Palavras do Abismo

A minisérie começa com uma morte, mas não sabemos de quem, nem quem cometeu o assassínio. Aliás, vou no segundo episódio e ainda não há respostas. Concerteza vai ser um dos muitos suspenses até ao final.

Sabemos que um assassínio foi cometido porque vamos tendo acesso a vislumbres de uma investigação em curso - uma conferência de imprensa por parte de detectives, testemunhos de membros da comunidade, e o mistério vai-se adensando. Mas quem raio morreu e quem matou é a pergunta que assalta os fãs.

Há quem diga que Big Little Lies é uma mistura de Donas de Casa Desesperadas e Pretty Little Liars. A última nunca vi, mas as Donas é das minhas séries favoritas de sempre, e pode ser por isso que estou a gostar tanto desta. Contudo, só acho parecida no sentido de existirem protagonistas femininas, mães, mulheres de família, e importantes para a comunidade. De resto, existe uma certa violência doentia, uma paranóia, uma aura negra, que a distingue.

Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley são as protagonistas, formando um trio de mulheres bem diferentes, mas extremamente fortes, e só por elas a série vale a pena. Estão formidáveis. Big Little Lies está a ser transmitida no TVSéries e para o mês que vem estará disponível no N Play da NOS.


Share
Tweet
Pin
Share
5 comentários
A UNESCO declarou o yoga indiano patrimónimo imaterial da humanidade. Isto já foi no fim do ano passado, mas só agora me apercebi, e presto assim a minha homenagem à prática que mudou a minha vida.

Sim, continuo a ferver em pouca água, a desejar a morte a muita gente, a contentar-me com filmes e livros violentos, a puxar ferro no ginásio, a fazer headbanging e moshe em concertos impróprios para meninos e a ser uma stressada. Mas agora consigo controlar o que vai cá dentro, e lá fora. Quando sinto alguma dor, sei exactamente o que tenho de fazer para a aliviar, desde dores musculares a dores de cabeça. Quando tenho dificuldades em dormir sei que músculos tenho de relaxar e como tenho de respirar. Quando estou com os nervos e sinto que o coração me vai sair pela boca, sei como, através da respiração e de alguns movimentos, pô-lo novamente no caminho certo.

Conheço o meu corpo como nunca - cada músculo, cada osso, cada palpitar, o que influencia o quê, problemas e soluções. Em qualquer sítio - em casa, no ginásio, no trabalho - consigo pôr em prática os ensinamentos e imediatamente sentir alívio do que quer que seja. É milenar, é milagroso, é estar em paz em comunhão com o mundo, promove o bem-estar do corpo e da mente, e quando se atinge este ponto já não se consegue abandonar o yoga.

É uma prática que todos conseguem fazer, independentemente da idade, género ou condição física. Compreendo que não seja fácil chegar a este "state of mind" e que muita gente diga que não é para si, mas se eu, a stressada-mor do mundo, consegue, qualquer pessoa consegue. Pode demorar a entranhar, é necessária uma concentração e uma capacidade de nos isolarmos do que nos rodeia fora de série, mas garanto, a partir do momento em que isso é atingido, é a melhor coisa que podemos fazer por nós, é o apogeu de ter um momento para nós, e o que há de mais valor do que isso nos nossos dias?

Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
Há um senhor cego, que anda pelos transportes públicos muito elegante, de fatinho. Até a sua "vareta" é muito high-tech - o homem dá-lhe uma sacudidela subtil e aquilo estende-se como se tivesse vindo do Inspector Gadget.

Ele lá vai andando, muito senhor de si e confiante, completamente habituado ao seu caminho e às suas andanças, mas há pessoas que, quando reparam que é cego, tentam ajudá-lo. Se o metro não pára em frente dele, elas tentam encaminhá-lo para o sítio certo, por exemplo, ou dizem-lhe algo como "tem escadas à sua frente!". E o homem, de todas as vezes, responde:

EU SEI!!!!

Isto num tom peremptório e algo furioso, como se estivesse farto (e deve estar) que o tentem ajudar quando ele não precisa. Até abana a cabeça em tom de desagradado incómodo, e aposto que até tenta revirar os olhos que não lhe vejo. Às vezes até fico a reparar nas pessoas que o tentam ajudar, só para as ver saltar de surpresa quando ele lhes responde assim e rir-me à socapa.

Por um lado compreendo que não deve querer ser tratado como um coitadinho quando não o é, mas o homem deve ter ultrapassado o limite da paciência para parecer um urso pardo zangado.


Share
Tweet
Pin
Share
1 comentários
Há vícios muito estranhos, este é só estúpido. Cheryl Prudham é uma inglesa que não aguenta estar sem ter um bebé nos braços, e quando o mais novo já está crescido, pumba, já pôs outra sementinha lá para dentro. Preferia que ela não tivesse filhos e fosse viciada no cavalo, porque assim brincava apenas com a sua vida. Assim, lá vai parindo, pondo mais alminhas no mundo ao desbaratado. Já lá vão 13 e, segundo ela, mais estarão por vir.

Compreendo que em algumas sociedades parir equipas de futebol é super normal, e que há pessoas que sempre tiveram o desejo de ter uma família grande, mas quando a justificação é um vício que não consegue parar, é apenas assustador. É imoral, é incorrecto, é parvo. E se não tiver homem na altura para lhe fazer mais filhos, admite recorrer a um banco de esperma.

Com isto tudo, recebe 800 e tal euros por cada miúdo, o que lhe dá uma pequena fortuna por mês, motivo (também) pelo qual está a ser criticada. É apelidada de "rainha dos benefícios" na Inglaterra e ela e o ex-marido enfrentam um processo em tribunal por roubo de dinheiro dos parquímetros (porque quase 50 mil euros por ano em benefícios não são suficientes!). Enfim, pessoa estranha e estúpida.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
José Sá é jogador do FC Porto, mas neste caso podia ser de um clube qualquer que pouco importa. O que conta é que é um jovem, uma cara conhecida, um exemplo para as gerações mais novas, e não se coibiu de, num sábado à noite, ir ajudar a Legião da Boa Vontade.

Distribuiu comida pelos mais necessitados, não hesitou em dar dois dedos de conversa e até recebeu umas lambidelas dos amigos de quatro patas destas pessoas.

Estes gestos não têm clube. Estes gestos fazem falta, especialmente quando vêm de quem não tem falta de nada. Porque é como costumo dizer - quem mais tem, menos dá. Quem é abastado está afastado da realidade. A falta de noção e de empatia pelas necessidades dos outros é gigante. Por isso quando um jogador popular sai à rua, sem seguranças ou polícia, sem a revista Flash atrás com uma equipa de maquilhadores, há que louvar. E aqui seja louvado.

Só por ter dado a conhecer esta associação e por meter a mão na massa (do pão) já merecia tirar o lugar ao Casillas.

Via Notícias ao Minuto





Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
Os barbudos não são pessoas estranhas per se. Estranhos são aquilo em que se tornam depois de fazer a barba. Os pelos faciais estão na moda e é só ver moçoilos a seguir a tendência. Nada contra! Até gosto bastante de ver, mas, gajas, tenham atenção.

Vocês, que estão em novas relações, e começaram a andar com um barbudo, certifiquem-se que se estão a apaixonar pela pessoa que ele é e esquecem o estilo que ele está a mandar com aquela barba. Simplesmente porque elas escondem tudo e mais alguma coisa. Ainda há dias um colega de trabalho, que era uma pessoa normal com barba, tirou-a e ficou mais feio que um eventual bebé do Luisão com o Maxi Pereira.

Por isso, amem muito, mas mais por dentro do que por fora. Porque um dia ele pode tirar a barba e, pior do que ser feio ou esconder as maiores borbulhas do mundo, cicatrizes e crateras, pode ter uma suástica no queixo, e depois aí será tarde para o vosso coraçãozinho passar impune!

Esta imagem de um Pierce Brosnan sexy e barbudo na sua nova série (The Son) é pura provocação.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
"Taboo" é uma série protagonizada por Tom Hardy, produzida por ele e também por Ridley Scott. Estou rendida. Mas atenção, nem toda a gente vai gostar disto (diria que pouca, até). De qualquer modo, nunca vi o Tom Hardy assim antes. Está porco, frio, seco, intragável, bruto, mortífero, misterioso, implacável, enfim, tudo o que uma gaja gosta num homem!

A história não é de fácil compreensão e pôr em palavras o que lá se passa também. Mas, tentando, a acção passa-se em 1814 e Tom Hardy interpreta James Delaney, um homem que foi dado como morto, mas volta a Londres após a morte do pai para receber a herança. Esta é um grande presente envenenado, porque inclui um pedaço de terra que é estratégico para a guerra que o Reino Unido está a travar com os Estados Unidos. Acontece que todos querem esta terra, e Delaney não a quer vender por nada, arriscando o seu pescoço à séria.

A maneira como ele vai sobrevivendo às conspirações é sublime, assim como o modo como trama novas e muda o jogo a seu favor. No meio disto tudo, tem uma irmã com quem mantém uma relação promíscua e as suas raízes de índio (do lado da mãe) completam a sua personagem com uma mística negra que faz todos tremer à sua passagem.

A série vai estrear no AMC no dia 26 de fevereiro às 22h10, por isso podem dar uma oportunidade à vontade. Eu já vou a mais de meio e estou completamente rendida ao Tom 'Fucking' Hardy!

Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
Em 2015, um avião da British Airways, que saía de Londres a caminho do Dubai, teve de aterrar depois de meia hora nos ceús devido a um cheiro absurdamente mau vindo da casa de banho.

Basicamente, alguém muito nervoso e que não gosta de voar largou uma poia tão malcheirosa e de proporções tão épicas que entupiu a sanita. Os passageiros que estavam sentados nessa zona já não aguentavam mais o cheiro nauseabundo e, após alguns minutos de análise da situação, o piloto decidiu aterrar.

Os passageiros tiveram de esperar 15 horas pelo próximo voo, o que obrigou a companhia aérea a pagar acomodação para todos eles. E este foi o dia em que a diarreia de alguém provocou grandes incómodos e enormes despesas para a British Airways. Este é o terrorismo dos intestinos. Adoro estas efemérides.

Via BBC

 
Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
"Triste toda a animalidade após o coito, menos duas excepções? Muito sabias tu disso, ó prestimoso grego, médico de imperadores, promotor de tonitruante latinada."

in Ronda das Mil Belas em Frol, de Mário de Carvalho (2016)

É desta forma que começa o livro de Mário de Carvalho, e logo na segunda frase três palavras que desconhecia. Tau! Vai buscar. Então é assim:

pres·ti·mo·so |ô|
(préstimo + -oso)
adjectivo
1. Que tem préstimo.
2. Que ajuda ou gosta de ajudar. = SERVIÇAL, PRESTADIO, PRESTANTE

to·ni·tru·an·te
adjectivo de dois géneros
1. [Linguagem poética] Que troveja.
2. Muito ruidoso. = ATROADOR

la·ti·na·da
substantivo feminino
1. Citação em latim.
2. Erro contra a sintaxe ou a prosódia latina.

Vá, prestimoso é fácil. Devia ter partido a palavra para a perceber. Agora o resto, não chegava lá. E assim, numa frase, se aprende tanto com este senhor que, digo-o com orgulho, já foi meu professor.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Não, não se trata de um erro de ortografia. Passo a explicar. No outro dia estava a ver um programa do TLC, "Strange Addictions". Como qualquer programa do TLC, trata de coisas de grande importância, e neste caso era um top 10 dos vícios mais estranhos.

Vi muita coisa horrenda, tal como a senhora viciada em engolir pêlos de gatos (até os lambia), a menina viciada em comer colchões (sim, tinha uma barriga bem insuflada), o senhor que tinha uma relação amorosa e sexual com o seu próprio carro (e ele mostrou como se roçava nele para se excitar...), o rapaz viciado em insufláveis infantis (as imagens monstraram-no a dar um linguado a uma orca de plástico), a esposa que não conseguia parar de comer as cinzas do marido (estavam quase no fim), e muitas coisas boas mais.

Mas o pior, na minha opinião, aquele que não consigo compreender mesmo (não é que compreenda os outros, mas entendo o distúrbio), era o casal viciado em enfiar café no cu. O esposo relatou como lhe causou estranheza quando, ao conhecer a sua futura mulher, ela lhe confessou este bonito hábito, mas ele lá experimentou e viciou-se também. Ambos garantem que não há nada igual. Nenhuma sensação no mundo que se assemelhe (e nisso acredito).

Então, umas quatro vezes por dia, eles enfiam um tubo no rabiosque e vá de café lá para dentro, directamente para a corrente sanguínea. Alegam que limpa bem o cano e que defecam tão bem que quase nem se dá por ela. No programa, um médico explica-lhes os malefícios que isto lhes irá provocar, mas eles não querem saber. Estão viciados em pôr café no cu, e isto é uma frase que eu nunca pensei proferir.

Atenção aos pais deste mundo, quando os vossos filhos vos garantirem que não andam na droga, é melhor perguntarem por outros vícios, porque as maneiras de auto-enterranço estão cada vez mais imaginativas... E aqui estão eles:

Share
Tweet
Pin
Share
3 comentários
Newer Posts
Older Posts

Translate

Seguir por email

Seguir

  • twitter
  • Google+
  • pinterest

Recentes

Categorias

pessoas estranhas música gajas coisas boas filmes desabafos animais cinema as coisas que se aprendem portugal morte trabalho vida merda sonhos séries tristeza ambiente redescobertas musicais vozes de gaja

Top da semana

  • Joker (2019)
  • Like a Stone
  • Mid90s (2018)
  • Desperdiça cada dia
  • Always Happens Like That
  • Forever a firestarter

Arquivo

Pesquisar

Blogs fixolas

  • Abencerragem
    «All Your Love»
  • Ponto Aqui! Ponto Acolá!
    Camille Pissarro - "Boulevard Montmartre"
  • Manuscritos da Galaxia
    Vertiiigooooo...
  • Unicornia Cross Stitch
    Terminator - pdf pattern
  • Naturalmente Cusca
    Sobre o Caso Ronaldo
  • thebarraustuffs
    Matt Hollywood & The Bad Feelings
  • Dissertações (pouco) científicas
    E lá se foi o bem bom
  • Por Falar Noutra Coisa

Visitas

No abismo

Created with by ThemeXpose | Distributed by Blogger Templates