Palavras do Abismo

Ou a ausência de revisor, totalmente. Ou só incompetência. Podemos exigir à população que tenha atenção à maneira como escreve, quando os jornalistas, que deviam servir como exemplo, não sabem escrever? E ninguém repara no erro? Este é só um caso, mas basta uma pequena volta por alguns sites noticiosos para os erros ortográficos e conjugações verbais erradas fazerem as suas aparições.

Portanto, o Cristiano 'ia lesionando-se'. É o mesmo que perguntar - 'o que passou-se'? Ridículo, não é, Record? Vocês chegam a um bar e perguntam 'o que bebe-se'? E em vez de dizerem 'vai-se andando', dizem 'vai andando-se'. Lá vai o Camões rebolar mais um bocado.




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O Yves Saint Laurent, cujas apresentações dispensam-se, criou estas coisas que podem ver na imagem em cima. Chamam-se Anya 100 Patch Pump Roller e são basicamente patins de salto alto e estão à venda nas suas lojas de marca pela módica quantia de 2.200€.

Não sei como me sentir em relação a isto. Pelo lado negativo, muitas mulheres vão cair. Pelo lado positivo, muitas mulheres vão cair. E quem é que não gosta da ideia de uma diva se esbardalhar e bater com a cremalheira no chão de cimento? Eu gosto! E se têm 2.200€ para dar por uns sapatos bem que merecem conhecer o asfalto mais de perto.

Venham para cá, descer as nossas sete colinas à velocidade de um Tuk-Tuk, e enfrentar a calçada portuguesa espalhando o Chanel com essas coisas metidas nos pés. Juro que não entendo a moda. Mas esta cliente parece bastante feliz e abastada. O Carlos Costa era gajo para usar isto.

Via DN

 

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Olhem para estes chouriços vegan. Não comem nada de origem animal. Que ar doente. Anémicos, mesmo. E que magrinhos. Olhos cavados, olheiras, má pele, borbulhas. Mal parecidos. Toda a gente sabe que é preciso proteína animal para se ser saudável e construir músculo. Toda a gente sabe que para se ser atleta profissional e ser o melhor há que comer franguinho.

Tretas. Estes senhores são alguns dos 32 atletas vegan que ganharam medalhas nos Fit Games, nos EUA, em junho deste ano. Um deles bateu até um recorde mundial. Levantamento de peso, bodybuilding, crossfit ou kettlebell foram algumas das provas em que estes 'fraquitos' ganharam medalhas, 22 delas de primeiro lugar.

Através desta vitória tomei conhecimento da PlantBuilt, uma organização que promove o veganismo e incentiva, aconselha e apoia os atletas que seguem este regime alimentar. E dá gosto olhar para estas fotos. Uma vida sem carne é uma vida sem crueldade, mais saudável, e não existem impedimentos para aqueles que temem as carências de proteína, e outras. Todos estão a um passo de o conseguir, basta querer.

Via Vegnews



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Milhares de adeptos nos estádios e muitos mais em frente à televisão. São muitos olhos postos nos jogos que acontecem em todo o mundo. Espetar com animais fofinhos por essas casas adentro é uma forma excelente de desenvolver empatia e de servir de mostruário a animais que precisam de uma família.

E com isto em mente, o clube chileno Colo-Colo entrou em campo com cães que aguardam adopção. É mais do que louvável, é necessário. É destas atitudes que o mundo precisa. O futebol move tantos sentimentos (e muitos negativos e agressivos) e esta é a forma certa de começar um jogo - com lambidelas e a promover amigos para toda a vida sob os holofotes e câmaras.

Acredito num cenário em que as causas terão um lugar efectivo no desporto, onde as pessoas veem nos atletas heróis e exemplos a seguir e onde a alta exposição e divulgação é inevitável. Entrar em campo com crianças pela mão é muito giro, mas é só. Isto é necessário, é serviço público. Palmas e obrigado ao Colo-Colo!

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Moldura branca 20x15cm com bordado em ponto cruz de um unicórnio ressabiado =) Disponível para venda!


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Hoje, dia 2 de agosto, já consumimos os recursos naturais do planeta destinados ao ano todo. O Overshoot Day, como é chamado, tem vindo a acontecer todos os anos cada vez mais cedo. E a larga maioria de nós não consegue ver como isto é preocupante.

Termos esgotado os recursos significa que teremos de desbravar mais terreno, matar mais árvores, alimentar mais gado, arrancar mais peixe do mar, gastar mais energia, e muito mais, sobrecarregando o nosso planeta já de si tão esgotado.

A médio e longo prazo isto quer dizer que teremos menos floresta, mais poluição, agravamento do aquecimento global, menos qualidade de vida, destruição de habitats e espécies animais e, basicamente, toda a nossa vida será afectada. Vai haver fome, regiões que morrerão por falta de água e outras por excesso, ar irrespirável, propagação de doenças, temperaturas insuportáveis e, podem crer, muitas mortes. Ainda para mais, a natureza vai rebelar-se, podem ter a certeza.

A este ritmo, as organizações ambientais prevêem que em 2030 precisaremos dos recursos equivalentes a dois planetas (!), e como só temos um já podem ver o que vai acontecer. Em 2030 a maioria de nós ainda vai andar por cá, se sobrevivermos, e nessa altura vamos sentir na pele todas as consequências e desejar ter feito alguma coisa. E podemos fazer tantas pequenas coisas...

- Reutilizar: mais do que reciclar, reutilizar é o mais importante. Tudo, desde sacos, frascos, tupperwares, caixas, papel de embrulho, garrafas, roupa... vamos dar um maior tempo de vida a tudo o que temos!

- Evitar óleo de palma: a produção de óleo de palma é um dos principais motivos da desflorestação. Não custa nada evitar produtos que o contenham - basta ler os rótulos e procurar alternativas mais sustentáveis. A parte má é que está presente em quase todo o tipo de produtos alimentares, por isso muita atenção.

- Reduzir o consumo de carne: não há volta a dar, a agricultura é a actividade que mais impacto tem no ambiente (mais do que os meios de transporte!). Há montes de estudos e documentários sobre isso, basta uma pequena pesquisa para perceber o seu terrível impacto. Tendo abolido a carne da minha vida posso adiantar que foi a melhor decisão que tomei em todos os sentidos, incluindo para a saúde. Os cépticos que não querem saber pelo menos podiam estipular um dia por semana para não comerem alimentos de origem animal, e acreditem, já teria um impacto descomunal.

- Deixar de ser preguiçoso: não pegar no carro por tudo e por nada, andar mais a pé, usar transportes públicos, andar de bicicleta. A saúde agradece, também.

- Deixar de ser porcos: dá dó ir à praia e ver tudo sujo; mete nojo fazer uma caminhada na floresta e ver sacos de batatas fritas; as cidades estão repletas de sujidade... Somos racionais, mas bem pouco. Vamos lá deixar de ser porcos.

- Não procriar como se não houvesse amanhã: vá lá, nada disto estaria a acontecer se as pessoas não se reproduzissem como loucas. A população aumenta... Os recursos reduzem. É lógico. Não ter filhos ou ter poucos filhos é ser responsável. É garantir um futuro para os que ficam. É sair da esfera do egoísmo, deixar de olhar para o próprio umbigo e para as suas próprias necessidades de perpetuar o nome da família. Não vai haver mundo, nem família, se continuarem a parir desse jeito.

- Reduzir o desperdício: de tudo. De água, tomando duches rápidos, só pondo a máquina a lavar completamente cheia ou não consumindo água engarrafada; de luz, poupando ao máximo, desligando os equipamentos em vez de os colocar em standby e utilizando lâmpadas económicas; de plástico, usando canecas para tirar café no trabalho, em vez de usar copos de plástico todos os dias; de gasóleo, de comida, tudo.

Tudo isto parece senso comum mas infelizmente não é. Se continuarem de boca cheia a chamar os ambientalistas e cientistas de loucos, os vossos filhos não terão um planeta para viver. Quem sabe, nós já não teremos um planeta até ao fim da nossa vida. Seremos a causa da nossa própria extinção. Vamos lá inverter isto. Podem ser pequenas coisas, mas... One giant step to mankind... Está nas nossas mãos.


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"(...) ele próprio poderia tomar conta de Samuel todas as noites que ela fosse trabalhar, certificando-se de que a criança estava bem e que tinha ali um amigo para o acalmar de qualquer pesadelo, febre ou demais achaque."

in Amanhecer na Cidade, de Filipa Fonseca Silva (2017)

Neste livro fantástico que me surpreendeu pela positiva, ainda tive o prazer de aprender uma palavra nova. É daquelas que se descortina bem pelo sentido, mas aqui fica para os mais exigentes:

a·cha·que
substantivo masculino
1. Ataque de doença habitual.
2. Mal-estar sem gravidade.
3. [Figurado] Defeito moral. = PECHA, VÍCIO
4. Imputação.

Todos nós sofremos portanto dos nossos achaques... A sociedade está repleta de achaques também, e uma vez por mês sofro de achaques do caraças.


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Com uma simples "frase" postada no Facebook de um perfil de apoio ao fim das touradas, um acéfalo provou que:

1 - é um sádico que adora tortura
2 - é o típico agitador de cu sentado no sofá
3 - é um burro do caralho que não sabe escrever
4 - é um preconceituoso inútil, o que não me surpreende porque decerto vive no séc. XVI como demonstrado no ponto 1.

Gostava que fosses um "homemsexual", mas és só um inútil de merda. Espero que te enfiem um corno no olho do cu - isso é que seria uma festa muito brava.


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Raw é um filme de terror francês que marca pela diferença logo pelo tema - uma rapariga vegetariana, proveniente de uma família toda ela com o mesmo regime alimentar, torna-se canibal.

Justine vai para a universidade estudar medicina veterinária e as coisas começam logo a aquecer. Logo no primeiro dia, a rapariga inocente e angelical entra num antro de festas intermináveis, noites loucas, praxes sádicas e pessoas estranhas. Uma das actividades que desempenhou enquanto praxada foi comer um rim de coelho. Apesar dos seus protestos e de ter procurado o apoio da irmã (também estudante) acabou por comer, e ficar viciada, no sabor do sangue.

Aquilo provocou-lhe várias reacções químicas no corpo, já que nunca na vida tinha sentido o que era a carne a ser rasgada e desfeita pelos dentes e o prazer de sentir o sangue escorrer livremente pelo seu rosto, como se de uma selvagem se tratasse. E depois, por um infeliz acaso, prova a carne humana... O que muda tudo. Completamente viciada, começa a ter desejos para com os seus colegas, e não são daqueles a que todos estamos habituados.

Apesar da estranheza do conceito que à primeira vista poderá afastar alguns espectadores, ressalvo que é um filme bastante bom até. Os franceses estão a fazer filmes brutais e dentro do género terror este é um deles. Em nenhum momento o filme é estúpido - apesar do ambiente estudantil e do canibalismo - ou pouco sério. Com uma aparência crua e algo noir, e sem qualquer tipo de reservas, está extremamente bem feito.

Como fã de filmes de terror, farta de ver sempre os mesmos temas a serem explorados, esta foi uma lufada de ar fresco (mas podre, sanguinário, como eu gosto) que estava a fazer falta. Com aquele toque perturbador, uma excelente fotografia, casting no ponto e pormenores inesperados. Muito bom. E não como carne.

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Não foi a primeira vez que os dois se juntaram em palco - já tinha acontecido num concerto solidário em 2012 - e voltou a acontecer há dois dias. Eddie Vedder, vocalista dos Pearl Jam, juntou-se a Roger Waters para juntos cantarem e tocarem a intemporal Comfortably Numb, uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos. Aconteceu na digressão americana do Roger, que passou por Chicago.

Roger Waters não é o meu 'Pink Floyd' favorito, mas o Eddie substituiu o meu David Gilmour com brilho e com tudo à flor da pele, e conseguiu arrepiar-me. Não tanto como o David, mas isso é impossível. O David é o meu master dos arrepios, forever and ever [referência a High Hopes, quem é fã sabe].

Deixo o vídeo desta colaboração fantástica; e, não desfazendo, mais em baixo a melhor colaboração de todas - aquela que me fez arrepiar até aos pelos do cu, quando o David e o Roger deixaram as merdas de lado e tocaram juntos. Seus bardamerdas, deviam deixar-se disso e tocarem juntos novamente e realizarem-me o sonho da vida. Cabrões teimosos, quebrem o muro que construíram entre vocês.



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