Palavras do Abismo

“Preferia que esta fotografia não existisse. Mas já que existe, quero que chegue ao maior número possível de pessoas. O que começou como uma oportunidade para fotografar um cavalo-marinho adorável, transformou-se numa maré de tristeza e frustração à medida que a corrente trazia inúmeros fragmentos de lixo e resíduos. Esta fotografia é uma alegoria do atual estado dos oceanos.”

Fragmento das declarações do fotógrafo Justin Hofman, da SeaLegacy, à National Geographic. Não tenho mais palavras. É demasiado triste.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Tinha receio de que a mais recente temporada de Narcos não estivesse ao mesmo nível das anteriores. Como é que podia ser a mesma coisa sem o mítico e poderoso Pablo Escobar?

Mas já vi a terceira temporada - terminei-a ontem - , e continua com um nível de qualidade elevadíssimo que faz com que esteja no meu top 5 de melhores séries de sempre. Não há Escobar (e sim, senti-lhe a falta, era inevitável!), mas há o cartel de Cali com os seus líderes icónicos, que agora negoceiam uma rendição com o governo colombiano. É isso que os poderosos fazem - infringem a lei, geram milhões, pagam às autoridades para fechar os olhos e ainda negoceiam uma forma de saírem ilesos de tudo, entregando o negócio e saindo em liberdade. É claro que as coisas não são assim tão simples, e são essas complicações que nos apanham e prendem a esta temporada.

E depois há o nosso Pepe Rapazote. Quando soube que ia entrar no Narcos, imaginei que fosse num papel de menos relevância (um segurança ou assim), mas ele é um dos líderes do cartel. Adoro a personagem dele, com uma veia cómica e no entanto macho-man, como um patrão da droga não pode deixar de ser. Está mesmo bem e espero que isto lhe abra as portas para outros trabalhos internacionais. Ele merece!

E depois o Pacho... o Pacho... Outro dos líderes do cartel, gay assumido, que nos faz ao mesmo tempo temê-lo e adorá-lo. É frio, implacável, cortante, e no entanto é capaz de ter a dança mais sensual que já vi na televisão. E com outro homem. E o prémio das melhores camisas vai para ele.

Se ainda não começaram a ver o Narcos é favor de começar já a fazê-lo. Se esta cena inicial do Pepe a despachar pessoal não vos der a vontade, algo de errado se passa convosco.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Estamos em outubro e, perdoem-me o francês, está um calor do caralho. Cada vez faz mais calor e durante mais tempo, enquanto chove cada vez menos. É inevitável - vai haver uma grande seca.

Há bocado vi uma notícia de uma barragem em Viseu que só tem água para mais um mês. Também já tinha visto notícias a alertarem para o perigo da seca em todo o país, em especial no Alentejo, onde desde o verão é proibido, por exemplo, lavar o carro na rua, encher piscinas ou regar jardins. Incluindo na minha terra. É claro que ninguém cumpre, porque se estão a cagar. Enquanto houver, é para gastar.

Há muitas pessoas e animais que vão sofrer. As mortes vão acontecer. E não é lá longe, é no nosso país. Enquanto lá longe existe um senhor que diz que o aquecimento global não é real, vamos ver, bem perto, o gado a morrer, várias espécies animais a definhar, famílias sem acesso à água, ainda mais incêndios, património destruído, aumento das áreas áridas e não cultiváveis... Desengane-se quem achar que não vai ser afectado - mais dia menos dia todos o vamos ser.

E as pessoas continuam sem querer ver o óbvio. Onde é que se gasta mais água? Na pecuária. Para terem um bife de vaca de 450g à vossa mesa, foi gasta água equivalente a 6 meses de duches. 6 MESES! Esse bifinho, esse prazer tão momentâneo e efémero, custa quase 10.000 litros de água ao planeta. Não é ficção, não é inventado. É a pura realidade (pese embora as ridículas tentativas dos produtores de desmentir isto. Basta ter uma calculadora e fazer as contas à água consumida pelos animais durante a sua vida).

Assim, perante a evidência da seca, que seguramente vem aí, espero que as pessoas tomem decisões mais conscientes. Já nem digo para deixarem a carne - não estou aqui agarrada a utopias - mas porra, não conseguem reduzir o consumo para metade? Comer 2 ou 3 vezes por semana em vez de 5 ou 6? Já viram o que isso representaria em termos práticos? Seremos assim tão egoístas que o nosso prazer mórbido é a coisa mais importante do mundo? Não é um esforço assim tão grande e o impacto seria brutal. Está na hora de tomar as decisões acertadas, tanto por nós próprios como pelo resto do mundo. Senão, vamos pagar os juros mais cedo do que esperam.





Share
Tweet
Pin
Share
2 comentários
O PAN é um partido pequeno mas com os maiores e mais sinceros valores. É por eles que faço questão de ir votar. Os resultados alcançados nestas autárquicas são simplesmente históricos. Das 32 candidaturas, foram eleitos representantes em 78% dos municípios. Os que não chegaram lá foi mesmo por pouco.

Fico tocada por isto. Acredito mesmo que não há evolução se não respeitarmos o nosso planeta e os seres que o habitam, sejam animais ou humanos. É o partido do respeito, da empatia e da igualdade. E é muito mais do que aquilo que possa à primeira vista parecer aos mais cépticos - convido-os a dar uma espreitadela a um qualquer programa (fica o de Lisboa). As ideias são muito boas e abrangem diversas áreas importantes, da saúde, ao ambiente, energia, passando claro pelo bem-estar animal.

Fiquei especialmente feliz por ver que em municípios que ainda promovem tourada, a população ter dado o passo à frente e ter votado para eleger um representante com uma posição claramente contra tal barbaridade - mostra a vontade de mudar as ditas "tradições" que consomem dinheiros públicos que os autarcas dizem agradar a toda a população!

Sinto um bocadinho de alento. Sinto que as pessoas estão a começar a importar-se com mais do que com elas próprias. Sinto que querem dar voz a quem não tem - o verdadeiro sentido do PAN. Portanto, por hoje, faith in humanity restored.




Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Nos idos anos 50 foi lançada a primeira Playboy. Começou aí uma revolução sobre como as pessoas olhavam para o sexo - Hugh Hefner abanou os alicerces de uma indústria tabu e destruiu gradualmente as convenções pré-feitas sobre o tema.

Criou um império com as suas coelhinhas e uma imagem que todos nós reconhecemos - ele, de robe, fumando cachimbo, vivendo num luxo rodeado das mais belas mulheres. Até ao fim da sua vida.


Ele abriu as portas para falarmos de sexo abertamente tal como hoje o fazemos. Mostrou que a nudez é bela, sensual - fez dela um negócio, sempre com classe.

Quantos adolescentes foram apanhados por esconderem Playboy's debaixo da cama e as partilharem com amigos em becos e atrás da escola é um número desconhecido, mas concerteza foi responsável por muitos açoites e castigos.

Viveu uma longa e boa vida - um exemplo e um motivo de inveja para milhões de homens, e também mulheres. Eu admiro-o, e agradeço-lhe eternamente ter sido um visionário e um revolucionário na indústria sexual.

Descansa em paz. Tenho a certeza que o céu é agora o teu sofá de luxo e que já meteste as anjas a usar orelhas de coelho.


Share
Tweet
Pin
Share
4 comentários
Ainda este ano...

Moonspell em Outubro.
Mão Morta em Novembro.
Bizarra Locomotiva em Dezembro (Lisboa).

Para o ano...

Bizarra Locomotiva em Janeiro (Porto).
Metallica em Fevereiro.
Machine Head em Março.
Arcade Fire em Abril.
Moita Metal Fest em Abril.
Roger Waters em Maio.

E isto é o que eu gostava de ir. Para quem gosta, há Cradle of Filth em Agosto, em Vagos. Vai haver Rock in Rio, e ainda não há nomes. Para além de todos os outros festivais. Resumindo, estou fodida. Alguém me quer patrocinar?


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Li recentemente um livro de ficção cujo protagonista era o führer, e na história ele era vegetariano. Indaguei-me se isto podia ter algum fundamento real e fiz alguma pesquisa.

Ao que parece, Hitler sempre evitou a carne, mas deixou de a consumir gradualmente até 1942, altura em que seguiu uma dieta maioritariamente vegetariana. Existem vários relatos sobre o assunto, incluindo o da sua secretária, que alega que nessa altura ele começou a pedir refeições sem carne. A sua nutricionista a partir de 1943 revelou que não concordava com essa opção, e colocava carne nas sopas, às escondidas.

Outros relatos, como o de Albert Speer, dizem que Hitler fazia descrições horríveis do sofrimento dos animais para persuadir os seus pares de também consumirem carne. Também há o relato de uma jovem senhora com a qual teve um encontro, que foi fortemente criticada por ter pedido salsichas para o jantar...

Uma coisa é certa - Hitler era apaixonado pelos animais. A sua cadela Blondi era por si muito adorada, e sempre mostrou compaixão com os animais no geral. Ele até tinha a ideia (correcta) de que a população iria crescer desmesuradamente, criando problemas na gestão dos recursos naturais e achava que tinha de ajudar a repor esse equilíbrio, eliminando as "raças" humanas mais fracas.

Portanto, Hitler evitava mesmo a carne. Talvez não o possamos chamar de vegetariano, mas certamente havia a intenção e o apregoar das suas vantagens. Este homem, responsável pela morte de milhões, não fazia mal a uma mosca, literalmente. Assar judeus, claro que sim, mas a natureza é sagrada!

Será que por odiar tanto os humanos, respeitar os animais e não comer carne, tenho um pouco de Hitler em mim? O que separa um louco de uma pessoa "normal" é passar do ódio às acções...







Share
Tweet
Pin
Share
1 comentários
Ginásio, balneário. Lá estou eu descascada a passar o cremezinho no corpo e com a toalha enrolada no cabelo, depois do duche. Tinha tirado a roupa interior lavada da mochila. Na hora de a vestir, deixo cair o boião do creme e baixo-me para o apanhar. Quando levanto a cabeça, vou vestir as cuecas mas não as vejo em lado nenhum. Olho à volta, verifico a mochila, vejo debaixo do banco, no chão. Nada.

Comecei a pensar que estava maluca, porque tinha acabado de ver as minhas cuecas pretas com caveiras. Dei uma volta pelo balneário - talvez tivesse a mochila aberta e tivessem caído no chão. Mas eu tinha a certeza que as tinha acabado de ver. Tirei tudo da mochila novamente. Nada. Já estava a pensar que tinha de ir para o trabalho à fresca lá em baixo.

Até que passou a empregada de limpeza e perguntei se não tinha visto umas cuecas caídas por ali. E ela aponta para a minha cabeça. Fui ao ver-me ao espelho, e lá estavam elas. Quando me baixei para apanhar o creme, devo ter raspado com a toalha do cabelo nas cuecas que estavam à beirinha no cacifo e ficaram lá presas. Andei eu ali de um lado para o outro tal como vim ao mundo com as cuecas na mona. E ninguém se dignou a chamar-me à atenção. Isto realmente, as gajas são pobres na entre-ajuda. Se alguma vez as vir de cuecas na cabeça não irei divulgar a sua localização! In your face!


Share
Tweet
Pin
Share
4 comentários
A Pizza Hut vai lançar para o mercado inglês pizzas com queijo vegan. Entre 11 e 26 de outubro, os ingleses sortudos poderão experimentar e opinar sobre a novidade.

Espero que seja saborosa e tenha muito sucesso, para se experimentar / lançar em novos mercados, incluindo por cá. E, se a Pizza Hut se atrevesse, imediatamente iria ser seguida pelas outras cadeias. Assim, o meu vício por pizzas poderia tornar-se completamente vegan e sem culpa! Weeeeee!

Na Inglaterra já são várias as cadeias que oferecem "mozarella vegan" mas não são tão gigantes e internacionais como a Pizza Hut. Que se torne um exemplo, por um mundo mais saudável e com menos crueldade.

Via Independent.


Share
Tweet
Pin
Share
No comentários

No fim do mês passado os Queen of The Stone Age lançaram novo álbum, "Villains". Sempre gostei de QOTSA, mas nunca fui aquela fã maluca. Gosto de ouvir de vez em quando. E gostei de ver que neste novo álbum a identidade da banda é mantida a 100%, coisa que muitas bandas rock não têm feito ao longo dos anos (como os Muse, que para minha desgraça estão uma coisa electrónica estranha e inqualificável. Estão no seu direito, mas para mim estão em coma).

Por isso, é com muito prazer que já ouvi este álbum umas quantas vezes. Tem aqueles ritmos fora do comum que os caracterizam, melodias divertidas, letras brutais, e entra tudo no ouvido com muita facilidade, como é seu apanágio.

Acho que este álbum tem mais alguma sobriedade que os anteriores, e não digo isto no sentido depreciativo. Tem pés e cabeça, uma forte coerência, com menos maluquice e arrojo. Quando salta fora dos trilhos, é com justificação e com outros trunfos.

Talvez a minha preferida seja a The Way You Used To Do. Ou a Fortress. Fica uma delas. Ah, e adoro o artwork da capa. Ah, e o Josh Homme é um génio. Não tenho mais nada a dizer.

Share
Tweet
Pin
Share
No comentários
Newer Posts
Older Posts

Translate

Seguir por email

Seguir

  • twitter
  • Google+
  • pinterest

Recentes

Categorias

pessoas estranhas música gajas coisas boas filmes desabafos animais cinema as coisas que se aprendem portugal morte trabalho vida merda sonhos séries tristeza ambiente redescobertas musicais vozes de gaja

Top da semana

  • Joker (2019)
  • Like a Stone
  • Mid90s (2018)
  • Desperdiça cada dia
  • Always Happens Like That
  • Forever a firestarter

Arquivo

Pesquisar

Blogs fixolas

  • Abencerragem
    «All Your Love»
  • Ponto Aqui! Ponto Acolá!
    Camille Pissarro - "Boulevard Montmartre"
  • Manuscritos da Galaxia
    Vertiiigooooo...
  • Unicornia Cross Stitch
    Terminator - pdf pattern
  • Naturalmente Cusca
    Sobre o Caso Ronaldo
  • thebarraustuffs
    Matt Hollywood & The Bad Feelings
  • Dissertações (pouco) científicas
    E lá se foi o bem bom
  • Por Falar Noutra Coisa

Visitas

No abismo

Created with by ThemeXpose | Distributed by Blogger Templates