Palavras do Abismo

Um grupo de cientistas a bordo de uma nave especial acredita ter uma amostra, a primeira, de que realmente há vida em Marte. A euforia da descoberta impera, ao verem e estudarem uma forma uni-celular que parece, à primeira vista, inocente.

Os problemas começam quando esse ser cresce a olhos vistos e repentinamente tem uma atitude (muito) hostil que não era, de todo, esperada. E aí começa uma luta desigual, na qual os cientistas desconhecem completamente o seu inimigo e, como tal, descobrir o que fazer a seguir torna-se uma incógnita complicada e perigosa.

Sim, apenas com estes dois parágrafos dá para perceber as semelhanças com uma outra saga e de facto não me consegui esquecer do Alien e acabei por compará-lo. Tentando manter uma distância das semelhanças, "Life" é um filme aceitável com boas doses de thriller e suspense, e que os fãs de ficção científica, como eu, vão decerto achar interessante.

É um filme comercial e que não traz muito de novo, mas com uma boa fotografia e um cast irrepreensível. Ryan Reynolds e Jake Gyllenhaal desempenham muito bem o seu papel e fiquei agradavelmente surpreendida com Hiroyuki Sanada. Resumindo, não é uma obra-prima mas merece uma olhadela.

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No comboio:

"- Olha, vem cá o Tiago Piçarra cantar. Não queres ir ver?
- Não é Tiago. É Pedro ou assim.
- É Tiago ou David, tenho a certeza.
- É isso, David Piçarra."

Até eu que nunca ouvi nada do senhor, sei que é Diogo Piçarra. Benza-os Deus.


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Porra. Georgina está grávida. Georgina não está grávida. Georgina tem barriga de grávida. Georgina partilha fotos no ginásio sem barriga. Georgina está de férias com Ronaldo. Confirma-se que está grávida. Afinal não. Georgina veste um macacão em que parece que está grávida. Olha, está a beber um mojito, afinal não deve estar grávida. Tira fotos com os enteados. Não parece grávida. Fotos de biquini num passeio de barco. Barriga de grávida. Mas pode apenas ter comido muito ao jantar.

Caralho!! Foda-se! As pessoas não têm mais nada que fazer? É nas redes sociais, na imprensa nacional e internacional (cor de rosa e não só!), na televisão, basta uma pessoa acordar para ser bombardeado com MERDA. O que interessa se a gaja estiver prenha? Mas são da família? Vão receber algum dinheiro com isso? Vai influenciar a vossa vida? Foda-se! Who cares?

Sugestão de coisa para fazer: vão fazer filhos vossos e vivam a vossa vida em vez da dos outros! A culpa é (muito) da comunicação social, mas vocês têm a opção de se estarem a cagar e contribuírem para um mundo melhor e com notícias realmente dignas do nome.



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No pós-II Guerra Mundial, alguns soldados alemães, após a derrota, foram forçados a encontrar e a desactivar milhares de minas enterradas pelo seu exército na costa da Dinamarca. Este filme dinamarquês retrata essa realidade, vivida por um grupo de soldados adolescentes alemães.

O grupo fica sob a liderança do Sargento Carl Rasmussen, que não lhes dá descanso. Trabalham debaixo do sol, a rastejar na areia, dias a fio e sem comer. Ao início, o Sargento dificulta-lhes muito a vida - sente uma raiva e um desprezo genuíno em relação a todos os soldados inimigos que lhes fizeram a vida negra. No entanto, aos poucos, vai percebendo que aqueles meninos que ainda mal têm barba não fazem ideia do que andam para ali a fazer e são apenas isso, rapazes.

Cria-se uma relação de confiança, que no entanto é abalada em alguns momentos. É um filme forte, que carrega muita emoção negativa pelo peso da História, mas tem também muitos momentos de beleza - na entreajuda, nas amizades, na fotografia impressionante e numa escolha de cast soberbo. Quando vi o filme não sabia que tinha sido nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Agora sei. E recomendado.


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Tinha viajado para um sítio qualquer com um grupo de amigos, e o país onde estávamos foi assolado por um temporal imenso que colocou toda a população em perigo.

O nível das águas subiu consideravelmente e tínhamos de arranjar forma de sair de lá, mas os transportes estavam o caos. Então, surgiu a alguém a ideia fantástica de simplesmente boiarmos até Portugal. "Com as correntes fortes estamos lá amanhã", disse a pessoa. E aceitámos logo, claro, porque nos sonhos as ideias impossíveis são as melhores. Metemos o colete salva vidas e lá fomos para o mar, a boiar de barriga para cima, embalados pela corrente, até vermos terra novamente.

E vimos. Só que não era Portugal. Mas era um pedaço de terra com umas quantas casas e parecia solarengo e hospitaleiro. Sem conhecer a língua, numa zona remota e incomunicável, e sem saber o que fazer, construímos casas com pedaços de madeira e por lá ficámos. Até já estávamos confortáveis e a pensar que íamos ficar por ali o resto da vida, até que as noites começaram a ficar assustadoras com muitos barulhos estranhos, e os meus amigos começaram a desaparecer, um por um...

Um belo filme de terror de série B, certo?


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É sempre com alguma expectativa que aguardo os filmes de M. Night Shyamalan. O resultado nem sempre é o melhor, oscilando entre a genialidade de O Sexto Sentido ou A Visita (este divide opiniões mas adorei) e a mediocridade de, por exemplo, Lady in The Water. Este, Split, está algures lá no meio.

A história gira à volta de um homem que tem nada mais nada menos do que 23 personalidades. É um distúrbio que está a ser acompanhado por uma psicóloga, que não sabe (mas vai desconfiando) que existe uma nova personalidade, muito maléfica, prestes a vir à tona.

Depois de raptar três miúdas, estas apercebem-se de como podem jogar com estas personalidades a seu favor, pelo menos até a nova personalidade ameaçar aparecer. O nível de suspense é aceitável, mas o grande destaque tem de ir para um homem só - James McAvoy. É incrível como consegue arcar com o peso de interpretar tantas personalidades e o melhor é que o espectador sabe imediatamente qual delas está activa, apenas com a mudança da expressão, de uma ruga, ou da intensidade do olhar. Os gestos, as expressões, os tiques são outros elementos que ajudam à distinção, embora mais óbvios, mas no geral é das melhores interpretações que já vi nos últimos anos.

Vale a pena por isso. De resto, não é dos melhores trabalhos do realizador. Parece que a ideia, interessante, não foi devidamente explorada.


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Vivien Bodycote é uma avó de 59 anos cujo maior sonho é conhecer o nosso tuga José Mourinho. Ela diz que não passa um único dia sem olhar para fotografias dele e que facilmente metia os cornos ao marido com o Zé num encontro apaixonante.

A característica que mais salta à vista nesta senhora de Hinckley, Inglaterra, é ter, nem mais nem menos, do que 20 tatuagens dedicadas ao special one. Entre retratos do Zé, frases de sua autoria, e dedicatórias dela, são 20 pedaços de pecado viril, todos pagos pelo marido a quem ela facilmente encornaria.

Ela admite que é completamente viciada nele e que lhe custa esta época de férias no futebol porque não sabe do seu paradeiro e não aparece na TV. Acho que o mínimo que o Zé podia fazer era conhecer esta mulher. Ela merece.

Via Mirror


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"Ali estava ele, todo reclinado para a frente, como se já estivesse sentado no autocarro para 
dar às de vila-diogo ou empoleirado num banco de bar."

in Doutor Sono, de Stephen King (2013)

Wait, what? É preciso ler um livro de Stephen King para aprender uma expressão milenar e espectacular? Ok, a origem é emprestada de nuestros hermanos, mas ainda assim.

Dar às de vila-diogo é uma expressão que vem da comunidade judaica Villadiego, onde foram concedidos por Fernando III, Rei de Castela, o direito de santuário aos judeus em caso de perseguição. Estes, obviamente, fugiam apressadamente para lá. Então, dar às de vila-diogo significa isso mesmo: fugir apressadamente, deixar tudo para trás e ala que se faz tarde. Sem ofensa para a origem da expressão, parece eu quando saio do trabalho à sexta-feira.





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Conversa entre mãe e filho com uns 8 ou 9 anos, no comboio:

- Mãe, já sei os planetas de cor.
- Ai sim? Então diz lá.
- Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano...
- Espera, espera. Não é Urano, amor. É Urânio.
- Não, mãe, é Urano.
- Não me estejas a contradizer... Olha que a mãe tem a certeza. Urânio. Tens de dizer como deve ser.
- Urano. Liga lá a net no telemóvel e vê no Google.


Cara senhora. A sua memória já não é o que era, e os miúdos hoje em dia são muito espertos e desenrascados a provar aos pais que estão errados. Urânio de facto existe, mas não é um planeta do nosso sistema solar. Perdoo-lhe a confusão, mas só um bocadinho.


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 "Be the person your dog thinks you are" é a mensagem do vídeo da PETA que junta Iggy Pop a Nick Cave em prol da defesa dos animais.

No vídeo, um cão está a sonhar com o seu dono (Iggy) que é um verdadeiro herói e salva uma raposa, uma tartaruga, um coelho e animais marinhos. A música é de Nick Cave. Tudo isto junto dá origem a vídeo com uma mensagem muito importante em defesa daqueles que não têm voz. E ninguém melhor do que estes colossos que toda a gente conhece para lhes dar uma.

De louvar, de partilhar, e de cumprir com a mensagem.

Via Blitz

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