Palavras do Abismo

Conversa entre mãe e filho com uns 8 ou 9 anos, no comboio:

- Mãe, já sei os planetas de cor.
- Ai sim? Então diz lá.
- Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano...
- Espera, espera. Não é Urano, amor. É Urânio.
- Não, mãe, é Urano.
- Não me estejas a contradizer... Olha que a mãe tem a certeza. Urânio. Tens de dizer como deve ser.
- Urano. Liga lá a net no telemóvel e vê no Google.


Cara senhora. A sua memória já não é o que era, e os miúdos hoje em dia são muito espertos e desenrascados a provar aos pais que estão errados. Urânio de facto existe, mas não é um planeta do nosso sistema solar. Perdoo-lhe a confusão, mas só um bocadinho.


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 "Be the person your dog thinks you are" é a mensagem do vídeo da PETA que junta Iggy Pop a Nick Cave em prol da defesa dos animais.

No vídeo, um cão está a sonhar com o seu dono (Iggy) que é um verdadeiro herói e salva uma raposa, uma tartaruga, um coelho e animais marinhos. A música é de Nick Cave. Tudo isto junto dá origem a vídeo com uma mensagem muito importante em defesa daqueles que não têm voz. E ninguém melhor do que estes colossos que toda a gente conhece para lhes dar uma.

De louvar, de partilhar, e de cumprir com a mensagem.

Via Blitz

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"A criatura ainda se encontrava longe. Ele pôs-se a imaginar se a alimária estaria a rastejar, talvez enfurecida, talvez assustada, à procura de uma saída."

in Alien - O 8º Passageiro, de Alan Dean Foster (1979) 

Sendo este livro baseado no argumento do Alien (de Dan O'Bannon), é fácil perceber, até pelo sentido, o que uma alimária é. Quando se esgotam os nomes para criatura, ou monstro, ou até coisa, ser vivo não identificado, por vezes tem de se recorrer ao dicionário e aprender mais nomenclaturas. De qualquer forma, fica o significado de alimária, para podermos usar esse lindo termo de agora em diante:

a·li·má·ri·a
substantivo feminino
1. Animal irracional (em geral).
2. [Figurado] Pessoa estúpida.

Oh, surpresa! Afinal também posso chamar de alimária à maioria das pessoas. Sim, também eu tenho muito de alimária, mas há alimárias bem piores.


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Este homem, na imagem a ser completamente abalroado por um autocarro desgorvenado, é o Iron Man. Só pode. Lá ia ele a atravessar a rua calmamente de mãozinha no bolso descontraído da vida, até que, sem aviso, um autocarro descontrolado o surpreende por trás.

A porrada não foi pouca - vê-se o vidro do autocarro a rachar completamente com o impacto do Iron Man. Este, com a super pancada, foi como se tivesse deslizado numa casca de banana - cambaleia um pouco ao levantar-se, e segue caminho para o bar, já completamente firme e hirto como se não fosse nada. Que nada interrompa a hora da pint para o Iron Man, que agora já sabemos que vive em Reading, Inglaterra.


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Os Pain of Salvation já andavam por cá (com outro nome) antes mesmo de eu nascer, mas só há pouco tempo os conheci, através do Spotify.

A plataforma meteu-me à frente a música "Linoleum" que me chamou prontamente a atenção - uma rockalhada com muitas variações no ritmo, uma back vocal feminina que não me mexeu com os nervos, uma letra interessante sobre uma mulher chorosa mas com uma força interminável, e uma coisa qualquer a que não consigo dar nome, mas que lhes vem do fundo e que me agarrou. O ar sujo deles também ajuda, claro...

Eles são suecos e liderados desde 1984 por Daniel Gildenlöw. Basta ouvi-los durante um bocado para identificar várias influências, não se colando no entanto a nenhuma em especial - apesar de categorizados de rock progressivo, são capazes de começar com uma balada e acabar a rasgar a cueca.


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Estes a quem chamo de anormais são os promotores da festa dos touros de fogo e a população que aplaude e participa nessa merda e não, claro, aos habitantes em geral. Até porque há por lá boa gente.

Mas não o são, decerto, aqueles que vibram ao ver pegar fogo aos cornos de um touro e que ficam a bater palminhas ao vê-lo enraivecido, humilhado e em pânico. Esses, são apenas anormais de merda, sádicos, pessoas sem escrúpulos, deficientes mentais, excrementos em forma humana.

Ora depois das queixas feitas por várias organizações de defesa animal e pelo público em geral, esta prática foi cancelada. As associações, em especial a Animal, foi até às últimas instâncias para garantir que tal não se realizava. Só que... os deficientes mentais são insistentes e afirmaram desde logo que iam fazê-lo à mesma.

As autoridades foram avisadas desta intenção, mas como em tudo o que tenho testemunhado em relação à defesa animal da parte deles, cagaram de alto. E assim, esta merda realizou-se. Os cornos são sensíveis - os touros têm dores reais quando estão em chamas, e ficam também com o focinho todo queimado. É um cenário de loucos, que apenas excrementos humanos podem apreciar.

Por isso, seus excrementos de merda, se gostam de ver fogo em cornos, ponham os vossos a arder. Ou metam um pau no cu, peguem-lhe fogo e fujam. Ou simplesmente apontem um lança-chamas uns aos outros e matem-se de vez. Vocês merecem morrer, e sofrer. Julgam-se os reis do universo, a maior e melhor das espécies, mas não passam de um vírus nojento que é preciso destruir. E espero que sejam destruídos rapidamente. Espero que se fodam, que vão para o inferno, que tenham uma morte lenta. Joguem-se dum prédio, afoguem-se. Tanta gente boa a morrer e vocês de pé. Mundo injusto. Morram.


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Estava num festival qualquer, mas era uma cena muito alternativa e underground que se passava num cenário urbano com casas e terrenos abandonados, grafitados e meio sujos. Havia música, arte, e ajuntamentos de pessoal a jogar snooker ou à malha (!).

Eu andava por lá no meio do pessoal marado, até me dar a vontade de fazer xixi. Para meu desespero, não vi casas de banho em lado nenhum e ninguém mas conseguia indicar. Então, teve de ser. Tive de urinar pelas pernas abaixo. Estava de saia e até foi fácil - consegui fazê-lo sem me sujar. O meu jacto de urina foi tão forte e visível que muita gente ficou a ver, e o único comentário foi feito por uma menina com todo o ar de ser lésbica, que ia a passar e pediu-me para, pelo menos, jogar um balde de água para cima do mijo.

Aceitei a sugestão, mas e encontrar um sítio com água ou uma torneira? Muito complicado. Quando acordei ainda o meu eu, no sonho, andava de casa em casa a perguntar por um recipiente e água enquanto o pessoal tripava e não me ligava nenhuma...


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O PMS Package é um pack de produtos que fazem falta a qualquer mulher na altura da menstruação. Aqueles dias horríveis em que só apetece comer porcaria e ter um comprimido à mão podem ser meio-solucionados com a subscrição deste serviço que nos envia para casa algumas coisas que dão um jeitaço.

Mediante subscrição mensal, chocolates, cremes, medicamentos, produtos de higiene ou mimos como peúgas confortáveis ou peluches são enviados numa caixinha, qual kit de sobrevivência para os dias mais difíceis. Ora isto é muito bonito e é uma boa ideia para importar por cá, mas eu acrescentaria:

- Uma mini ventoinha, porque a minha temperatura sobe nas horas
- Uma ponta e mola, porque me apetece matar alguém ainda mais do que o habitual
- Qualquer coisa forte para a diarreia, por razões que escuso de explicar
- Cuecas suplentes em embalagem para andar na mala, por razões que escuso de explicar
- Cápsulas de café, porque fico com um sono do car****
- Batatas fritas, que é aquela cena que me apetece tanto, que já sei que vem aí sangue quando começo a pensar nas Ruffles

Fica a dica, queridas futuras start-ups.



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Pobre mulher. A jornalista da TVI que confundiu um anúncio do Syfy relativo à estreia da Guerra dos Tronos com uma verdadeira notícia sobre meteorologia vai ser gozada até ao fim dos seus dias. Deve estar neste momento com a cabeça enfiada na almofada a chorar, à espera que as lágrimas se transformem em gelo com o frio que apregoou.

Em defesa da Ana Sofia Cardoso (e é a única defesa possível) ela já está tão formatada para ler aquilo tudo de seguida que nem deve ter reparado. Mas porra, Ana:

- Um mapa inventado
- Dragões a voar sobre o mapa
- O logotipo do Syfy
- O tipo de letra da série, diferente do Público

E isto é o básico. Acho que quem lê as capas dos jornais em directo, pelo menos, devia passar os olhos por elas antes do programa. Quem ganha com isto é o Syfy, que pagou por um anúncio na imprensa escrita e acabou por ter publicidade grátis em directo na televisão. Não é que a Guerra dos Tronos precise de publicidade. Eu cá estou desejosa que o Inverno regresse para a 7ª temporada.

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Depois do choque da desgraça, é o do presente, de lidar com a perda. De não ter nada. Família, animais e bens de uma vida perdidos. Vidas que, num momento para o outro, se tornaram morte num cenário de inferno. Os que ficam carregam um peso que ninguém imagina. Os sobreviventes vão, para sempre, carregar consigo o medo do pior dia das suas vidas num cenário de horror.

Muita força para todos os que vão lidar com isto e para os que ajudaram e ainda estão a ajudar, principalmente aos incansáveis bombeiros, os heróis de sempre, verdadeiros escudos entre a vida e a morte.


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