.

O consumidor quer-se mal informado e cheio de doenças. Porque no fim das contas, quem acaba por bancar isto tudo é a indústria farmacêutica. Estamos basicamente a pagar o nosso fim. Estão a dizer-nos que para viver precisamos de bancar medicamentos e tratamentos até à morte. E nós mamamos isso com a mesma facilidade com que acreditamos que precisamos de leite para ter ossos fortes.

Não podemos deixar que nos atirem areia para os olhos. Temos o direito e o dever de estar informados. Se podemos viver mais e melhor, não podemos deixar que o capitalismo decida por nós a hora da nossa morte. Vejam o documentário, mal não vos vai fazer. Ao contrário da vossa próxima refeição.

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Ontem estava a ver uma série (Room 104) onde um Elder (da religião Mormon) tinha cometido um pecado e sentia-se mal pelo sucedido. Esse pecado foi... beber café. Fiquei estarrecida por haver uma religião que nos mande para o Inferno por isso - já estaríamos todos com a alma condenada.

Então, fui verificar se isto era verdade e descobri algumas das regras e crenças dos Mormons:


  • Não podem consumir bebidas quentes
Na verdade, o café é permitido. Desde que seja à temperatura ambiente. Até pensei que tivessem algo contra a cafeína, já que é considerada viciante, mas não. O problema aqui é a temperatura. Cházinho quente no inverno? Tirem o cavalinho da chuva, isso é bebida do demónio. Toda a gente sabe que o inferno é quente, e eles sabem que o caminho para a felicidade se encontra ali entre os 20 e 25 graus.

  • Não podem nadar
Todos os desportos são mal vistos, mas nadar é aquele pecado que pode mandar as suas almas directamente para o escroto de Satanás, e nadarem lá como um espermatozóide para todo o sempre. Não acredito que estas pessoas não conheçam o prazer de mergulhar no mar ou de percorrer um rio a nado só porque alguém lhes diz. A religião é uma merda.

  • Não têm contacto com a família
Esses rapazolas com pele de bebé a nadar em acne que costumamos ver na rua, vestidos de camisa branca e gravata como se fossem a um baptizado todos os dias; esses rapazinhos que quase acabaram de sair da cona da mãe, não podem contactar com a família durante 2 anos. Esta é considerada uma distracção e os missionários só podem ligar para casa duas vezes - no Natal e no Dia da Mãe. Sad. (Ah, e esta "missão" é completamente paga pelos miúdos - ou pais - a igreja dá-lhes as palmadinhas nas costas, mas dinheiro que é bom chuta para canto.)

  • Aos domingos não se faz nada
Quer dizer, podem ir à igreja. Mas não podem praticar desporto, ver televisão, brincar com os amigos ou trabalhar. Não se queixem, há sempre os livros. Desde que não tenham referências sexuais. É melhor ficarem-se pelo Sudoku.

  • Têm de usar esta roupa interior. Sempre.

 

  • As mulheres não podem usar tops e manga à cava
Se queres encontrar o caminho para o céu, amiga, trata de tapar esses ombros, esses pedaços de pecado, esses 10 centímetros de pele que nos separam do Paraíso. Não sejas uma putéfia rasca sem princípios.

  • A masturbação é proibida
Há muitas regras e proibições relativas ao sexo, mas afogar o ganso é das piores ofensas que se podem fazer, porque é considerada uma traição ao cônjuge ou futuro cônjuge. Não te conseguirás comprometer e ter uma alma imaculada, perpetuando os valores mormon, se esgalhares o pessegueiro. E pecados sexuais são, aos olhos mormon, piores que assassínio. Aguenta, colhão!

  • Sem métodos contraceptivos
Tens de deixar vir ao mundo toda a criança que Deus quiser! Por isso, se fores muito fértil e fodilhão quem sabe possas ter a benção de ter uns 20 filhos sem ter de ser infiel. Viva! Isto realmente pode afinal ser uma medida contraceptiva, ou melhor, uma maneira de o manter dentro das calças. Aguenta, colhão!

Há tantas coisas - centenas na verdade - que podiam figurar aqui, como a proibição de tatuagens, a obrigação de armazenar comida para três meses, os pelos faciais serem desencorajados, ir para a cama à meia-noite, 10% do ordenado ter de ir para a igreja, mas não vale a pena.

Vale a pena dizer, sim, que toda e qualquer religião é merda. Dizerem-nos o que comer, os desportos que praticamos, o que vestimos, quantos filhos devemos ter, controlarem-nos o corpo, o ordenado, a vida sexual, é completamente errado. Como é que as pessoas se deixam convencer disto? Crer em alguma coisa pode ser aceitável, mas deixarem-nos dizer como viver é doentio. Vivam, porra!
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Kasatka morreu no passado dia 15 de agosto. Foi finalmente eutanasiada - estava doente desde 2008. No entretanto, foi usada como parideira e como entretenimento mórbido para quem a quisesse ver no SeaWorld de São Diego.

Foi capturada muito jovem - mal teve tempo de conhecer o oceano. A sua casa. De onde os humanos sedentos de dólares a tiraram sem se importarem minimamente com o seu bem-estar. Passou do interminável oceano, cheio de sal, espaço, alimento, liberdade, para um tanque. Teve filhos, e foi-lhe administrado Valium para aguentar a perda dos que foram transferidos para outros tanques...

Quem pagou bilhete para a ver, e às outras orcas, no SeaWorld, alimentou uma das indústrias mais negras - a do cativeiro. A que, por meros minutos de entretenimento, priva os animais de uma vida em pleno. Em nome do dinheiro, apenas e só. É apenas mais um passo na direcção da destruição do planeta - das espécies, dos habitats, e da alma humana. Os animais não estão no mundo para nos arrancar umas palminhas, e isto tem de acabar.

Quem leva as criancinhas ao Zoomarine ou aos espetáculos de golfinhos do Jardim Zoológico está a fazer precisamente o mesmo. Para vossa informação, os golfinhos não estão a sorrir. Assim parece, mas é apenas a sua fisionomia. Eles pertencem aos rios e aos mares, e vivem numa piscina. Desenganem-se os que pensam que ali eles são felizes - são apenas escravos. Podem argumentar que são bem tratatos, alimentados, que têm os cuidados de saúde de que necessitam, que para eles vai dar ao mesmo. São prisioneiros, palhaços aquáticos num circo falso que só faz feliz o estúpido humano.

Respeitem a natureza, respeitem os animais, respeitem o planeta. Não colaborem com uma indústria que, como todas as outras, só quer o vosso dinheiro. Só que aqui estão vidas em jogo. Vidas de quem não quer ter nada a ver com a nossa sede de poder.

Descansa em paz, Kasatka, e todos os animais que morreram às nossas sedentas mãos, em cemitérios coloridos disfarçados de sorrisos.
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Com uma simples "frase" postada no Facebook de um perfil de apoio ao fim das touradas, um acéfalo provou que:

1 - é um sádico que adora tortura
2 - é o típico agitador de cu sentado no sofá
3 - é um burro do caralho que não sabe escrever
4 - é um preconceituoso inútil, o que não me surpreende porque decerto vive no séc. XVI como demonstrado no ponto 1.

Gostava que fosses um "homemsexual", mas és só um inútil de merda. Espero que te enfiem um corno no olho do cu - isso é que seria uma festa muito brava.


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Só conhecia estes meninos por causa de uma versão mal amanhada da "Popless" dos GNR. Fizeram uma bela merda com essa música, que é uma das minhas preferidas dos dinossauros do rock português. De resto, para mim, tudo o que sai daquelas alminhas é igualmente cocó.

Mas, hey, é a minha opinião, e estas são como os cus - cada com um o seu. Também gostei de coisas muito estranhas na minha juventude. Dou a mão à palmatória.

Mas isto é diferente. Já todos devem ter visto, mas passo a explicar. Os elementos dessa bandazeca fizeram um post no Twitter onde escreveram "'Tasse". Uma rapariga corrigiu-os, e escreveu, simplesmente, em resposta, "*'Tá-se". Esta foi a resposta que obteve:

 

Ó amigos. Enterraram-se bem, hein? Fizeram-se espertos, armaram-se aos cucos, responderam agressivamente, puseram-se num patamar bem acima da desgraçada dispondo-se a rebaixá-la com uma hashtag bem pesada; e para quê? Para se enterrarem. Lindo. Queridos, a vossa música reflecte a caca que é o vosso discernimento e o vosso conhecimento da língua portuguesa.

É que nem para pesquisar no Google servem. Subjuntivo? Estasse? Em que língua, português de Portugal? A tentarem ridicularizar uma rapariga e saiu-lhes o tiro pela culatra. Agora estão a fazer posts fofinhos a tentar a redenção. Ridículos. #thinkbeforeyouspeak



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Uma colega pediu-me o emoji do cocó (quem usa os chats online deve conhecê-lo bem), e aqui está ele. Feito em ponto cruz, pronto a pendurar num bastidor. E a casa de banho dela vai ser mais animada :)


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É que não é uma nem duas vezes. Quando estou no trabalho, apanho quase todos os dias alguém que está numa cabina na casa de banho em amena cavaqueira ao telemóvel. A conversa normalmente está a ser acompanhada pelo barulho do mijo na água, e não é um burburinho, há ali mulheres que mijam com jacto de vaca.

E sim, também já apanhei o ploc-ploc de algo mais, e também peidos, que já se sabe que na loiça da sanita e dentro das cabinas se amplificam. Mas isto é normal? Ou sou eu que sou uma púdica no que toca a necessidades? Já forro a sanita para não se ouvir nada do que eu faça (e para cagar no trabalho tenho de ir a uma refundida e pouco frequentada, senão não consigo), e aquela gente faz questão de partilhar connosco e com a pessoa do outro lado do telefone tudo o que lhes sai da bexiga e das tripas?

Primeiro, eu não quero ouvir as vossas literais conversas de merda; segundo, tenho pena das pessoas que vocês conhecem por as submeterem a tal nojice. Ou se calhar até curtem, e só se estraga uma casa. Disto até fazerem selfies com o cagalhão é um passinho.




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O ritmo dos nossos dias é frenético, eu compreendo e sinto-o na pele, mas nada justifica a falta de educação que os apressados dos transportes públicos mostram.

São aqueles que procuram a porta mais próxima como se estivessem a oferecer fatias de pizza a quem puser o pezinho primeiro dentro do comboio ou do metro. Estão-se a cagar se há pessoas que querem sair, eles precisam de entrar, desesperadamente, porque toda a gente sabe que o último a entrar é um ovo podre.

As pessoas que estão a sair, coitadas, levam com o turbilhão de apressados que querem entrar à força, e nesse momento lembro-me sempre daquela batalha mítica do Game of Thrones (os fãs sabem do que falo). Pena que não haja um gigante para lhes esmagar os crânios vazios. Em vez de espadas ou arco e flecha há malas, mochilas, sacos do ginásio e do supermercado a serem arremessados e apertadinhos entre as pernas do pessoal enquanto se dão empurrões que se querem subtis mas são incomodativos como o caralho. Aposto que nenhum espinafre chega ao destino com boa cara.

Ainda assim não percam um lugar sentado, esse Santo Graal de quem faz viagens de minutos, preciosos para descansar as pernas. E depois, se entra algum velho ou grávida que fica em pé, enfiam a cabeça no telemóvel como se o Papa Francisco tivesse enviado o SMS mais sagrado do mundo, para fingir que nada vêem. Ai não, aquele lugar foi ganho à custa de uma batalha épica.

As pessoas precisam de fazer mais amor e ioga. Pessoas, cabe sempre mais um.





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Quando cai um avião é sempre uma merda. A morte é inevitável, assim como as dúvidas em torno do acontecimento. Nos últimos anos têm acontecido alguns acidentes, mas poucos tão chocantes como o de ontem. Por várias razões -

porque estava lá dentro uma equipa de futebol, desporto que nos é tão próximo;

consequentemente, porque eram jovens, atléticos, cheios de energia e vida, e a viver um momento muito especial das suas vidas profissionais, com um percurso fantástico e inesperado até à final da competição para onde se dirigiam;

porque se passou com brasileiros, nossos irmãos, incluindo alguns rostos que conhecemos bem (pelo menos os fãs de futebol);

porque houve sobreviventes saídos daqueles escombros, coisa muito, muito, rara;

porque nesta era, e porque de futebol se tratava, existem montes de fotos, vídeos, celebrações, partilhas nas redes sociais, daqueles jovens, momentos antes de morrerem.

O universo faz cenas maradas e inexplicáveis. Que os jogadores, a equipa técnica, os jornalistas e os membros da tripulação que perderam a vida descansem em paz. O pior, será para aqueles que saíram com vida. Aqueles que vão ficar com mazelas físicas e psicológicas que os marcarão para sempre. Aqueles que irão rever o que se passou, vezes sem conta, quando fecharem os olhos à noite. Aqueles que se perguntarão porque se foram os outros, e não eles. Aqueles que sentirão medo, culpa, saudade. Aqueles que olharão para as tais fotos e vídeos e sentirão facas por dentro a dilacerá-los. Até ao fim da vida.

O mundo chora por vós, Chapecoense.


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Muitos o adoram e muitos o criticam. Não é / foi o presidente perfeito, tem imensas falhas, mas Barack Obama também levou a cabo decisões inéditas, quebrou tabus, protocolos, mas sobretudo mostrou, sempre, o seu lado humano. E o homem mais poderoso do mundo tem de ser humano. Ou vai dar merda.

Estas imagens não se repetirão nos próximos anos. Não iremos ver um presidente que cumprimenta os funcionários da limpeza com o punho, ou que brinque com crianças na Sala Oval, ou que corra pelos corredores da Casa Branca atrás de um cão. Por isso, estes momentos são para recordar. Para nos lembrarmos de quando os Estados Unidos e o mundo tinham um líder humano. Agora, temos um robot maníaco, xenófobo e machista, saído do solário e que só pensa em encher os bolsos. Boa sorte, mundo.

Obama e Michelle, vamos ter tantas, tantas saudades.













 
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Isto não é (só) uma pessoa estranha - é estúpida, mau carácter, mesquinha, má e merece que lhe passem ferros em brasa pelas partes íntimas para depois tomar um banho em álcool.

No Seixal, muito perto de onde moro, um condutor saiu da faixa de rodagem para acertar, propositadamente, numa mulher que ia de bicicleta. No vídeo disponível na página do CM podem ver o (ou "a") filho da puta a sair da faixa, a acertar na ciclista, que cai desamparada e fica estática no chão, e a seguir a sua vidinha como se nada fosse. O condutor que ia atrás e que filmou a cena parou para auxiliar a ciclista e perdeu de vista o outro carro, mas que seja encontrado e que leve uma carga de porrada que o marque para a vida.

Foi assim que o meu avô faleceu. Ele era um ciclista experiente e de manhã bem cedo um cocainado que saía da discoteca atropelou-o. O pendura declarou que o atrasado mental disse, com estas palavras, "vamos lá a ver se consigo acertar no velho". E conseguiu, e matou-o. Mas era o irmão do Presidente da Câmara, e nada lhe aconteceu (judicialmente, já que pelo menos o meu tio o ia matando à pancada).

O mundo está na merda, as pessoas estão na merda, os valores estão na merda, a entre-ajuda está na merda, e isto é apenas um exemplo que foi filmado. Quanta merda não se passará todos os dias, em todo o lado?



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Ficamos chocados quando nos chegam estilhaços da guerra e do ódio que vai separando os povos. Quando acontece aqui na velha senhora Europa, somos todos qualquer coisa, seja Charlie, Bataclan ou Nice. Mas não nos esqueçamos que isto que acontece por cá de vez em quando acontece todos os dias noutros locais do mundo. E não nos podemos resignar.

O olhar deste menino sírio é pura resignação. É o olhar de alguém que aceita o seu destino. Ele tem cinco anos e o normal seria ver-lhe pânico nos olhos, lágrimas, choro e gritos. Mas não. Está ferido, coberto de pó e sangue, depois de um ataque aéreo. E ele ali está, mais um de tantos, e não há tempo para chorar. Há que ser adulto aos cinco anos, porque há outros meninos para salvar. Hoje, amanhã, e todos os dias.

A infância não devia ser isto em lugar algum do mundo, religiões e política à parte. Nunca.



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Os militantes do PNR já são pessoas estranhas por si só, mas agora superaram-se com o seu teatrinho em Belém. Com o mote "Islão, aqui, não!", simularam uma degolação em grupo, realizada por quatro supostos terroristas. Com sangue simulado e espalhado pelo chão e tudo.

O que vale é que esta manifestação contou com o fantástico apoio de cerca de 50 pessoas de estômago forte que provavelmente passaram ali para comer pastéis e por lá ficaram enquanto faziam a digestão.

Esperarei impacientemente pelas próximas manifestações xenófobas, e até tenho algumas sugestões:

  •  Beberem vodka até entrarem em coma em homenagem aos malucos dos russos
  • Esfaquearem-se até à morte vestidos de preto e correntes de ouro, em congruência com o que acontece com os parasitas dos ciganos
  • Fazerem rastas e tentarem assaltar-se uns aos outros como os rufias dos pretos passam a vida a fazer
  • Irem trabalhar para uma obra o dia inteiro neste sol intenso a ganhar o ordenado mínimo como os formados em medicina vindos do Kosovo (só têm aquilo que merecem!)
  • Armarem-se com uma pá de fazer kebabs e espancar pretos como o monhé Mustafa (uma faca de dois gumes, esta opção)
  • Invadirem as pistas dos aeroportos para nos lembrarem dos cabrões dos argelinos, essa raça que só atrapalha a vida das pessoas
  • Comerem 15 menus Big Mac's e 20 coca-colas de seguida para provocarem os gordos nojentos dos americanos
  •  Trabalharem sete dias por semana como os chineses armados em chicos-espertos (devem pensar que são mais que os outros)

Tenho mais ideias pré-fabricadas e erróneas aqui de lado caso estas se esgotem. Espero que algum islamita veja o vosso vídeo e vos ajude a desaparecer, o que não é difícil já que são tão poucos. Alguns devem ficar arrumados depois dos 15 Big Mac's. Entretanto, cuidado com as generalizações.

Ah, e se quiserem fazer coisas em grupo há ideias bem melhores (muitas delas podem envolver os desgraçados dos paneleiros, por isso pode entrar também na lista!).


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Não acredito que o Correio da Manhã publicou esta notícia que diz, cito:

"Micro da CMTV custa 292 euros
Microfone é de conceituada marca.

O microfone sem fios que Ronaldo tirou das mãos do jornalista e arremessou para o fundo do lago de Lyon custa 292 euros. É da Sennheiser, uma conceituada marca do ramo. Quando tudo aconteceu, CR7 tinha ao lado Ricardo Regufe, amigo da estrela e representante da Nike."

Tenho tantas coisas a dizer sobre isto mas vou tentar conter-me em tópicos.

1. Obrigada pela informação, CM!
Toda a gente se estava a perguntar neste momento qual era o preço e a marca do malfadado microfone que foi parar ao lago. Obrigada pelo jornalismo de qualidade, mais uma vez!

2. Deixem de se fazer de vítimas
Vítimas são os espectadores que caem nas malhas do vosso jornalismo de merda! Já publicaram mais "notícias" sobre o microfone do que sobre temas que realmente importam, mas fazer "jornalismo" à custa de eventos sem interesse público está-vos no sangue, certo? Esta é uma "notícia" baseada em nada, para ter cliques, likes, gerar mais conversa da tanga!

3. Deixem o Ronaldo, porra!
Não sou um dos acérrimos defensores do Ronaldo, mas até a mim isto me está a fazer impressão. Que perseguição ao homem! É reportagens sobre a família, pesquisa dos podres, exploração da sua infância e juventude, mentiras, invasão da privacidade, boatos, vale tudo para usar o seu nome em abono das audiências. Ele devia era ter mandado toda a CMTV para dentro de um lago de piranhas!

4. Mas quem raio quer saber do Ricardo?
Porque é que numa "notícia" sobre o preço e marca do microfone, aproveitaram para divulgar o nome do amigo do Ronaldo que ia ao seu lado? Merda de "jornalismo" sem carácter nem sentido, sempre a meter a travadinha onde podem!

Eu sei que o que a instituição CM quer é que se fale do assunto e estou a contribuir para isso, mas é impossível ficar calado perante estes glutões de tragédias que promovem o jornalismo de retrete. Pois que se puxe o autoclismo e que vão todos para o esgoto onde pertencem.



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