Palavras do Abismo

Nos idos anos 50 foi lançada a primeira Playboy. Começou aí uma revolução sobre como as pessoas olhavam para o sexo - Hugh Hefner abanou os alicerces de uma indústria tabu e destruiu gradualmente as convenções pré-feitas sobre o tema.

Criou um império com as suas coelhinhas e uma imagem que todos nós reconhecemos - ele, de robe, fumando cachimbo, vivendo num luxo rodeado das mais belas mulheres. Até ao fim da sua vida.


Ele abriu as portas para falarmos de sexo abertamente tal como hoje o fazemos. Mostrou que a nudez é bela, sensual - fez dela um negócio, sempre com classe.

Quantos adolescentes foram apanhados por esconderem Playboy's debaixo da cama e as partilharem com amigos em becos e atrás da escola é um número desconhecido, mas concerteza foi responsável por muitos açoites e castigos.

Viveu uma longa e boa vida - um exemplo e um motivo de inveja para milhões de homens, e também mulheres. Eu admiro-o, e agradeço-lhe eternamente ter sido um visionário e um revolucionário na indústria sexual.

Descansa em paz. Tenho a certeza que o céu é agora o teu sofá de luxo e que já meteste as anjas a usar orelhas de coelho.


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Ainda este ano...

Moonspell em Outubro.
Mão Morta em Novembro.
Bizarra Locomotiva em Dezembro (Lisboa).

Para o ano...

Bizarra Locomotiva em Janeiro (Porto).
Metallica em Fevereiro.
Machine Head em Março.
Arcade Fire em Abril.
Moita Metal Fest em Abril.
Roger Waters em Maio.

E isto é o que eu gostava de ir. Para quem gosta, há Cradle of Filth em Agosto, em Vagos. Vai haver Rock in Rio, e ainda não há nomes. Para além de todos os outros festivais. Resumindo, estou fodida. Alguém me quer patrocinar?


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Li recentemente um livro de ficção cujo protagonista era o führer, e na história ele era vegetariano. Indaguei-me se isto podia ter algum fundamento real e fiz alguma pesquisa.

Ao que parece, Hitler sempre evitou a carne, mas deixou de a consumir gradualmente até 1942, altura em que seguiu uma dieta maioritariamente vegetariana. Existem vários relatos sobre o assunto, incluindo o da sua secretária, que alega que nessa altura ele começou a pedir refeições sem carne. A sua nutricionista a partir de 1943 revelou que não concordava com essa opção, e colocava carne nas sopas, às escondidas.

Outros relatos, como o de Albert Speer, dizem que Hitler fazia descrições horríveis do sofrimento dos animais para persuadir os seus pares de também consumirem carne. Também há o relato de uma jovem senhora com a qual teve um encontro, que foi fortemente criticada por ter pedido salsichas para o jantar...

Uma coisa é certa - Hitler era apaixonado pelos animais. A sua cadela Blondi era por si muito adorada, e sempre mostrou compaixão com os animais no geral. Ele até tinha a ideia (correcta) de que a população iria crescer desmesuradamente, criando problemas na gestão dos recursos naturais e achava que tinha de ajudar a repor esse equilíbrio, eliminando as "raças" humanas mais fracas.

Portanto, Hitler evitava mesmo a carne. Talvez não o possamos chamar de vegetariano, mas certamente havia a intenção e o apregoar das suas vantagens. Este homem, responsável pela morte de milhões, não fazia mal a uma mosca, literalmente. Assar judeus, claro que sim, mas a natureza é sagrada!

Será que por odiar tanto os humanos, respeitar os animais e não comer carne, tenho um pouco de Hitler em mim? O que separa um louco de uma pessoa "normal" é passar do ódio às acções...







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Ginásio, balneário. Lá estou eu descascada a passar o cremezinho no corpo e com a toalha enrolada no cabelo, depois do duche. Tinha tirado a roupa interior lavada da mochila. Na hora de a vestir, deixo cair o boião do creme e baixo-me para o apanhar. Quando levanto a cabeça, vou vestir as cuecas mas não as vejo em lado nenhum. Olho à volta, verifico a mochila, vejo debaixo do banco, no chão. Nada.

Comecei a pensar que estava maluca, porque tinha acabado de ver as minhas cuecas pretas com caveiras. Dei uma volta pelo balneário - talvez tivesse a mochila aberta e tivessem caído no chão. Mas eu tinha a certeza que as tinha acabado de ver. Tirei tudo da mochila novamente. Nada. Já estava a pensar que tinha de ir para o trabalho à fresca lá em baixo.

Até que passou a empregada de limpeza e perguntei se não tinha visto umas cuecas caídas por ali. E ela aponta para a minha cabeça. Fui ao ver-me ao espelho, e lá estavam elas. Quando me baixei para apanhar o creme, devo ter raspado com a toalha do cabelo nas cuecas que estavam à beirinha no cacifo e ficaram lá presas. Andei eu ali de um lado para o outro tal como vim ao mundo com as cuecas na mona. E ninguém se dignou a chamar-me à atenção. Isto realmente, as gajas são pobres na entre-ajuda. Se alguma vez as vir de cuecas na cabeça não irei divulgar a sua localização! In your face!


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A Pizza Hut vai lançar para o mercado inglês pizzas com queijo vegan. Entre 11 e 26 de outubro, os ingleses sortudos poderão experimentar e opinar sobre a novidade.

Espero que seja saborosa e tenha muito sucesso, para se experimentar / lançar em novos mercados, incluindo por cá. E, se a Pizza Hut se atrevesse, imediatamente iria ser seguida pelas outras cadeias. Assim, o meu vício por pizzas poderia tornar-se completamente vegan e sem culpa! Weeeeee!

Na Inglaterra já são várias as cadeias que oferecem "mozarella vegan" mas não são tão gigantes e internacionais como a Pizza Hut. Que se torne um exemplo, por um mundo mais saudável e com menos crueldade.

Via Independent.


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No fim do mês passado os Queen of The Stone Age lançaram novo álbum, "Villains". Sempre gostei de QOTSA, mas nunca fui aquela fã maluca. Gosto de ouvir de vez em quando. E gostei de ver que neste novo álbum a identidade da banda é mantida a 100%, coisa que muitas bandas rock não têm feito ao longo dos anos (como os Muse, que para minha desgraça estão uma coisa electrónica estranha e inqualificável. Estão no seu direito, mas para mim estão em coma).

Por isso, é com muito prazer que já ouvi este álbum umas quantas vezes. Tem aqueles ritmos fora do comum que os caracterizam, melodias divertidas, letras brutais, e entra tudo no ouvido com muita facilidade, como é seu apanágio.

Acho que este álbum tem mais alguma sobriedade que os anteriores, e não digo isto no sentido depreciativo. Tem pés e cabeça, uma forte coerência, com menos maluquice e arrojo. Quando salta fora dos trilhos, é com justificação e com outros trunfos.

Talvez a minha preferida seja a The Way You Used To Do. Ou a Fortress. Fica uma delas. Ah, e adoro o artwork da capa. Ah, e o Josh Homme é um génio. Não tenho mais nada a dizer.

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Ora já devem ter percebido, se estão atentos às notícias, que a Justiça brasileira consentiu que os psicólogos possam tratar a homosexualidade como uma doença... estando autorizados a realizar terapias de reversão sexual, sem censura ou licença prévia.

Em 1999 a Organização Mundial de Saúde, ou seja, há quase 20 anos, deixou de considerar a homosexualidade como doença. Isto é, portanto, um grande passo atrás.

Estas pessoas da "justiça" são realmente muito estranhas. Porque o que é doença é ter um cérebro tão pequeno que não cabe nada de novo desde o século passado. Doença é estar preso a convenções parvas. Doença é ser tacanho de espírito e fechar a porta à abertura e à igualdade. Doença é não aceitar que os outros podem ser diferentes de nós. Doença é achar que ser gay é uma escolha ou uma patologia. Doença é achar que o amor só pode acontecer entre um homem e uma mulher. Muitas coisas são doença, mas amar alguém do mesmo sexo não é uma delas.

O que vale é que o povo brasileiro tem um sentido de humor invejável e as palavras, tweets, piadas, fotografias, montagens, não faltaram. Ficam alguns exemplos. Porque #HomofobiaÉDoença







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Na Alemanha, os bombeiros foram chamados a um ginásio porque um gajo estava com a piça presa num peso de disco de 2,5kg... Tiveram de sedar o homem e recorrer a métodos hidráulicos para o partir, numa operação que durou 3 horas.

Primeiro indaguei-me porque é que alguém faria algo assim, mas depois lembrei-me de um amigo do meu pai dizer que quando era novo levantava panelas de pressão com a verga para lhe testar a força e virilidade... As autoridades não revelam as circunstâncias em que ele enfiou lá a dita cuja, mas a minha imaginação diz-me que se apanhou sozinho numa sala de exercícios e quis fazer o mesmo teste, acabando por ficar preso e ter de engolir todo o orgulho. E nunca mais aparecer no ginásio.

Por isso, jovens espadaúdos e viris deste mundo, se quiserem testar a força do vosso pau recorram a métodos mais antigos e seguros, como o levantamento da panela de pressão. Podem começar com pequenos púcaros, dependendo da vossa forma e pujança.

PS: Este é o estado do peso real depois de partido.
Via Independent.



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"- Vai arranjar toda a espécie de problemas se não fizer nada para remediar o mal.
- Achas?
- Vai ficar com enxaquecas, lumbago e não conseguirá cagar à vontade."

in Kafka à Beira-Mar, de Haruki Murakami (2002)

Uma maleita que não deixe as pessoas cagar à vontade é algo que me preocupa. Imediatamente fui tratar de aprendar o que é lumbago, pois gosto de ter o meu intestino em dia:


lum·ba·go
substantivo masculino
Dor na região lombar. = LOMBALGIA, OSFALGIA, OSFIALGIA

Confirmo. Sofro de lumbago frequentemente (embora só agora tenha descoberto) e quando a coisa tá preta o momento da cagada é mais difícil do que o habitual... Obrigada por pores as minhas dores em palavras bonitas, Murakami.


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Nós somos o que comemos - é algo que já ouvimos dizer muitas vezes mas parece que não o levamos muito a sério. Não temos noção de que as opções que tomamos influenciam incrivelmente a nossa saúde e a dos outros. E muitas vezes a culpa não é nossa. Não é do interesse das grandes empresas e do governo que estejamos conscientes dos perigos reais pelos quais passamos diariamente, porque está muito, mesmo muito dinheiro em jogo.

Este documentário vai à procura de respostas, sem medos. Vai até ao fundo das questões - ou pelo menos até onde é permitido, porque demasiadas coisas estão envoltas nos maiores segredos e protegidas pelo direito à confidencialidade. E onde há fumo, há fogo.

O documentário explora vários temas relacionados com a saúde - o crescimento da diabetes, das doenças cardiovasculares, do cancro, e de várias outras doenças crónicas. O realizador depara-se com realidades que parecem saídas de um outro planeta. Por exemplo, que depois de estar confirmado que o consumo de carne está directamente relacionado com a diabetes, a American Diabetes Association ter no seu site receitas "saudáveis" com carne. Ou, sabendo que o consumo de lacticínios aumenta em 49% o risco de morte após o diagnóstico de cancro da mama, nada é mencionado pela principal instituição de apoio à causa. E vai-se a ver, a tal associação do diabetes é patrocinada por empresas de carne embalada, e esta última é patrocinada pela Yoplait e KFC. E já agora, a American Heart Association é patrocinada pela Subway, Nestlé, Domino's Pizza, e mais de 10 empresas produtoras de carne e lacticínios. Portanto, é óbvio que estas instituições nunca nos irão dizer a verdade. Porque isso seria perder milhões de dólares.

O consumidor quer-se mal informado e cheio de doenças. Porque no fim das contas, quem acaba por bancar isto tudo é a indústria farmacêutica. Estamos basicamente a pagar o nosso fim. Estão a dizer-nos que para viver precisamos de bancar medicamentos e tratamentos até à morte. E nós mamamos isso com a mesma facilidade com que acreditamos que precisamos de leite para ter ossos fortes.

Não podemos deixar que nos atirem areia para os olhos. Temos o direito e o dever de estar informados. Se podemos viver mais e melhor, não podemos deixar que o capitalismo decida por nós a hora da nossa morte. Vejam o documentário, mal não vos vai fazer. Ao contrário da vossa próxima refeição.

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