Palavras do Abismo

Este domingo, com a padaria da minha rua fechada, fui comprar pão num estabelecimento que vende comida para fora. Estava à torreira do sol na fila, máscara posta, quando vejo dois agentes da polícia (um homem e uma mulher) virem em amena cavaqueira pela rua abaixo. Chegam ali, colocam as suas máscaras, e vá de entrar. 

A primeira coisa que pensei foi que estivessem a fazer algum tipo de fiscalização, que estivessem a ver se as regras de distanciamento, limitação do espaço, estavam a ser respeitadas, coisa assim. Qual não é o meu espanto quando começam a pedir comida. O meu, e o da senhora que está à frente na fila, que diz ao senhor agente (que era mais um menino, vá) que tem de se pôr na fila. "Mas estamos só a encomendar", diz ele, lá de dentro. E a senhora que está a atender ao balcão, diz-lhe, também muito bem, que só podem estar dois clientes lá dentro, e já lá estavam dois. Eles tinham entrado em casalinho sem nenhuma preocupação, e ele lá saiu. Ainda ouviu a senhora da fila dizer-lhe que ela também só está ali para encomendar, e que para encomendar também é preciso tirar senha e ficar a aguardar a vez. "Mas era só pedir...", murmura ele, todo ele sorrisos, enquanto a sua colega, lá dentro, está a escolher espetadas.

Há estabelecimentos que dão prioridade a agentes da autoridade, bombeiros, etc, mas não era o caso. Mesmo não sendo, se eles se tivessem dirigido às pessoas e explicado que estavam em serviço, tinham pouco tempo, de certeza que não teria existido mal-estar. Mas entrar por ali adentro, violando a lei da limitação de pessoas no espaço que deviam ajudar a respeitar, com uma atitude de sorrisinhos e desculpas não válidas, caiu-me mal.

Não gosto de abusadores da autoridade, ainda para mais quando é para escolher espetadas.

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Se estás a ler isto e axas que não à nenhum poblema, bem-ajas! És também o público-alvo da tele-escola. Hádem cá vir ensinar como se escrever. Ficas-te com a pulga atráz da orelha? Trouxestes os lápis e o caderno? Bora começar!

Se encontraste menos de 8 erros no parágrafo em cima, precisas de uma ajudinha. Se encontraste uns 3 ou 4, és simplesmente burro e não tens salvação. Mas podes tentar - não mata, e herrar é umano, certo?

A tele-escola, que vai começar na próxima segunda-feira, é não só a esperança do universo escolar para os jovens estudantes em tempos de pandemia, como também vai ser uma oportunidade para nós, adultos, revermos certas matérias. Têm ali uma oportunidade imperdível de aprender o que nunca aprenderam ou cimentar muito do conhecimento que voou para longe ao longo da vossa existência. Apesar de eu ser uma espécie de polícia da língua portuguesa (não totalmente eficiente, implacável e conhecedora como queria), vou assistir, principalmente às aulas de Geografia. Sou tão péssima que dói e nem encontro essa dor no mapa. Nem vou falar da Matemática - depois de 12 anos a levar com ela a única coisa que ficou foi a regra de 3 simples. É pouco para 12 anos, ou não? Também vou tentar aprender qualquer coisinha de Alemão e Espanhol, visto que ouço muito Rammstein sem saber o que estou ali a cantar e vejo também algum porno espanhol que merece melhor compreensão.

Uma parte boa é que podem aprender temas básicos sentados no sofá com uma cerveja na mão. Mas não abusem, ou esquecem-se de tudo o que vão aprender. Se tiverem filhos, têm sempre uma desculpa para ver o canal RTP Memória pelo canto do olho, enquanto mantêm aquela fachada de durões/duronas que se estão a cagar prá escola. 

Cheguem-se à frente. Não saber não é vergonha, vergonha é não querer saber. Podem não ter interesse numa carrada de temas, mas uma coisa que fazem todos os dias é comunicar. Seja ao telefone, em mensagens parvas no Whatsapp, em descrições intermináveis nas fotos do Instagram, a destilar ódio a comentar porcarias no Facebook... pelo menos façam-no com qualidade. Quando estão a debitar merda nas redes sociais, os erros ortográficos tiram-vos a credibilidade. Assim, assistam às aulas de Português, e quem sabe daqui a umas semanas já conseguirão escrever bosta mas com qualidade. Um dia, talvez leiam um livro. Força!






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Estamos em pleno surto do Covid-19 e os comportamentos dos cidadãos estão longe do ideal. Apesar da grande parte da população estar em isolamento voluntário, continuamos a ver pessoas nas ruas, nos cafés, nos bares. Mentalizem-se que temos de estar em casa o mais possível, apenas saindo para o necessário - supermercado, farmácia, trabalho. Caso contrário, iremos rapidamente chegar ao ponto da Itália em que estar na rua sem um destes motivo dá pena de prisão.

Para além destas pessoas, estão-me a fazer comichão aquelas que optaram por ir de férias nesta altura difícil. No meu Instagram, por entre os posts do pessoal que está a tentar passar um bom bocado em casa e motivar os outros a fazer o mesmo, vejo as fotos e vídeos daqueles que estão a passar o momento das suas vidas no estrangeiro. Conheço algumas pessoas que foram para o Brasil e outras que foram para a Tailândia. Sendo ou não países com mais ou menos infectados, é de uma irresponsabilidade total andar nas praias, nos restaurantes, nas discotecas, nos hotéis, contactando com milhares de pessoas. E, depois, têm de voltar, claro. E mesmo com todos os cuidados que tenham, irão cruzar-se com outras centenas de pessoas nos aeroportos, nos aviões, podendo tornar-se agentes de propagação mesmo que não venham a ter sintomas.

Se é uma questão económica e de perder dinheiro, saibam que milhares de outras pessoas estão na mesma situação. Eu própria tenho uma viagem nacional e duas internacionais marcadas. Provavelmente não vão acontecer, certamente vou perder dinheiro que custou mesmo muito a ganhar, mas isso agora é o menos importante. A vida continuará depois disto e teremos tempo para fazer novos planos. Mas para isso teremos de estar vivos. Para isso, este período negro terá de passar. E para isso, temos de nos unir.

Dito isto, muita força a toda a gente e continuem com os cuidados básicos - lavem as mãos frequentemente e durante 20 segundos; mantenham a distância social; evitem aglomerados de pessoas; estejam o mais possível em casa; não recebam visitas; não estejam com os vossos idosos - depois disto tudo, vamos ter todas as oportunidades para nos voltarmos a ver e a abraçar novamente.



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Alerta - este filme nada tem que ver com a Xana Toc-Toc, a não ser que a moça sofra de algum Transtorno Obsessivo Compulsivo (daí o TOC).

Toc-toc é uma comédia espanhola da Netflix, leve, indicada para aqueles dias em que não nos apetece pensar muito e nos quais precisamos sorrir. No filme, várias pessoas com TOC veem-se fechadas no mesmo espaço. Cada uma delas apresenta diferentes manifestações da doença - há uma mulher obcecada com germes e bactérias que não toca em nada nem ninguém e que gasta o ordenado em embalagens de toalhitas; há um homem que não consegue pisar as linhas do chão - nos passeios, nos tapetes, etc; outra tem de verificar tudo em casa - o gás, as luzes, se tem as chaves consigo - tantas vezes que acaba por perder eventos importantes da vida; e por aí fora.

É um grupo de 6 pessoas cuja interacção por si só provoca situações inusitadas, que embora pareçam estranhas e exageradas, posso assegurar, como pessoa que convive com o TOC, têm muito fundo de verdade. Aliás, apesar da "lufalufa" característica das comédias espanholas do género, o filme pode até servir como catalisador para que alguém que sofra do problema resolva procurar ajuda e/ou saiba rir de si próprio. É um filme colorido, divertido/absurdo e com boas interpretações.

Há duas pessoas na minha vida - o namorado e uma amiga - que padecem de TOC. Há coisas que são ao mesmo tempo engraçadas e maçadoras. Por exemplo, quando vou às compras com o meu namorado já sei que, se existirem duas portas, só podemos usar a da direita. Igualmente, só podemos ir para as caixas da direita. Tem de ir lavar as mãos centenas de vezes. Não toca nos botões do Multibanco com os dedos. Fica doido se vê um CD cujas letras não estejam perfeitamente direitas - e quase me mata se abre a bolsa dos CD's e não estão na ordem que ele mesmo definiu e que eu não entendo. Enfim, é uma risota e um stress diário. Vejam o filme e compreendam "esta gente" 😂


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Ando constipada e com a rinite. Estou farta de estar o dia todo a assoar-me - o meu nariz está mais assado que frango no churrasco e os meus ouvidos estão a operar no vácuo. Costumo tomar Aerius, um medicamento para a rinite, mas apenas à noite, visto que dá algum sono. Acabado o Aerius lá por casa, resolvi experimentar o Actifed. A minha querida mãezinha disse-me assim: "Toma em qualquer altura do dia, isso não dá sono nenhum...". Então, hoje de manhã fui à farmácia e aviei-me. Só que me esqueci que a minha mãe tem fibromialgia, toma uns 20 medicamentos por dia e isto para ela é peanurs.

Assim, hoje de manhã lá enfiei um Actifed no bucho quando estava a trabalhar. Só sei que, meia-hora depois, quando me levantei para mijar, tive de ir agarrada às paredes. O chão fujia-me dos pés de uma maneira muito semelhante a uma granda tosga. Na sanita, mijei abraçada aos meus joelhos desejando falecer com o peso que sentia na mona, que duvidava conseguir levantar novamente, algum dia. Voltando ao computador com os joelhos a tremelicar, a porra das letras não se focava e as minhas pálpebras pareciam umas persianas estragadas que só se seguravam em cima se estivessem a ser agarradas.

Quando se está num escritório com centenas de pessoas só num dos pisos e tens de encarar dezenas delas em poucos minutos, não é grande ideia estar com a moca. Pelo menos de Actifed, este medicamento de satã. Agora que já passaram umas horas, já consigo escrever, pensar, embora nada de muito profundo, e peço desculpa adiantada caso cometa alguma gralha imperdoável. No entanto, surgiu há pouco outro efeito bastante desagradável - os gases. Por enquanto tenho conseguido mantê-los silenciosos, mas não sei até quando. Esta é a parte boa de haver muita gente por aqui - todos podem ser culpados da bufa assassina.

O que fiz de manhã? Não me lembro, e tenho a sensação que este dia vai ser completamente apagado da minha memória. 18 de novembro, dia da moca de Actifed e nada mais, um blur, uma névoa, uma tontura colossal. Portanto, o meu conselho para vós, sofredores do ranho, meus comparsas, é que não tomem Actifed se tiverem de trabalhar. Ou melhor, não tomem Actifed se tiverem de fazer QUALQUER COISA. Ir do ponto A ao ponto B, ter um raciocínio lógico, terem de se lembrar de algo, conduzir (esta é muito importante), ou simplesmente lembrarem-se do que estão a fazer, dos nomes das pessoas, das tarefas, de respirar.

E pronto, esta é uma coisa que aprendi por experiência própria. Uma coisa é certa - esta noite vou dormir que nem um anjo e debaixo dos meus lençóis vai cheirar a podre all night long. Afinal duas coisas são certas.


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Devo ter encontrado a pessoa mais estranha do universo para vir parar aqui pela segunda vez, e devido a um tema diferente. Esta foi a primeira, quando o senhor arquitecto chamou de débeis mentais aos transexuais. Agora, encontramo-nos aqui, de novo, devido a esta fantástica opinião. Mas vamos por partes.

O senhor começa por falar de gastronomia. Diz que os hambúrgueres e as cozinhas estrangeiras não são necessários em Portugal (diz mesmo que "não fazem falta nenhuma"), visto termos uma gastronomia muito rica. A seguir diz que não é fundamentalista e que gosta de ir ao chinês, e ao italiano e aos hambúrgueres. Só não gosta de sushi, pois enjoou-se no Japão. 

Não percebo a esquizofrenia das declarações. Foi uma tentativa de ser nacionalista e defender o que é de Portugal? Que o cozido e os estufados, e o peixe grelhado, o bacalhau à brás é que são a cena legítima? Foi uma piscadela de olho ao PNR? Mas depois pensou melhor, e na eventualidade de algum leitor o ver a comer Chop Suey de vaca, fica registado, em sua defesa, que não é fundamentalista. Que o que é nacional é que é bom, mas um gajo ir às chinocas de vez em quando não tem mal. Chupar um McFlurry e um hambúrguer importado é na boa, se tivermos pernas de jamon nacional penduradas no tecto.

Depois, da gastronomia esquizofrénica passamos à pura estupidez. O senhor arquitecto diz, já que estamos a falar de hambúrgueres, by the way, que viu um casal mesmo estranho numa casa de hambúrgueres em Algés, vindos desse antro nojento que é a Comic Con.

"Ao meu lado estava um jovem casal, de cerca de 20 anos, ambos andrajosamente vestidos. Ele com um boné enfiado na cabeça, uma barba descuidada, uma t-shirt e uns calções que pareciam apanhados no lixo e umas sapatilhas gastas. Ela demasiado gorda para a sua idade, com uma roupa justa e sem graça que lhe ficava pessimamente."

O nosso querido senhor arquitecto afinal é uma pessoa que sabe muito. Sabe que as pessoas, quando vão para festivais andar o dia inteiro à torreira do sol, deviam no mínimo levar um fato saia-casaco que tape a maior parte da pele nojenta dessas gordas. Deviam andar cheirosas e de salto alto - todos sabem que as gostosas não suam nem têm calos. Gajos sem gravata deviam simplesmente falecer. Pelo menos a barba por fazer ficaria melhor no rosto cinzento da morte. Gente nojenta esta, que acha que pode comer um hambúrguer vestidos com tralha da Primark e com pele à mostra. Gente sem nível que anda por Algés num festival e que se mistura nas casas de hambúrgueres da zona com as pessoas de bem. Gente que anda de transportes, a tocarem uns nos outros, nojo, vómito.

Agora, o senhor arquitecto tem uma saída de génio, dizendo que os incêndios e os festivais são um flagelo para o nosso país...

"Os incêndios são um flagelo desta época do ano. Devastam a floresta e destroem a vida de muitas famílias. (...) Quanto aos festivais (de música e outros), são uma autêntica praga. Antigamente, a música no Verão resumia-se aos cantores pimba (...) Então, inventaram os festivais para a ‘malta urbana’, ‘culta’, ‘erudita’. (...) Ora, olhamos para essa ‘malta’ e o que vemos? Vemos aquele casal mal vestido que não troca uma palavra. Vemos gente maltrapilha, sem aprumo, aparentemente sem interesses, agarrada ao telemóvel, que vai aos festivais não para ouvir música mas para se excitar."

Primeiro, meter os incêndios e os festivais no mesmo parágrafo devia ser suficiente para o meterem num lar. Mas tá tudo parvo? Comparar um verdadeiro flagelo que mata, que destrói, que muda negativamente a vida de tanta gente, a um festival? Ele poderá achar que a música de hoje em dia é um flagelo, estaria no seu direito, mas muito, muito longe, de poder ser enfiada no mesmo saco.

E volta ao mesmo assunto - o casal mal vestido. O senhor arquitecto devia ter tirado umas cadeiras de moda na faculdade e só não o fez porque o iriam chamar de panasca. Assim, vinga-se agora nas suas "crónicas" sexualmente reprimidas. Não nego que há pessoal que vai para os festivais e que fica a olhar para os telemóveis - também não gosto - mas ficar ofendido porque as pessoas vão mal vestidas é o cúmulo da panasquice. O senhor arquitecto só vai às casas de fados mais distintas de Lisboa, com o lencinho impecável a sair do bolso do fato, e não admite nada menos do que isso. Prometo ter isso em consideração, e levarei já para o meu próximo concerto o meu vestido Gucci e o meu sapato Prada. Isto depois de ter ido ao cabeleireiro e à manicure - as mãos que vão comer os canapés e beber o Martini têm de estar impecáveis. Se uma pessoa pobretanas qualquer meter conversa comigo fingirei que não existe. Gente de tshirt, que horror, que pardieiro.

Para terminar, o senhor manda um número recorde de pérolas em tão poucas linhas:

"De facto, muita da música que se toca nos festivais não é bem música: é ruído. Um ruído tremendo, assustador, destinado a excitar as multidões. As pessoas ficam em transe, abanam os corpos, gritam, como se estivessem num exorcismo. Tenho dificuldade em imaginar como será o mundo amanhã. Não vejo que com aquela gente se faça alguma coisa de jeito. Gente que só quer pão e circo: comer, beber e excitar-se com doses bombásticas de música ao vivo. (...) E às vezes snifar e aspirar umas ‘linhas’. Sem esquecer o sexo quando não há mais nada para fazer."

Drogados, todos drogados! Essa gentalha que ouve música rafeira só quer snifar e foder! Badamecos! Andam ali a esfregar a tesão uns nos outros, todos possuídos pelo diabo! Safadeza! Ah, antigamente é que era, só se fodia para procriar, no escuro, e com roupa vestida!

Foda-se, foda-se. Bem, numa coisa tenho de dar a mão à palmatória - às vezes, num concerto, eu própria pareço estar a ser exorcizada. Mas acho que qualquer pessoa que gosta de música percebe que às vezes sentimos tanto o momento que os gestos nos escapam, e sim, parece que temos o diabo no corpo. A música é transcendente e é para sentir, e para dançar como se ninguém estivesse a ver. Mas quem levar o senhor a sério, parece que ir a um festival ou a um concerto é a coisa mais decadente desta vida. É ali que as pessoas são levadas para a má vida - prostituição, sexo explícito, drogas e mais drogas a rodar, e fica tudo deprimido, com falta de um sentido para a vida. É ali que se formam pessoas irresponsáveis, sem futuro, onde, ainda por cima, se vestem com qualquer trapinho.

Se a conotação de velho do Restelo assenta a alguém, é a José António Saraiva. E isto, para mim, não é um artigo de opinião, é uma declaração de ódio. É a antítese de tudo o que devemos ser - tolerantes, principalmente. E é também perigoso, como todas as vezes em que espalhamos ódio. É falar com desconhecimento de causa, baseado apenas no seu instinto, que infelizmente expirou em 1870.

E agora, o que faço? Vou a concertos e festivais, pulo e grito como se tivesse o diabo no corpo, mas estou confusa. Tenho um emprego de segunda a sexta, tenho uma casa, um carro, faço voluntariado, contribuo para diversas causas, tento ser activista o mais que posso, nunca snifei sequer. Ah, mas espera. Visto-me pobremente, não me maquilho, corto o meu próprio cabelo, não vou à manicure. Tinha de ter algo de errado comigo. Que vai ser do planeta?

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