Palavras do Abismo


Fiquei algo entusiasmada por existir um novo álbum dos Bush. Não é que seja a maior fã da banda, mas adoro algumas músicas, como "Chemicals Between Us", uma poderosa rockalhada, ou "Letting The Cables Sleep", uma música calminha mas cheia de personalidade e com tudo no sítio certo, ou ainda "Glycerine" ou "Swallowed".

Eram uma banda rock decente, liderada por um homem que muito admiro, Gavin Rossdale, tanto no mundo musical, com boas apetências na guitarra e uma voz rouca característica, como fora dos palcos, por exemplo, sendo um fervoroso amigo dos animais. Há também quem o vá acompanhando por razões mais cor-de-rosa, como o seu recente divórcio de Gwen Stefani, que deixou muita mulher com um corrimento vaginal mais acentuado.

E por isso foi com curiosidade que fui ouvir o "Black and White Rainbows", lançado na semana passada. E é das piores coisas que já ouvi, do princípio ao fim. Sim, ainda insisti até ao fim a ver se havia alguma coisa que se aproveitasse, mas não. Vá, há uma que não é um completo falhanço - "Dystopia". Não passa de um álbum popzinho com tentativas de ser romântico, mas que saiu completamente sem personalidade e igual a tantos outros.

Até a voz de Gavin Rossdale está mais fraquinha, normaleca, agarrada ao rabo. Há até músicas que parecem não bater certo, como se a métrica estivesse errada. Enfim, uma desilusão. Gavin, não sei se a Gwen Stefani era a tua musa inspiradora... mas tu faz-te à vida homem.

Coloco aqui uma música do antigamente e uma deste álbum para que possam ver se sou eu que estou errada, ou isto é mesmo uma cagada.

Antes:



Agora:

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Tenho colegas muito porcas. Isso eu já sabia. Mas a senhora com o período que deixou dedadas de sangue no tampo da sanita deve ser das maiores.

É que se viam as impressões digitais cravadas nas manchas de sangue. What the fuck? Andou a meter o tampãozinho lá dentro e depois limpou os dedos ao tampo? Ou foi puro divertimento? Nojenta de merda!

Para não me sentir sozinha nesta indignação, até chamei uma colega para olhar para aquilo e ela ia-se vomitando toda. Estivemos quase para chamar o CSI do período mas quem é que se ia querer aproximar daquilo e recolher o ADN?

No dia seguinte a ver esta porcaria, outra vez a mesma coisa. Claramente o sangue não era tão abundante, por isso a porcalhona devia estar no fim do período. Não percebo, não consigo entender, como é que alguém consegue ser tão porca. Em casa deve ter empregadas para lhe limpar o cu e a rata sangrenta, depois vem para aqui, para uma casa de banho usada por centenas de mulheres, e não sabe o que fazer quando se tem as mãos sujas. Devias voltar à escola, sua porca, e para o ensino público, a ver se te ensinavam as regras da boa educação e da vida em sociedade sem empregadas para limpar o teu rasto nojento.


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Há uns tempos, a série de animação Family Guy recriou um momento fantástico do filme O Silêncio dos Inocentes, mas até então não sabia quem era o intérprete do momento musical.

Até que, num acaso fortuito, o Spotify me mete o sonoro nas sugestões e de repente começa nos meus ouvidos esse fantástico som, trazendo-me à memória tanto os desenhos animados como o filme.

E foi assim que fiquei a saber que é de Q Lazzarus, música de seu nome Goodbye Horses. E fiquei admirada por descobrir que é uma mulher. Aquela voz de contralto enganou-me bem. No entanto, parece que o êxito se limitou mesmo a esta música e vai ficar para a eternidade por causa do saudoso filme.

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Jax é o menino à esquerda na foto. Quando a sua mãe lhe disse que estava na altura de cortar o cabelo, ele ficou contente e pediu para o rapar por completo. Deste modo, disse ele, ficaria tão parecido com o seu amigo Reddy que a professora não os ia distinguir. Ia ser uma partida engraçada!

O que também é engraçado é que, para nós, adultos e não só, que olhamos para esta foto e vemos os dois amigos, vemos uma diferença óbvia que salta à vista. Eles não. A inocência é tão grande que eles acham que estão iguaizinhos. E estão, no fundo, nós é que complicamos.

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Sabem aquelas pessoas que numa conversa são capazes de proferir "eu sou sincera" quinhentas vezes? Pois é, irritam-me profundamente.

Quando estou a falar com alguém, parto do princípio de que a outra pessoa está a ser verdadeira, logo, não precisa de estar sempre a dizer "para ser sincera...", "sou-te sincera, isto e aquilo". Se sente necessidade de repetir que é sincera até à exaustão, essa pessoa tem concerteza esqueletos no armário, que é como diz, uma habituação ao mentiredo fora de série.

Ou então é só um tique parvo, muito parvo! Que sentido tem isto?:

- Ai mulher, eu sou-te sincera, comigo ninguém faz farinha!
- Pois, comigo também não, para ser sincera!
- Falando sinceramente, ela irritou-me um bocado quando disse aquilo...
- Eu vi. Sinceramente...

Porquê?? Porquê?? Porquê essa necessidade de afirmação da vossa beleza de espírito imaculado? Credo, que irritação sincera...


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Neste filme de Paul Verhoeven (o realizador holandês responsável por "Instinto Fatal ou "O Homem Invisível"), Isabelle Huppert desempenha o papel de Michèle, uma mulher de meia idade com grande sucesso profissional que é atacada e violada na própria casa.

Ao contrário do que seria o instinto da maioria das mulheres, ela encara a situação apenas como um inconveniente, como se tivesse apanhado uma molha a caminho de casa. As pessoas que lhe são próximas não compreendem esta maneira de estar, enquanto Michèle vai metendo trancas à porta e equipando-se com armas de auto-defesa, ao mesmo tempo que quase deseja que o indicente se repita, criando um ambiente promíscuo e algo doentio que sai de toda a normalidade a que estamos habituados.

"Elle" foi o filme que deu a nomeação ao Óscar para Melhor Atriz a Isabelle Huppert na edição deste ano, e se dependesse de mim tinha-o ganho. Esta mulher transpira alguma coisa de especial, tem associado a si um magnetismo, uma elegância e uma sensualidade difíceis de explicar. Gostei imenso do filme, está brilhantemente realizado, e o facto de ser falado em francês ajuda logo a que seja ainda mais único.


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Os justiceiros do Facebook e afins são uns verdadeiros guerreiros no que toca a criticar e a mandar abaixo. A mais recente polémica é relativa à campanha da Zara, com a premissa "Love Your Curves", em que na imagem aparecem duas modelos magrinhas.

Saltaram logo cá para fora as malucas defensoras da humanidade, comparando-as com paus, louva-a-deus, lápis, perguntando "quais curvas?". Ora, cá na minha modesta opinião, a campanha incentiva a que se goste das próprias curvas, sejam elas poucochinhas ou gorduchas. É claro que não se pode colocar imagens de todo o tipo de mulheres e de corpos, por isso as miúdas vão ter de ser representativas. Mas esse conceito é difícil de perceber, porque faça-se o que se fizer, há sempre alguém que se vai sentir excluído e magoado.

Como gaja que não consegue passar dos 50 quilos mesmo comendo pizza e brigadeiro todos os dias, a magoada sou eu. Vou todos os dias ao ginásio para ver se incho e apesar de ser magra tomo muito bem conta das minhas curvas. E prefiro ser assim, leve, ágil, activa, com destreza e força, do que ser como o boneco da Michelin e rebolar em curvas acentuadas. Estão sempre preocupados com os sentimentos das gordas, mas cada um sabe das suas curvas, pá!!


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A minisérie começa com uma morte, mas não sabemos de quem, nem quem cometeu o assassínio. Aliás, vou no segundo episódio e ainda não há respostas. Concerteza vai ser um dos muitos suspenses até ao final.

Sabemos que um assassínio foi cometido porque vamos tendo acesso a vislumbres de uma investigação em curso - uma conferência de imprensa por parte de detectives, testemunhos de membros da comunidade, e o mistério vai-se adensando. Mas quem raio morreu e quem matou é a pergunta que assalta os fãs.

Há quem diga que Big Little Lies é uma mistura de Donas de Casa Desesperadas e Pretty Little Liars. A última nunca vi, mas as Donas é das minhas séries favoritas de sempre, e pode ser por isso que estou a gostar tanto desta. Contudo, só acho parecida no sentido de existirem protagonistas femininas, mães, mulheres de família, e importantes para a comunidade. De resto, existe uma certa violência doentia, uma paranóia, uma aura negra, que a distingue.

Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley são as protagonistas, formando um trio de mulheres bem diferentes, mas extremamente fortes, e só por elas a série vale a pena. Estão formidáveis. Big Little Lies está a ser transmitida no TVSéries e para o mês que vem estará disponível no N Play da NOS.


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A UNESCO declarou o yoga indiano patrimónimo imaterial da humanidade. Isto já foi no fim do ano passado, mas só agora me apercebi, e presto assim a minha homenagem à prática que mudou a minha vida.

Sim, continuo a ferver em pouca água, a desejar a morte a muita gente, a contentar-me com filmes e livros violentos, a puxar ferro no ginásio, a fazer headbanging e moshe em concertos impróprios para meninos e a ser uma stressada. Mas agora consigo controlar o que vai cá dentro, e lá fora. Quando sinto alguma dor, sei exactamente o que tenho de fazer para a aliviar, desde dores musculares a dores de cabeça. Quando tenho dificuldades em dormir sei que músculos tenho de relaxar e como tenho de respirar. Quando estou com os nervos e sinto que o coração me vai sair pela boca, sei como, através da respiração e de alguns movimentos, pô-lo novamente no caminho certo.

Conheço o meu corpo como nunca - cada músculo, cada osso, cada palpitar, o que influencia o quê, problemas e soluções. Em qualquer sítio - em casa, no ginásio, no trabalho - consigo pôr em prática os ensinamentos e imediatamente sentir alívio do que quer que seja. É milenar, é milagroso, é estar em paz em comunhão com o mundo, promove o bem-estar do corpo e da mente, e quando se atinge este ponto já não se consegue abandonar o yoga.

É uma prática que todos conseguem fazer, independentemente da idade, género ou condição física. Compreendo que não seja fácil chegar a este "state of mind" e que muita gente diga que não é para si, mas se eu, a stressada-mor do mundo, consegue, qualquer pessoa consegue. Pode demorar a entranhar, é necessária uma concentração e uma capacidade de nos isolarmos do que nos rodeia fora de série, mas garanto, a partir do momento em que isso é atingido, é a melhor coisa que podemos fazer por nós, é o apogeu de ter um momento para nós, e o que há de mais valor do que isso nos nossos dias?

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Há um senhor cego, que anda pelos transportes públicos muito elegante, de fatinho. Até a sua "vareta" é muito high-tech - o homem dá-lhe uma sacudidela subtil e aquilo estende-se como se tivesse vindo do Inspector Gadget.

Ele lá vai andando, muito senhor de si e confiante, completamente habituado ao seu caminho e às suas andanças, mas há pessoas que, quando reparam que é cego, tentam ajudá-lo. Se o metro não pára em frente dele, elas tentam encaminhá-lo para o sítio certo, por exemplo, ou dizem-lhe algo como "tem escadas à sua frente!". E o homem, de todas as vezes, responde:

EU SEI!!!!

Isto num tom peremptório e algo furioso, como se estivesse farto (e deve estar) que o tentem ajudar quando ele não precisa. Até abana a cabeça em tom de desagradado incómodo, e aposto que até tenta revirar os olhos que não lhe vejo. Às vezes até fico a reparar nas pessoas que o tentam ajudar, só para as ver saltar de surpresa quando ele lhes responde assim e rir-me à socapa.

Por um lado compreendo que não deve querer ser tratado como um coitadinho quando não o é, mas o homem deve ter ultrapassado o limite da paciência para parecer um urso pardo zangado.


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