Olhó pequeno pug fresquinho! Feito em ponto cruz, disponível e prontinho a entregar a novo adoptante numa moldura cor de rosa bebé 10x15cm.
"Que ideia genial e omnímoda o mundo tivera para o tornar naquilo, que partida sublimemente colossal!"
in A Mancha Humana, de Philip Roth (2001)
om·ní·mo·do
adjectivo
1. Que é de todos os modos ou géneros.
2. Ilimitado, sem restrições.
Bestial. Agora já sei que a minha impaciência, a minha raiva e a vontade de bater em várias pessoas é omnímoda. Já passo por intelectual. Com um parafuso a menos, mas intelectual.
Sempre fui um bocado reticente em relação à Sónia Tavares - a sonoridade dos The Gift, apesar de no passado ter sido fã do primeiro álbum - tem vindo a evoluir numa direcção que é mais electrónica e pop do que os meus gostos habituais. Por isso, desliguei-me da banda e deixei de prestar atenção.
Até que no dia 13 os vi ao vivo, e há que admiti-lo - a sua voz com rédea solta é qualquer coisa. É boa em estúdio, mas ganha uma dimensão ao vivo capaz de agarrar os mais reticentes (como eu), com uma personalidade poderosa e saltitante em palco trazendo toda a gente para o mesmo comprimento de onda. A voz dela ganha asas e atinge-nos de frente como um comboio com aquele timbre único, inconfundível e algo masculino.
Para além da Sónia acabei por me render a toda a banda. Eles sabem fazer a festa. Vê-se que adoram o que fazem, entregam-se para nos fazer também felizes.
Todas as fotos aqui.
Até que no dia 13 os vi ao vivo, e há que admiti-lo - a sua voz com rédea solta é qualquer coisa. É boa em estúdio, mas ganha uma dimensão ao vivo capaz de agarrar os mais reticentes (como eu), com uma personalidade poderosa e saltitante em palco trazendo toda a gente para o mesmo comprimento de onda. A voz dela ganha asas e atinge-nos de frente como um comboio com aquele timbre único, inconfundível e algo masculino.
Para além da Sónia acabei por me render a toda a banda. Eles sabem fazer a festa. Vê-se que adoram o que fazem, entregam-se para nos fazer também felizes.
Todas as fotos aqui.
Pois é. Tinha ele 12 anos e tinha ido ao Columbia Auditorium com um amigo, em busca de pipocas e doces grátis. Quando saiu, a sua bicicleta vermelha e branca não estava onde a tinha deixado.
Desolado, procurou um polícia e disseram-lhe que estava um na cave do edifício. E lá encontrou Joe Martin, o polícia que era também treinador de boxe e que dirigia um centro de treinos naquela cave. Muhammad (então Cassius) manifestou a vontade que tinha de bater no ladrão, e Joe disse-lhe, cheio de sabedoria, que era melhor que antes aprendesse a lutar.
Foi seu treinador durante 6 anos. Por causa de uma bicicleta roubada e das roldanas do destino todas alinhadas, naquele momento nascia uma lenda.
Desolado, procurou um polícia e disseram-lhe que estava um na cave do edifício. E lá encontrou Joe Martin, o polícia que era também treinador de boxe e que dirigia um centro de treinos naquela cave. Muhammad (então Cassius) manifestou a vontade que tinha de bater no ladrão, e Joe disse-lhe, cheio de sabedoria, que era melhor que antes aprendesse a lutar.
Foi seu treinador durante 6 anos. Por causa de uma bicicleta roubada e das roldanas do destino todas alinhadas, naquele momento nascia uma lenda.
Kasatka morreu no passado dia 15 de agosto. Foi finalmente eutanasiada - estava doente desde 2008. No entretanto, foi usada como parideira e como entretenimento mórbido para quem a quisesse ver no SeaWorld de São Diego.
Foi capturada muito jovem - mal teve tempo de conhecer o oceano. A sua casa. De onde os humanos sedentos de dólares a tiraram sem se importarem minimamente com o seu bem-estar. Passou do interminável oceano, cheio de sal, espaço, alimento, liberdade, para um tanque. Teve filhos, e foi-lhe administrado Valium para aguentar a perda dos que foram transferidos para outros tanques...
Quem pagou bilhete para a ver, e às outras orcas, no SeaWorld, alimentou uma das indústrias mais negras - a do cativeiro. A que, por meros minutos de entretenimento, priva os animais de uma vida em pleno. Em nome do dinheiro, apenas e só. É apenas mais um passo na direcção da destruição do planeta - das espécies, dos habitats, e da alma humana. Os animais não estão no mundo para nos arrancar umas palminhas, e isto tem de acabar.
Quem leva as criancinhas ao Zoomarine ou aos espetáculos de golfinhos do Jardim Zoológico está a fazer precisamente o mesmo. Para vossa informação, os golfinhos não estão a sorrir. Assim parece, mas é apenas a sua fisionomia. Eles pertencem aos rios e aos mares, e vivem numa piscina. Desenganem-se os que pensam que ali eles são felizes - são apenas escravos. Podem argumentar que são bem tratatos, alimentados, que têm os cuidados de saúde de que necessitam, que para eles vai dar ao mesmo. São prisioneiros, palhaços aquáticos num circo falso que só faz feliz o estúpido humano.
Respeitem a natureza, respeitem os animais, respeitem o planeta. Não colaborem com uma indústria que, como todas as outras, só quer o vosso dinheiro. Só que aqui estão vidas em jogo. Vidas de quem não quer ter nada a ver com a nossa sede de poder.
Descansa em paz, Kasatka, e todos os animais que morreram às nossas sedentas mãos, em cemitérios coloridos disfarçados de sorrisos.
Imaginem o seguinte cenário: num futuro distópico, a poluição e os desastres ecológicos tornaram-se tão imensos e com consequências tão graves, que as mulheres deixaram de ser férteis. As que ainda conseguem ter filhos são uma minoria, e tornam-se no bem mais precioso do planeta. E, como tudo o que é valioso, acaba por ser pervertido e vendido.
Com a tomada de posse de um governo totalitário com bases religiosas, estas mulheres são raptadas, separadas da sua família, passam a ser propriedade do Estado e levam com uma lavagem cerebral com o objectivo de quererem parir filhos para os outros, de forma a contribuírem para o bem maior. São colocadas nas casas de casais abastados com o único objectivo de fornicar com os maridos, sob o olhar e aprovação das suas inférteis esposas, para lhes dar filhos e continuar a popular o planeta.
Portanto, a mulher torna-se num objecto, numa parideira que não tem escolha sobre o seu ventre e que tem de entregar o seu fruto a outra família, sem olhar para trás. Mas, claro, a consciência está lá, a dor, o sofrimento, a escravidão sexual disfarçada com outro nome.
Há uma realização fabulosa, actores e actrizes fora de série, uma fotografia gigante, uma banda sonora fantástica, e todos os episódios, sem excepção, são de fazer cair o queixo. Para além disso, é daqueles cenários que pode facilmente acontecer. É assustador pensar nisso, mas seja daqui a 50 ou 500 anos, estou convicta de que a infertilidade vai impedir o ser humano de destruir completamente o planeta...
É pesada, íntima, forte, visionária, genial, e é, para mim, uma das melhores séries do ano, senão a melhor. A primeira temporada tem 10 episódios - devorei-os de seguida - e foi renovada. Oh joy!
Com a tomada de posse de um governo totalitário com bases religiosas, estas mulheres são raptadas, separadas da sua família, passam a ser propriedade do Estado e levam com uma lavagem cerebral com o objectivo de quererem parir filhos para os outros, de forma a contribuírem para o bem maior. São colocadas nas casas de casais abastados com o único objectivo de fornicar com os maridos, sob o olhar e aprovação das suas inférteis esposas, para lhes dar filhos e continuar a popular o planeta.
Portanto, a mulher torna-se num objecto, numa parideira que não tem escolha sobre o seu ventre e que tem de entregar o seu fruto a outra família, sem olhar para trás. Mas, claro, a consciência está lá, a dor, o sofrimento, a escravidão sexual disfarçada com outro nome.
Há uma realização fabulosa, actores e actrizes fora de série, uma fotografia gigante, uma banda sonora fantástica, e todos os episódios, sem excepção, são de fazer cair o queixo. Para além disso, é daqueles cenários que pode facilmente acontecer. É assustador pensar nisso, mas seja daqui a 50 ou 500 anos, estou convicta de que a infertilidade vai impedir o ser humano de destruir completamente o planeta...
É pesada, íntima, forte, visionária, genial, e é, para mim, uma das melhores séries do ano, senão a melhor. A primeira temporada tem 10 episódios - devorei-os de seguida - e foi renovada. Oh joy!
No livro "Amores e Saudades de Um Português Arreliado", de Miguel Esteves Cardoso, aprendi não só qual é a palavra mais sucinta do mundo, mas também que existe um recorde do Guinness para este feito.
E sem mais demoras, a palavra mais sucinta do mundo é...
Mamihlapinatapai
Vem do yagán, uma das línguas indígenas da Terra do Fogo, e ganhou o prémio porque é de difícil tradução e só é possível fazê-lo recorrendo a muitas palavras, em qualquer outra língua. O seu significado abreviado: aquele olhar partilhado entre duas pessoas que têm um desejo comum mas nenhuma delas dá o primeiro passo. Portanto, quando estiverem nessa situação já podem quebrar o gelo e mencionar que estão num estado de Mamihlapinatapai, decerto vai quebrar todas as barreiras e fazer de vós sabedores mui sexy...
E sem mais demoras, a palavra mais sucinta do mundo é...
Mamihlapinatapai
Vem do yagán, uma das línguas indígenas da Terra do Fogo, e ganhou o prémio porque é de difícil tradução e só é possível fazê-lo recorrendo a muitas palavras, em qualquer outra língua. O seu significado abreviado: aquele olhar partilhado entre duas pessoas que têm um desejo comum mas nenhuma delas dá o primeiro passo. Portanto, quando estiverem nessa situação já podem quebrar o gelo e mencionar que estão num estado de Mamihlapinatapai, decerto vai quebrar todas as barreiras e fazer de vós sabedores mui sexy...
Ter um emprego. Mal pago para a pressão e as horas que trabalhas. Com colegas de merda que, se escolhesses, nunca os terias na tua vida. Conversas de merda, bocas de merda, horário de merda. Andaste a estudar para isto? Parece que sim. Sairás alguma vez deste ciclo? Pode ser que sim, mas muito provavelmente, não. Tal como os teus pais ainda têm um emprego de merda, tu também continuarás nessa sopa.
Porque tens contas para pagar, animais ou filhos à tua responsabilidade, uma hipoteca de uma casa mal situada difícil de vender. Não podes simplesmente deixar tudo para trás e percorrer o mundo como vês de vez em quando nas notícias que alguém faz. Invejas secretamente o filho da puta e acedes ao site do teu banco para ver se alguém se enganou e transferiu alguns milhares para a tua conta. Mas não. Continuas com o saldo para pagar as contas assim rés-vés-campo-de-ourique. Vá lá, este mês não está a negativo. Nem tudo é mau.
Queres ocupar o pouco tempo livre com algo importante. Mas os teus amigos têm a vida deles e deixaste de estar incluído. Já não aguentas o ginásio e as corridas como antigamente - aquela dor no joelho que não passa e a coluna deformada das horas que passas sentado ao computador. Ler é cada vez mais difícil com a miopia a aumentar. Ir para a praia implica dinheiro, e este mês já está tudo contado. Nem podes dar uma bufa fora do sítio. E o dentista vai ter de ficar para o mês que vem. Ou para o outro. Resta-te o sofá, a televisão, e a tua própria desanimada companhia.
Olhas-te ao espelho. Já não és o mesmo. A pele manchada, os cabelos brancos que teimam em espreitar, as rugas inevitáveis. Lembras-te como as ganhaste? Valeu a pena? Contam histórias bonitas, como dizem nos anúncios? Não. Cambada de tretas. Nem deste pelo tempo passar. Os cabelos brancos foram todos ganhos a aturar as merdas do teu chefe e os gritos da tua ex-mulher. As rugas, a franzir os olhos para olhar para o computador, tentando compensar a crescente falta de vista.
Queres agarrar-te às coisas boas, mas agora tudo é responsabilidade e maturidade. A melhor coisa que tens ainda é a merda da rotina que, pelo menos, te faz levantar o cu da cama todas as manhãs. E quando isso é a melhor coisa que tens, bem podes ver a vida de merda que é a tua.
De vez em quando sentes o sol na pele, ouves os pássaros e sentes a brisa na fronha. Mergulhas na música, e na pintura, e num texto que te atingiu como um tiro bom. Vês um filme que te toca, lês um livro que mexe contigo. Mas são apenas momentos. Fazes por esticá-los e prolongar essa sensação, mas é rapidamente esmagada sob o peso da vida adulta. Tentas partilhar o que sentes com alguém, mas espetam-te com uma frase feita cheia de moralismo que não te diz um cu.
Ainda por cima, não és suficiente bom para nada. Não correspondes às expectativas de ninguém. Estás sempre a fazer tudo errado. Para o teu chefe, para a tua ex-mulher, para os teus pais, para os teus filhos, para a sociedade. Fazes tudo mal. Todas as tuas escolhas estão todas erradas. Deves ter defeito. Todos te saltam em cima. Se calhar és apenas um erro de cálculo. Um espermatozóide que só deve ter chegado à meta porque os outros desistiram.
Merda para a vida adulta. O nosso tempo por cá é tão curto e não passa de uma prisão, de um presente envenenado. Onde preencho os papéis para voltar atrás? Ou então para o "que se foda". Também pode ser.
Porque tens contas para pagar, animais ou filhos à tua responsabilidade, uma hipoteca de uma casa mal situada difícil de vender. Não podes simplesmente deixar tudo para trás e percorrer o mundo como vês de vez em quando nas notícias que alguém faz. Invejas secretamente o filho da puta e acedes ao site do teu banco para ver se alguém se enganou e transferiu alguns milhares para a tua conta. Mas não. Continuas com o saldo para pagar as contas assim rés-vés-campo-de-ourique. Vá lá, este mês não está a negativo. Nem tudo é mau.
Queres ocupar o pouco tempo livre com algo importante. Mas os teus amigos têm a vida deles e deixaste de estar incluído. Já não aguentas o ginásio e as corridas como antigamente - aquela dor no joelho que não passa e a coluna deformada das horas que passas sentado ao computador. Ler é cada vez mais difícil com a miopia a aumentar. Ir para a praia implica dinheiro, e este mês já está tudo contado. Nem podes dar uma bufa fora do sítio. E o dentista vai ter de ficar para o mês que vem. Ou para o outro. Resta-te o sofá, a televisão, e a tua própria desanimada companhia.
Olhas-te ao espelho. Já não és o mesmo. A pele manchada, os cabelos brancos que teimam em espreitar, as rugas inevitáveis. Lembras-te como as ganhaste? Valeu a pena? Contam histórias bonitas, como dizem nos anúncios? Não. Cambada de tretas. Nem deste pelo tempo passar. Os cabelos brancos foram todos ganhos a aturar as merdas do teu chefe e os gritos da tua ex-mulher. As rugas, a franzir os olhos para olhar para o computador, tentando compensar a crescente falta de vista.
Queres agarrar-te às coisas boas, mas agora tudo é responsabilidade e maturidade. A melhor coisa que tens ainda é a merda da rotina que, pelo menos, te faz levantar o cu da cama todas as manhãs. E quando isso é a melhor coisa que tens, bem podes ver a vida de merda que é a tua.
De vez em quando sentes o sol na pele, ouves os pássaros e sentes a brisa na fronha. Mergulhas na música, e na pintura, e num texto que te atingiu como um tiro bom. Vês um filme que te toca, lês um livro que mexe contigo. Mas são apenas momentos. Fazes por esticá-los e prolongar essa sensação, mas é rapidamente esmagada sob o peso da vida adulta. Tentas partilhar o que sentes com alguém, mas espetam-te com uma frase feita cheia de moralismo que não te diz um cu.
Ainda por cima, não és suficiente bom para nada. Não correspondes às expectativas de ninguém. Estás sempre a fazer tudo errado. Para o teu chefe, para a tua ex-mulher, para os teus pais, para os teus filhos, para a sociedade. Fazes tudo mal. Todas as tuas escolhas estão todas erradas. Deves ter defeito. Todos te saltam em cima. Se calhar és apenas um erro de cálculo. Um espermatozóide que só deve ter chegado à meta porque os outros desistiram.
Merda para a vida adulta. O nosso tempo por cá é tão curto e não passa de uma prisão, de um presente envenenado. Onde preencho os papéis para voltar atrás? Ou então para o "que se foda". Também pode ser.
Margem sul, fim de tarde. Eu e o meu namorado estávamos à janela, e ele diz: "vai ali um gajo com o cu de fora". Pensei que fosse uma partida e que quando virasse a cara ele ia dar-me um carolo. Mas não. Do outro lado da rua passava um homem com peso a mais e com os calções de banho puxados para baixo, com o rabo ao léu. Ia claramente com uma bezana do caraças, com a cabeça baixa e apontada para a frente, dando marradas ao ar como se fosse um touro enraivecido que tivesse acabado de fumar uma depois de beber Red Bull.
Dava corridinhas e depois abrandava, cambaleava, num vai-não-vai que indicava que ia cair de boca a qualquer momento, sempre com o cu gorduroso de fora.
Até que se enfiou no meio de uns prédios e desapareceu. Não sei se para nadar no próprio vómito, ou se afinal foi apenas uma crise de diarreia, e todos sabemos como estas enlouquecem um gajo.
Margem sul <3
Dava corridinhas e depois abrandava, cambaleava, num vai-não-vai que indicava que ia cair de boca a qualquer momento, sempre com o cu gorduroso de fora.
Até que se enfiou no meio de uns prédios e desapareceu. Não sei se para nadar no próprio vómito, ou se afinal foi apenas uma crise de diarreia, e todos sabemos como estas enlouquecem um gajo.
Margem sul <3
"- Ele disse que na prisão em Istambul só dão um pedaço de pão e uma tigela de arroz por dia - disse Leyla, e antes de Melik poder protestar mais acrescentou uma das panaceias favoritas do marido: - Honramos o hóspede e ajudamos quem tem problemas. Nenhuma obra de caridade fica sem recompensa no Paraíso."
in Um Homem Muito Procurado, de John Le Carré (2008)
pa·na·cei·a
substantivo feminino
1. Pretenso remédio universal para todos os males físicos e morais.
2. [Figurado] Tudo aquilo que se considerava válido para resolver qualquer problema.
3. [Botânica] Planta da família das solanáceas.
Ora, panaceia, palavra antes desconhecida que no sentido da frase até se entende. É assim tipo chá de camomila, uma suposta cura para todos os males. Neste caso, uma frase feita do marido da senhora que era quase um hino que justificava tudo. Também costumo usar umas panaceias, que se podem resumir num grande "foda-se, agora já tá" ou, também, o meu preferido "não mata, engorda."
in Um Homem Muito Procurado, de John Le Carré (2008)
pa·na·cei·a
substantivo feminino
1. Pretenso remédio universal para todos os males físicos e morais.
2. [Figurado] Tudo aquilo que se considerava válido para resolver qualquer problema.
3. [Botânica] Planta da família das solanáceas.
Ora, panaceia, palavra antes desconhecida que no sentido da frase até se entende. É assim tipo chá de camomila, uma suposta cura para todos os males. Neste caso, uma frase feita do marido da senhora que era quase um hino que justificava tudo. Também costumo usar umas panaceias, que se podem resumir num grande "foda-se, agora já tá" ou, também, o meu preferido "não mata, engorda."








