O meu coração aquece quando vejo iniciativas como esta, de um abrigo de animais na Pensilvânia, que recebe crianças voluntárias que leem para os gatinhos. Assim, estimulam-se os hábitos de leitura dos mais novos numa geração que só quer saber de videojogos, tablets, telemóvies e afins, ao mesmo tempo que se dá companhia e mimo a animais que nunca tiveram a oportunidade de ter o calor e a segurança de uma família que os ame para sempre. Acredito que estas crianças serão tão influenciadas por esta experiência que terão um melhor carácter e aprenderão valores que escassam hoje em dia, como o amor ao próximo, companheirismo ou respeito. Que se torne um exemplo.
Por mais anos que viva nunca irei esquecer o que aconteceu no jogo V. Guimarães x Benfica no dia 25 de janeiro de 2014. Faz hoje 10 anos que Fehér morreu em pleno relvado. Os vídeos e as fotografias já foram vistos centenas de vezes e em cada uma delas sinto um peso no coração. Não é por ter sido um jogador de futebol e ser uma cara conhecida. É por ter morrido subitamente, em directo, aos 24 anos. É por ter sorrido e logo a seguir, ter sentido algo que o fez baixar e respirar fundo. É por ter caído inanimado, já peso morto, e o seu corpo ter batido no relvado violentamente. É pelos colegas, que acorreram prontamente para o ajudar e que viraram o seu corpo para não morder a língua, ainda ignorantes de que tinha sido fatal. É o tempo a correr e ele sem respirar, e os colegas, de ambas as equipas, já com as mãos na cabeça, ajoelhados, chorosos, rezando aos céus, abraçados. É por todo um estádio que foi de uma só cor ter batido palmas, incentivando-o a permanecer na Terra. É pelos esforços das equipas médicas, por terem corrido com um desfibrilhador na mão, embora fosse inútil. E é a raiva, o desespero, a surpresa negra que pairou e que deixou toda a gente envolta numa perplexidade de quem não acredita que isto aconteceu.
Ainda hoje parece mentira. Tinha 18 anos, vi o jogo com o meu pai. Nessa noite não dormi. Pediu um milagre que no fundo sabia impossível. É chocante, é triste, tão triste, mesmo tanto tempo depois.
Nunca te esqueceremos eterno 29.
Ainda hoje parece mentira. Tinha 18 anos, vi o jogo com o meu pai. Nessa noite não dormi. Pediu um milagre que no fundo sabia impossível. É chocante, é triste, tão triste, mesmo tanto tempo depois.
Nunca te esqueceremos eterno 29.
Valorizo todas as iniciativas que façam com que a vida dos velhotes tenha mais sabor, que lhes dê umas horas de diversão e que lhes permita esquecer os problemas. Por isso, palmas para este lar na Alemanha que pôs os seus seniores na pele de icónicas personagens do cinema. Aposto que se divertiram para caramba e o resultado final é muito cool. Para ver aqui.
Nunca fui adepta de praxes. Quando passei por elas fiz metade das actividades, só para não ser catalogada na minha primeira semana em Lisboa como a anti-social da Faculdade. Foi a primeira e a última vez. Nem tão pouco voltei a fazer parte de qualquer actividade "social" do mundo universitário, fossem arraiais, festarolas, jantares, etc.
Que sou anti-social já é do conhecimento de todos, mas não é só isso. Simplesmente não vejo o interesse. Alegam que as praxes servem para a integração, fazer amigos, conhecer a Faculdade e as tradições ou passar um bom bocado. Ora bem, os amigos que fiz no meu percurso universitário não os conheci nas praxes. O que conheci durante as mesmas foi basicamente o pátio e a área envolvente onde éramos vítimas de partidas, ou seja, ficávamos sujos, com latas penduradas nos pés e o corpo todo pintado. Na festa, a integração que vi foi miúdas bêbedas a fazerem as vontades aos membros da Comissão de Praxes, a colocarem-se em poses sexuais, a simularem cenas de sexo e a ficarem eternamente conhecidas como "as porcas" da Faculdade. Na minha opinião, é triste e parvo.
Compreendo que há quem goste e só participa quem quer. Sei que há coisas inocentes e realmente divertidas e outras que nem tanto. Cedo tomei a minha decisão de desistir das praxes e de nunca mais participar em nada parecido, mas também há que perceber, e isto é uma realidade, que nem toda a gente tem a capacidade de dizer não. Seja porque querem impressionar os mais velhos e integrar-se o mais rapidamente possível, fazer amigos à força porque têm medo de penar sozinhos o resto do tempo da vida estudantil, terem medo de ser olhados de lado durante os anos seguintes ou simplesmente porque são fracos de espírito.
Tudo muito bem e cada um sabe de si, mas nos últimos anos a violência das praxes tem gerado alguns casos preocupantes e acho que é altura de alguém olhar para elas e regulamentá-las, impor limites, qualquer coisa. As brincadeiras com conotação sexual estão tão banalizadas que já são "normais". Nos últimos anos existiram casos de agressão, ameaças relativas à vida académica, alunos depositados em bosta de vaca, insultos desmedidos e muita falta de respeito.
E agora seis alunos estão mortos. Uma história triste e envolta em tanto mistério que não pode augurar nada de bom. Alunos que estavam numa praia à noite, incontactáveis, com clima instável e grandes ondas. Um sobrevivente que se recusa a falar. Uma Comissão de Praxes que recusa dar declarações.
Revejo-me neste texto e nesta opinião e espero mesmo que alguém olhe para este flagelo em crescimento dentro em breve.
Que sou anti-social já é do conhecimento de todos, mas não é só isso. Simplesmente não vejo o interesse. Alegam que as praxes servem para a integração, fazer amigos, conhecer a Faculdade e as tradições ou passar um bom bocado. Ora bem, os amigos que fiz no meu percurso universitário não os conheci nas praxes. O que conheci durante as mesmas foi basicamente o pátio e a área envolvente onde éramos vítimas de partidas, ou seja, ficávamos sujos, com latas penduradas nos pés e o corpo todo pintado. Na festa, a integração que vi foi miúdas bêbedas a fazerem as vontades aos membros da Comissão de Praxes, a colocarem-se em poses sexuais, a simularem cenas de sexo e a ficarem eternamente conhecidas como "as porcas" da Faculdade. Na minha opinião, é triste e parvo.
Compreendo que há quem goste e só participa quem quer. Sei que há coisas inocentes e realmente divertidas e outras que nem tanto. Cedo tomei a minha decisão de desistir das praxes e de nunca mais participar em nada parecido, mas também há que perceber, e isto é uma realidade, que nem toda a gente tem a capacidade de dizer não. Seja porque querem impressionar os mais velhos e integrar-se o mais rapidamente possível, fazer amigos à força porque têm medo de penar sozinhos o resto do tempo da vida estudantil, terem medo de ser olhados de lado durante os anos seguintes ou simplesmente porque são fracos de espírito.
Tudo muito bem e cada um sabe de si, mas nos últimos anos a violência das praxes tem gerado alguns casos preocupantes e acho que é altura de alguém olhar para elas e regulamentá-las, impor limites, qualquer coisa. As brincadeiras com conotação sexual estão tão banalizadas que já são "normais". Nos últimos anos existiram casos de agressão, ameaças relativas à vida académica, alunos depositados em bosta de vaca, insultos desmedidos e muita falta de respeito.
E agora seis alunos estão mortos. Uma história triste e envolta em tanto mistério que não pode augurar nada de bom. Alunos que estavam numa praia à noite, incontactáveis, com clima instável e grandes ondas. Um sobrevivente que se recusa a falar. Uma Comissão de Praxes que recusa dar declarações.
Revejo-me neste texto e nesta opinião e espero mesmo que alguém olhe para este flagelo em crescimento dentro em breve.
Um trabalho do ilustrador francês Sylvain Sarrailh bastante interessante. Transformou conhecidas personagens infantis em psicopatas e assassinos verdadeiramente badass. Aqui ficam alguns exemplos e todo o trabalho do artista pode ser visto aqui.
Quer dizer, ainda não o posso dizer com toda a certeza porque ainda agora comecei a minha senda pessoal de ver todos os filmes nomeados. Mas esta senhora é formidável. Ao vê-la no papel de Jasmine senti tudo o que é suposto sentir - dó, simpatia, compreensão, pena, admiração, e torci verdadeiramente por ela. Gosto de quase tudo o que Woody Allen faz e este filme não é excepção, mas se não tivesse a Cate Blanchett no papel da socialite que de repente vê a sua vida afundar, não seria a mesma coisa. Já era fã dela, agora sou super fã.
Um dos assuntos do dia é a co-adopção por parte de casais homossexuais. Já nem falo da hipótese de existir um referendo - gastar os milhões dos contribuintes para referendar um assunto do foro privado é tão ridículo que nem merece comentário. Choca-me, logo à partida, sermos tão pequeninos que precisemos de levar o assunto à decisão de terceiros.
Não percebo qual é o problema dos casais homossexuais adoptarem crianças. Sim, é diferente ter dois pais ou duas mães em vez do casal tradicional, e então? Qual é o medo de dar um lar a uma criança que tanto necessita dele? Qual é o medo de dar amor, afecto, carinho, um tecto, a uma criança? Têm medo que se pegue? Que o exemplo seja mau? É que não consigo entender como ter dois pais ou duas mães seja pior do que não ter nenhum, andar em casas de acolhimento até à idade adulta e serem expulsos por falta de espaço ou por desvio social.
Se o medo é que as crianças sejam gozadas na escola, eis a novidade em primeira mão: elas são gozadas por tudo. Por serem gordas, usarem óculos, serem adoptadas, pertencerem a uma etnia, deficiência física, por não serem boas em desportos ou em relacionar-se, por terem qualquer diferença. O que vamos fazer em relação a isso? Criar escolas só para ciganos, negros ou filhos de homossexuais?
O que precisamos fazer é trabalhar as mentalidades e tratar a mesquinhez e pequenez deste país. Seremos sempre menores que os outros enquanto não formos abertos e aceitarmos que já não vivemos no tempo dos nossos avós. Temos de aceitar as diferenças, para que os nossos filhos e netos também as aceitem, sejam elas quais forem. Temos de ajudar os outros e estender-lhes a mão em vez de apontarmos o dedo. Temos de querer o melhor para as crianças e educá-las para serem tolerantes e aceitarem os outros como eles são. Entendo que estamos a anos-luz disso. Quando vejo jovens da minha idade com "paneleiro" ou "gorda de merda" na ponta da língua constato com tristeza que ainda vamos demorar muito, muito tempo, a sair da escuridão.
Não percebo qual é o problema dos casais homossexuais adoptarem crianças. Sim, é diferente ter dois pais ou duas mães em vez do casal tradicional, e então? Qual é o medo de dar um lar a uma criança que tanto necessita dele? Qual é o medo de dar amor, afecto, carinho, um tecto, a uma criança? Têm medo que se pegue? Que o exemplo seja mau? É que não consigo entender como ter dois pais ou duas mães seja pior do que não ter nenhum, andar em casas de acolhimento até à idade adulta e serem expulsos por falta de espaço ou por desvio social.
Se o medo é que as crianças sejam gozadas na escola, eis a novidade em primeira mão: elas são gozadas por tudo. Por serem gordas, usarem óculos, serem adoptadas, pertencerem a uma etnia, deficiência física, por não serem boas em desportos ou em relacionar-se, por terem qualquer diferença. O que vamos fazer em relação a isso? Criar escolas só para ciganos, negros ou filhos de homossexuais?
O que precisamos fazer é trabalhar as mentalidades e tratar a mesquinhez e pequenez deste país. Seremos sempre menores que os outros enquanto não formos abertos e aceitarmos que já não vivemos no tempo dos nossos avós. Temos de aceitar as diferenças, para que os nossos filhos e netos também as aceitem, sejam elas quais forem. Temos de ajudar os outros e estender-lhes a mão em vez de apontarmos o dedo. Temos de querer o melhor para as crianças e educá-las para serem tolerantes e aceitarem os outros como eles são. Entendo que estamos a anos-luz disso. Quando vejo jovens da minha idade com "paneleiro" ou "gorda de merda" na ponta da língua constato com tristeza que ainda vamos demorar muito, muito tempo, a sair da escuridão.
Ando a fazer a ronda pelos filmes nomeados para os Oscares e vi o Dallas Buyers Club. O filme está muito bom mas o que me mais me impressionou foi Matthew McConaughey. Este homem, a quem não dava nenhum crédito e que costumo ver em filmes românticos, de ação ou a fazer, e muito bem, de stripper, surpreendeu-me à grande. Perdoem-me os fãs, sei que fez prestações muito boas em filmes que ainda estão na minha lista de espera. O mais impressionante é ver a transformação física que sofreu para interpretar o papel de cowboy com Sida. Não é caso único, claro, e existe o Christian Bale, mestre em transformações, para colocar no pedestral. Mas nunca esperei isto do Matthew. Faz um papelão, está irreconhecível, e afirma-se definitivamente como um dos melhores e mais versáteis actores da sua geração.
Adoro programas de apanhados desde miúda. Ver os outros cair, passar vergonhas e serem expostos em situações constrangedoras é coisa que adoro. Lembro-me de toda a minha família se juntar para ver programas como "Candid Camera" e ser o pagode total. Mais tarde, foram tardes com amigos e pipocas a ver as "Pegadinhas" do Silvio Santos e rir até nos doer a barriga.
Apesar de a MTV já não ser um canal de música e isso me deixar com muita pena, chegaram-se à frente com "Ridiculousness", que me tem feito chorar de rir nestes dias chatos em que tenho de estar deitada. O apresentador tem piada, o programa é curto e grosso e é um fartote de rir.
Apesar de a MTV já não ser um canal de música e isso me deixar com muita pena, chegaram-se à frente com "Ridiculousness", que me tem feito chorar de rir nestes dias chatos em que tenho de estar deitada. O apresentador tem piada, o programa é curto e grosso e é um fartote de rir.
E isto é apenas o início. O repouso pós-operatório é tortura. São pelo menos duas semanas sem me poder sentar e mais um mês de ai-jesus. A minha vida tem sido uma variação entre estar deitada de lado ou de barriga para cima. O meu corpo está tão farto que já me ofereceu feridas no rego do cu. Portanto agora o pouco tempo que posso passar de pé também já está minado, visto que o roçagar das bordas uma na outra me faz piar fininho.
São só chatices. É a tensão que baixa assim de repente e começo a suar que nem um cavalo e a desfalecer, principalmente quando estou a fazer força para cagar. É não me poder baixar, principalmente no dia em que me vem o período. É depender de outra pessoa para tudo, tudo mesmo, e visto a outra pessoa ser o meu namorado, as coisas poderão nunca voltar a ser sexy novamente depois do que ele está a fazer por mim... vou ter de me esmerar muito quando estiver boa para trazer de volta o sex appeal, ao nível de lhe oferecer uma cena a três ou um passe mensal para uma puta.
Ainda só passaram cinco dias desde a cirurgia e parece que estou colada ao sofá há três anos. O meu pescoço está formatado para esta posição, o sofá já tem uma cova no local onde pouso a peida e já vi mais do Goucha nestes dias do que devia ter visto na vida toda. Se tivesse uma máquina do tempo não hesitaria em avançar um mesito, não sou pessoa para isto. Quero ir jogar à bola, ir a concertos, viajar, fazer amor, fazer exercício, trabalhar, quero ser normal outra vez! E principalmente, deixar de ter feridas no rego do cu por estar sempre deitada. Conseguir estar sentada dois minutos seguidos para dar uma cagada como deve ser também seria porreirinho.
São só chatices. É a tensão que baixa assim de repente e começo a suar que nem um cavalo e a desfalecer, principalmente quando estou a fazer força para cagar. É não me poder baixar, principalmente no dia em que me vem o período. É depender de outra pessoa para tudo, tudo mesmo, e visto a outra pessoa ser o meu namorado, as coisas poderão nunca voltar a ser sexy novamente depois do que ele está a fazer por mim... vou ter de me esmerar muito quando estiver boa para trazer de volta o sex appeal, ao nível de lhe oferecer uma cena a três ou um passe mensal para uma puta.
Ainda só passaram cinco dias desde a cirurgia e parece que estou colada ao sofá há três anos. O meu pescoço está formatado para esta posição, o sofá já tem uma cova no local onde pouso a peida e já vi mais do Goucha nestes dias do que devia ter visto na vida toda. Se tivesse uma máquina do tempo não hesitaria em avançar um mesito, não sou pessoa para isto. Quero ir jogar à bola, ir a concertos, viajar, fazer amor, fazer exercício, trabalhar, quero ser normal outra vez! E principalmente, deixar de ter feridas no rego do cu por estar sempre deitada. Conseguir estar sentada dois minutos seguidos para dar uma cagada como deve ser também seria porreirinho.







