Hoje, dia 2 de agosto, já consumimos os recursos naturais do planeta destinados ao ano todo. O Overshoot Day, como é chamado, tem vindo a acontecer todos os anos cada vez mais cedo. E a larga maioria de nós não consegue ver como isto é preocupante.
Termos esgotado os recursos significa que teremos de desbravar mais terreno, matar mais árvores, alimentar mais gado, arrancar mais peixe do mar, gastar mais energia, e muito mais, sobrecarregando o nosso planeta já de si tão esgotado.
A médio e longo prazo isto quer dizer que teremos menos floresta, mais poluição, agravamento do aquecimento global, menos qualidade de vida, destruição de habitats e espécies animais e, basicamente, toda a nossa vida será afectada. Vai haver fome, regiões que morrerão por falta de água e outras por excesso, ar irrespirável, propagação de doenças, temperaturas insuportáveis e, podem crer, muitas mortes. Ainda para mais, a natureza vai rebelar-se, podem ter a certeza.
A este ritmo, as organizações ambientais prevêem que em 2030 precisaremos dos recursos equivalentes a dois planetas (!), e como só temos um já podem ver o que vai acontecer. Em 2030 a maioria de nós ainda vai andar por cá, se sobrevivermos, e nessa altura vamos sentir na pele todas as consequências e desejar ter feito alguma coisa. E podemos fazer tantas pequenas coisas...
- Reutilizar: mais do que reciclar, reutilizar é o mais importante. Tudo, desde sacos, frascos, tupperwares, caixas, papel de embrulho, garrafas, roupa... vamos dar um maior tempo de vida a tudo o que temos!
- Evitar óleo de palma: a produção de óleo de palma é um dos principais motivos da desflorestação. Não custa nada evitar produtos que o contenham - basta ler os rótulos e procurar alternativas mais sustentáveis. A parte má é que está presente em quase todo o tipo de produtos alimentares, por isso muita atenção.
- Reduzir o consumo de carne: não há volta a dar, a agricultura é a actividade que mais impacto tem no ambiente (mais do que os meios de transporte!). Há montes de estudos e documentários sobre isso, basta uma pequena pesquisa para perceber o seu terrível impacto. Tendo abolido a carne da minha vida posso adiantar que foi a melhor decisão que tomei em todos os sentidos, incluindo para a saúde. Os cépticos que não querem saber pelo menos podiam estipular um dia por semana para não comerem alimentos de origem animal, e acreditem, já teria um impacto descomunal.
- Deixar de ser preguiçoso: não pegar no carro por tudo e por nada, andar mais a pé, usar transportes públicos, andar de bicicleta. A saúde agradece, também.
- Deixar de ser porcos: dá dó ir à praia e ver tudo sujo; mete nojo fazer uma caminhada na floresta e ver sacos de batatas fritas; as cidades estão repletas de sujidade... Somos racionais, mas bem pouco. Vamos lá deixar de ser porcos.
- Não procriar como se não houvesse amanhã: vá lá, nada disto estaria a acontecer se as pessoas não se reproduzissem como loucas. A população aumenta... Os recursos reduzem. É lógico. Não ter filhos ou ter poucos filhos é ser responsável. É garantir um futuro para os que ficam. É sair da esfera do egoísmo, deixar de olhar para o próprio umbigo e para as suas próprias necessidades de perpetuar o nome da família. Não vai haver mundo, nem família, se continuarem a parir desse jeito.
- Reduzir o desperdício: de tudo. De água, tomando duches rápidos, só pondo a máquina a lavar completamente cheia ou não consumindo água engarrafada; de luz, poupando ao máximo, desligando os equipamentos em vez de os colocar em standby e utilizando lâmpadas económicas; de plástico, usando canecas para tirar café no trabalho, em vez de usar copos de plástico todos os dias; de gasóleo, de comida, tudo.
Tudo isto parece senso comum mas infelizmente não é. Se continuarem de boca cheia a chamar os ambientalistas e cientistas de loucos, os vossos filhos não terão um planeta para viver. Quem sabe, nós já não teremos um planeta até ao fim da nossa vida. Seremos a causa da nossa própria extinção. Vamos lá inverter isto. Podem ser pequenas coisas, mas... One giant step to mankind... Está nas nossas mãos.
Termos esgotado os recursos significa que teremos de desbravar mais terreno, matar mais árvores, alimentar mais gado, arrancar mais peixe do mar, gastar mais energia, e muito mais, sobrecarregando o nosso planeta já de si tão esgotado.
A médio e longo prazo isto quer dizer que teremos menos floresta, mais poluição, agravamento do aquecimento global, menos qualidade de vida, destruição de habitats e espécies animais e, basicamente, toda a nossa vida será afectada. Vai haver fome, regiões que morrerão por falta de água e outras por excesso, ar irrespirável, propagação de doenças, temperaturas insuportáveis e, podem crer, muitas mortes. Ainda para mais, a natureza vai rebelar-se, podem ter a certeza.
A este ritmo, as organizações ambientais prevêem que em 2030 precisaremos dos recursos equivalentes a dois planetas (!), e como só temos um já podem ver o que vai acontecer. Em 2030 a maioria de nós ainda vai andar por cá, se sobrevivermos, e nessa altura vamos sentir na pele todas as consequências e desejar ter feito alguma coisa. E podemos fazer tantas pequenas coisas...
- Reutilizar: mais do que reciclar, reutilizar é o mais importante. Tudo, desde sacos, frascos, tupperwares, caixas, papel de embrulho, garrafas, roupa... vamos dar um maior tempo de vida a tudo o que temos!
- Evitar óleo de palma: a produção de óleo de palma é um dos principais motivos da desflorestação. Não custa nada evitar produtos que o contenham - basta ler os rótulos e procurar alternativas mais sustentáveis. A parte má é que está presente em quase todo o tipo de produtos alimentares, por isso muita atenção.
- Reduzir o consumo de carne: não há volta a dar, a agricultura é a actividade que mais impacto tem no ambiente (mais do que os meios de transporte!). Há montes de estudos e documentários sobre isso, basta uma pequena pesquisa para perceber o seu terrível impacto. Tendo abolido a carne da minha vida posso adiantar que foi a melhor decisão que tomei em todos os sentidos, incluindo para a saúde. Os cépticos que não querem saber pelo menos podiam estipular um dia por semana para não comerem alimentos de origem animal, e acreditem, já teria um impacto descomunal.
- Deixar de ser preguiçoso: não pegar no carro por tudo e por nada, andar mais a pé, usar transportes públicos, andar de bicicleta. A saúde agradece, também.
- Deixar de ser porcos: dá dó ir à praia e ver tudo sujo; mete nojo fazer uma caminhada na floresta e ver sacos de batatas fritas; as cidades estão repletas de sujidade... Somos racionais, mas bem pouco. Vamos lá deixar de ser porcos.
- Não procriar como se não houvesse amanhã: vá lá, nada disto estaria a acontecer se as pessoas não se reproduzissem como loucas. A população aumenta... Os recursos reduzem. É lógico. Não ter filhos ou ter poucos filhos é ser responsável. É garantir um futuro para os que ficam. É sair da esfera do egoísmo, deixar de olhar para o próprio umbigo e para as suas próprias necessidades de perpetuar o nome da família. Não vai haver mundo, nem família, se continuarem a parir desse jeito.
- Reduzir o desperdício: de tudo. De água, tomando duches rápidos, só pondo a máquina a lavar completamente cheia ou não consumindo água engarrafada; de luz, poupando ao máximo, desligando os equipamentos em vez de os colocar em standby e utilizando lâmpadas económicas; de plástico, usando canecas para tirar café no trabalho, em vez de usar copos de plástico todos os dias; de gasóleo, de comida, tudo.
Tudo isto parece senso comum mas infelizmente não é. Se continuarem de boca cheia a chamar os ambientalistas e cientistas de loucos, os vossos filhos não terão um planeta para viver. Quem sabe, nós já não teremos um planeta até ao fim da nossa vida. Seremos a causa da nossa própria extinção. Vamos lá inverter isto. Podem ser pequenas coisas, mas... One giant step to mankind... Está nas nossas mãos.









