O meu Alentejo oferece imensas coisas, e uma delas é o safari. Desde pequena que vou ao Badoca Park e é sempre bom voltar, e poder tocar, cheirar, observar, o que de melhor o mundo tem, que para mim são os animais. Eles mostram que diversas espécies de tantas formas e cores podem viver em comunidade e respeitar-se, que é muito mais do que a maioria dos humanos pode dizer.
Hoje voltei, e foi bom estar rodeada por estes seres sem ponta de maldade nos olhos e muita vontade de receber mimo.
Hoje voltei, e foi bom estar rodeada por estes seres sem ponta de maldade nos olhos e muita vontade de receber mimo.
Estava eu a ler "Um Verão em Siena", de Esther Freud, e eis que...
"Uma longa fenda de pelos e carne, um labirinto cor-de-rosa conduzindo a uma pequeníssima área central e, de cada um dos lados, dois pequenos pêndulos como amígdalas suspensas. (...) Poderia uma coisa ser bonita se não tivesse um nome? Passarinha, rata, cona. O sangue começou a latejar-lhe na cabeça. 'Vou chamar-lhe...', (...) e foi então que lhe surgiu: iria chamar-lhe Iris."
É engraçado estar-se a ler um livro e de repente uma das personagens dá o nosso nome à sua cona. Admito que fiquei feliz por ter o meu nome associado à parte mais importante do corpo feminino, e provavelmente da Humanidade. Estou a pensar passar a palavra porque rola, passarinha, flor, e até os mais ordinários cona e rata estão totalmente démodé. Quem sabe se daqui a uns tempos não vou na rua e ouço: "Tenho a Iris toda assada!", e aí serei um pouco mais feliz.
"Uma longa fenda de pelos e carne, um labirinto cor-de-rosa conduzindo a uma pequeníssima área central e, de cada um dos lados, dois pequenos pêndulos como amígdalas suspensas. (...) Poderia uma coisa ser bonita se não tivesse um nome? Passarinha, rata, cona. O sangue começou a latejar-lhe na cabeça. 'Vou chamar-lhe...', (...) e foi então que lhe surgiu: iria chamar-lhe Iris."
É engraçado estar-se a ler um livro e de repente uma das personagens dá o nosso nome à sua cona. Admito que fiquei feliz por ter o meu nome associado à parte mais importante do corpo feminino, e provavelmente da Humanidade. Estou a pensar passar a palavra porque rola, passarinha, flor, e até os mais ordinários cona e rata estão totalmente démodé. Quem sabe se daqui a uns tempos não vou na rua e ouço: "Tenho a Iris toda assada!", e aí serei um pouco mais feliz.
A minha paixão por Pink Floyd é desmedida, e consigo encontrar sempre uma letra de uma música que se adeque ao que sinto. Hoje encaixo-me perfeitamente na "Keep Talking". Porque hoje é um dia em que as palavras certas não me saem, também porque não me apetece proferi-las. Apetece-me o silêncio, e que me deixem em paz com a minha máscara de que "está tudo bem".
Não me saem as palavras correctas, não consigo encaixar as palavras dos outros, chego mesmo a desprezar quem se atreve a atirar-me palavras. Estou farta de histórias, de desculpas, de pedidos, de interesses, de se jogar fora o dom da palavra, para dizer, vá, merda.
"I think I should speak now __________ Why won't you talk to me
I can't seem to speak now ____________ You never talk to me
My words won't come out right ________ What are you thinking
I feel like I'm drowning _____________ What are you feeling
I'm feeling weak now _________________ Why won't you talk to me
But I can't show my weakness _________ You never talk to me
I sometimes wonder ___________________ What are you thinking
Where do we go from here _____________ What are you feeling"
Não me saem as palavras correctas, não consigo encaixar as palavras dos outros, chego mesmo a desprezar quem se atreve a atirar-me palavras. Estou farta de histórias, de desculpas, de pedidos, de interesses, de se jogar fora o dom da palavra, para dizer, vá, merda.
"I think I should speak now __________ Why won't you talk to me
I can't seem to speak now ____________ You never talk to me
My words won't come out right ________ What are you thinking
I feel like I'm drowning _____________ What are you feeling
I'm feeling weak now _________________ Why won't you talk to me
But I can't show my weakness _________ You never talk to me
I sometimes wonder ___________________ What are you thinking
Where do we go from here _____________ What are you feeling"
E depois de ter conhecido os meus ídolos, a tão esperada noite do concerto. Foi um dia muito bem passado com a melhor companhia, que culminou numa noite de peso, fogo, pirotecnia e muito headbanging.
Para a posteridade, ficam algumas fotos da noite de ontem - Rammstein no Pavilhão Atlântico, Lisboa (16/04/2013).
Para a posteridade, ficam algumas fotos da noite de ontem - Rammstein no Pavilhão Atlântico, Lisboa (16/04/2013).
Ainda não acredito que há poucas horas conheci dois grandes ícones que marcaram a última década e meia da minha vida. É mais uma recordação "daquelas", que nunca esquecerei. Till Lindemann e Richard Kruspe, dos Rammstein, falaram comigo, toquei-lhes, partilhámos o mesmo espaço durante umas horas e fiz os possíveis para não me babar e para não os encarar como uma burra a olhar para um palácio. A cereja no topo do bolo foi o abraço bem apertado que Kruspe, espontaneamente, decidiu dar-me, com tanta força que levantei os pés do chão. O calor do seu corpo, a sua simpatia e disponibilidade são coisas que nunca irei esquecer, porque é deste material que se fazem os verdadeiros ídolos.
Só tenho a agradecer, muito, e para sempre, a quem me proporcionou este momento inesquecível.
Kruspe e companhia, hoje encontramo-nos, bem mais ao longe, no Pavilhão Atlântico.
Só tenho a agradecer, muito, e para sempre, a quem me proporcionou este momento inesquecível.
Kruspe e companhia, hoje encontramo-nos, bem mais ao longe, no Pavilhão Atlântico.
Não posso deixar de ter saudades da altura em que não tinha responsabilidades. Quando as maiores discussões eram sobre as chuteiras cheias de lama quando voltava a casa depois dos treinos. Quando só tinha de estudar e ter boas notas. Quando passava os meus dias no Alentejo, a sonhar acordada sobre a minha ida para a grande cidade.
10 anos passaram e tudo mudou. Tenho um trabalho na grande cidade, uma casa, outros amigos, outro namorado, outras preocupações. Gosto da minha vida, de um modo geral. Mas dava uma boa quantidade de dinheiro para ter um dia igual à época dos meus 17 anos. Ir jogar à bola até às altas horas da noite, tomar banho de mar a qualquer hora do dia, os meses intermináveis de férias, os passeios de bicicleta na planície alentejana, os segredos e os risinhos da adolescência, e sonhar sobre como seria a minha vida aos 27.
Querer dormir e não conseguir é das piores sensações que tenho experimentado nos últimos tempos. Tenho uma vida agitada e ocupada, e o que mais desejo, o que mais quero, é que chegue o fim do dia para me poder esticar no sofá ou na cama e dormir como se não houvesse amanhã.
A teoria é muito bonita. O que acontece é que por mais cansada que esteja passam-se horas até que consiga atingir o sono, e pior, muitas vezes nem sei o que isso é.
Como é o caso de hoje. Sou uma zombie, pálida, sem forças e cheia de dores de cabeça que na noite passada dormiu zero. A minha cama parece uma zona de guerra, tudo fora do sítio, tal não era a inquietação que me invadia.
Não há copos de leite quente que me valham, ou ler na cama, ou contar carneiros. Sei todos os truques. Nenhum me serve.
No fim das contas sinto-me uma velha. Todos estão excitados por uma festa ou concerto que vai acontecer, um jantar, uma conferência, qualquer coisa, e eu só me excito com a visão da minha querida caminha. Acho que chegou a altura de procurar ajuda médica.
A teoria é muito bonita. O que acontece é que por mais cansada que esteja passam-se horas até que consiga atingir o sono, e pior, muitas vezes nem sei o que isso é.
Como é o caso de hoje. Sou uma zombie, pálida, sem forças e cheia de dores de cabeça que na noite passada dormiu zero. A minha cama parece uma zona de guerra, tudo fora do sítio, tal não era a inquietação que me invadia.
Não há copos de leite quente que me valham, ou ler na cama, ou contar carneiros. Sei todos os truques. Nenhum me serve.
No fim das contas sinto-me uma velha. Todos estão excitados por uma festa ou concerto que vai acontecer, um jantar, uma conferência, qualquer coisa, e eu só me excito com a visão da minha querida caminha. Acho que chegou a altura de procurar ajuda médica.
Estamos em abril e no nosso país, conhecido pelo tempo ameno e pelo sol prometedor, os dias estão cinzentos, chuvosos e ventosos. Ouço a toda a hora nos corredores, nos transportes, nas redes sociais, nas ruas, nas conversas cruzadas, que as saudades do sol e do bom tempo apertam. Ora eu agradeço ao São Pedro esta benção cinzenta.
O cinza dos céus oferece-me uma melancolia poética. E como eu estou cinzenta por dentro, estou em sintonia com o ambiente. Somos só um. Eu choro, lá fora chove. Eu tenho pensamentos negros e lá fora negro está. Tenho acessos súbitos de raiva, e o céu troveja. O som da chuva faz-me companhia e relaxa-me nas noites solitárias.
Para além disso, não tenho nenhum sítio para ir. Tenho de representar e fazer a minha rotina diária e monótona, não ajudaria nada se estivesse um grande sol convidativo a estar lá fora - eu não posso ir. Dentro de quatro paredes o sol de nada me serve e assim sempre vou tendo as depressões atmosféricas para acompanhar as minhas.
O cinza dos céus oferece-me uma melancolia poética. E como eu estou cinzenta por dentro, estou em sintonia com o ambiente. Somos só um. Eu choro, lá fora chove. Eu tenho pensamentos negros e lá fora negro está. Tenho acessos súbitos de raiva, e o céu troveja. O som da chuva faz-me companhia e relaxa-me nas noites solitárias.
Para além disso, não tenho nenhum sítio para ir. Tenho de representar e fazer a minha rotina diária e monótona, não ajudaria nada se estivesse um grande sol convidativo a estar lá fora - eu não posso ir. Dentro de quatro paredes o sol de nada me serve e assim sempre vou tendo as depressões atmosféricas para acompanhar as minhas.
O meu olho esquerdo não pára de tremer! Já são mais de 24 horas a dar sinal, como se tivesse um pequeno olho-bebé em cima deste a dar pontapés! Já me soquei, cocei, bati, pus o dedo no olho, esfreguei, passei água fria, água morna, pingas de água. Inclusive já os fechei durante 30 segundos a suster a respiração tal como vi num site duvidoso, e nada. Parece que o meu olho está a bater à porta, constantemente, a toda a hora, e estou prestes a arrancá-lo ou a enfiar-lhe os bicos de uma tesoura.
Ainda fui à farmácia ver se havia remédio, mas esta foi a resposta: a menina precisa é de ir para casa descansar e dormir. E eu fico contente por existirem pessoas que possam ir para casa pôr o cu no sofá cada vez que se sentem cansadas, constipadas e maldispostas.
Ainda fui à farmácia ver se havia remédio, mas esta foi a resposta: a menina precisa é de ir para casa descansar e dormir. E eu fico contente por existirem pessoas que possam ir para casa pôr o cu no sofá cada vez que se sentem cansadas, constipadas e maldispostas.













