Palavras do Abismo

"O único pecado de Hale era ser insuportavelmente obnóxio. Tinha de superar aquilo."

in Fortaleza Digital, de Dan Brown (1998)


O Hale, neste livro, é um grande chatinho impertinente, com muito músculo e com uma mania gigante a condizer. Mas também é obnóxio e isso não sabia o que era.

ob·nó·xi·o |cs|
(latim obnoxius, -a, -um, submisso, dependente, cobarde)
adjectivo
1. Submisso, servil.
2. Funesto, nefasto.

Vá, não crucifiquemos tanto o Hale. Quem de nós não é obnóxio de vez em quando? Eu bem sei que se me aparecesse uma piton no caminho virava um bocadinho obnóxia. Mas também sei que nunca serei obnóxia noutros sentidos...


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O Intermarché de Beauvais, França, está a fazer uma promoção nos frascos de Nutella - €1,40 em vez de €4,50. Ora a mim e provavelmente a você que está a ler isto, isto não seria um motivo para provocar o caos completo e uma luta pela sobrevivência em pleno supermercado. Mas aconteceu.

O stock de hoje evaporou-se em menos de uma hora. Foi publicado este vídeo em baixo que mostra a anarquia - pessoas aos berros, outras a tentar roubar o frasco alheio, num local já completamente desarrumado e destruído. A polícia foi chamada a intervir.

É tão estúpido, tão mesquinho. Somos umas meras peças de xadrez nesta sociedade de consumo onde devia ser o consumidor a mandar, mas em vez disso são os interesses económicos a fazer-nos de parvos, e caímos que nem patinhos. Nunca na minha vida pensei ver uma situação destas por causa de Nutella em promoção. Insultamos, somos violentos, tornamo-nos bestas, por um bocado de chocolate mais barato.

A Nutella é nociva, um completo poço de açúcar refinado, e talvez advenha daí esta agressividade toda. Há produtos no mercado tão ou mais saborosos, e até mais baratos, que este veneno. Há produtos que não usam esta quantidade de açúcar, e que utilizam alternativas como açúcar de cana, de côco, entre outros. A Nutella também utiliza óleo de palma, grande responsável pela desflorestação e pela extinção de vários animais. Por isso, se você é guloso, como eu, saiba que pode continuar a ser, respeitando o próximo e o planeta. Algumas sugestões:

. Fazer em casa (a melhor opção) - é fácil, saudável, barato, e só precisa de 4 ingredientes. Ver aqui.
. Costumo comprar este online. É óptimo, com açúcar de cana e óleo de girassol.
. Esta opção existe no Continente e já apanhei imensas vezes em promoção.

Vá lá, não temos de ser umas bestas para poupar uns trocos, ainda por cima por coisas que não valem a pena. Eu sei que a guerra por comida e água vai acontecer, mas por Nutella? Get a life...


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Em 2003, o filme "The Room", realizado por Tommy Wiseau, foi lançado. Devido às más interpretações, às falhas na narrativa e técnicas, depressa se tornou numa anedota. Felizmente ou infelizmente para Tommy, o filme é tão mau que se tornou de culto.

"The Disaster Artist" conta precisamente a história da elaboração deste filme, com base também no livro com o mesmo nome contado na primeira pessoa por Greg Sestero - o melhor amigo de Tommy, com quem este decidiu dar o passo de fazer o filme e ser actor no mesmo. James Franco realiza e interpreta Tommy Wiseau, e o seu irmão Dave Franco dá corpo a Greg Sestero.

Tommy é um homem excêntrico, no mínimo. Tem muito, muito dinheiro, que ninguém sabe de onde veio. Também ninguém sabe a sua idade nem as suas origens. As suas capacidades de socialização são quase inexistentes. É uma pessoa estranha mas tem um sonho: ser actor. Perante o facto das portas de Hollywood se fecharem constantemente na sua cara, e tendo em conta a sua volumosa conta bancária, decide, em conjunto com o amigo Greg, dar corpo a um filme. Então, ele escreve, realiza, produz e é o actor principal em "The Room".

O projecto vai avançando ninguém sabe muito bem como, pois Tommy é irascível e muito difícil de lidar. Chega atrasado, recusa-se a partilhar com a equipa partes importantes do projecto, não fornece as condições necessárias à produção, não se esforça por memorizar as falas, enfim, tudo parece destinado ao fracasso.

O filme por si só é bastante divertido e até custa a crer que é biográfico por aquela personagem ser tão nonsense e inacreditável. James Franco faz um óptimo trabalho tanto na realização como na pele do personagem. Creio que se não tivessem existido as recentes balelas em relação ao assédio sexual teria sido nomeado para Melhor Ator (ganhou o Globo de Ouro). Assim, foi apenas nomeado para Melhor Argumento Adaptado.

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No regresso a casa, sentei-me perto de um grupo de estudantes. Nisto, oiço:

- Já viste o Dunkirk? - pergunta um rapaz.
Ao que uma rapariga responde:
- Já chega de filmes sobre Nazis e a Guerra Mundial... Como se sentirão os alemães com tanta atenção? Para além disso nós nem nascemos nessa época, é normal que nos fartemos das coisas que não conhecemos..."

Penso no yoga... inspiro, expiro, encho a barriga como se fosse um balão... lembro-me que não tenho o direito de estrangular ninguém que não me esteja a atacar fisicamente, e ponho os fones para não arriscar ir presa no seguimento da conversa da geração que esqueceu a História.


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Ontem, quando ia apanhar o comboio para casa, ouvi aquele apito que avisa que as portas vão fechar, estava eu mesmo a chegar ao topo das escadas rolantes da gare. A maior parte de mim sabia que era impossível chegar à porta mais próxima, que estava a uns 10 metros, antes que ela se fechasse.

Mas tenho o cérebro apanhadinho de tantos comprimidos para a rinite e constipações, e as minhas pernas não obedeceram ao cérebro. Desatei a correr como se a minha vida dependesse de apanhar aquele comboio e como se não houvesse outro dali a 10 minutos, já a visualizar levar com a porta na tromba e passar uma vergonha.

Nisto um senhor grita "VAI, VAI, VAI", e talvez entusiasmada com o apoio, chego àquelas portas que estão quase fechadas e contorço-me por entre elas como uma atleta do salto à vara. Nem lhes toco com a ponta da mochila, foi uma entrada imaculada e gloriosa. Fiquei mesmo contente e agradecida pelo meu peso-pluma e horas no ginásio, só para ter este pequeno momento de glória. Podia jurar que ouvi o senhor a bater palmas, mas pode ter sido apenas a ilusão do deslumbramento da vitória.

Infelizmente a vida prosseguiu como sempre, mas foram uns bons segundos da minha vida.


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O homem decide abrir um restaurante / loja vegan e é imediatamente crucificado. Alguns dos comentários que vi incluem as pérolas em baixo, tudo isto num único post!:

. Ah e tal, isto vindo de uma pessoa que fez anúncios para a McDonald's...
. Que insensível! As plantas também são seres vivos! Se fosse eu a ele, comia pedras!
. A Amazónia está a ficar destruída pelo capitalismo do mundo vegan!
. Esses vegan têm a mania que são superiores.
. Mais uma palhaçada na cidade.

É triste quando um jovem empresário abre um espaço e gera ódio. Ironicamente, devido a um estilo de vida onde o ódio e a morte ficam lá fora. As pessoas não têm realmente nada que fazer. E eu também não, e por isso digo:

. Ainda bem que as pessoas mudam. A capacidade de mudança é uma das coisas que nos tornam humanos. É assim a evolução, o crescimento, a maturidade. Ainda bem que conforme crescemos e aprendemos adoptamos novos hábitos, mais responsáveis, neste caso. Eu comi carne durante 29 anos. Bendita a hora em que deixei de o fazer. Informei-me, mudei. É assim tão difícil perceber? Muitos me ouviram louvar as maravilhas do bitoque, agora ouvem-me igualmente mas em relação ao tofu. O passado é passado, aprendi com ele, ele está cá para me lembrar do que fiz mal. Evoluí. Porquê o ódio?

. As plantas não sofrem. É um argumento de merda utilizado pelas entidades que estão no topo da cadeia alimentar. Lamento desapontar-vos, mas as plantas não têm sistema nervoso e como tal não sentem. E esta, hein?

. A Amazónia está a ser destruída pela pecuária. Todos os dias são desbravados terrenos na Amazónia para se poder plantar soja para alimentar o gado (alimento que vai servir de alimento para os comedores de carne, ironicamente) e para a pastagem. A ideia de que os vegans estão a destruir a Amazónia dá-me vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.

. Os vegan são realmente superiores. Eles importam-se mais com o planeta e com o sofrimento dos animais do que com eles próprios, do que com as suas papilas gustativas. Estão a construir um mundo melhor para as gerações que ficam - um mundo que só poderá continuar a existir a médio prazo se todos mudarem os seus hábitos alimentares e de consumo.

Todo este ódio deve ser um mecanismo de defesa para continuarem a viver a vida que querem, a comer o que querem, sem qualquer remorso. Se se metessem na sua vida, já era uma ajuda. Se não espalhassem o ódio, já era uma ajuda. Mas hoje em dia as pessoas não respeitam nada, porque é que haviam de respeitar uma opção de vida com a qual não têm nada que ver? Há milhares de restaurantes "normais", lojas "normais", supermercados, onde podem fazer a sua vida "normal", mas o mundo desaba e é "uma palhaçada" quando alguém investe num pequeno local na cidade onde o sofrimento animal não entra. A carne provoca ansiedade, eu sei, mas tentem respirar fundo e deixar os outros viver tranquilamente.


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Para quem anda enfiado debaixo de uma pedra e não sabe o que se passa, há uma batalha a acontecer entre radialistas e youtubers. Podem ver uma delas aqui. Tudo começou com Nuno Markl e Ana Galvão, que, preocupados com os conteúdos pouco bonitos dirigidos a um público mais jovem (inclusivé o filho de ambos), criticaram esta nova profissão por proliferarem uma linguagem menos própria e promoverem maus comportamentos - uma das maiores críticas surgiu quando um desses Youtubers disse "quando a tua mãe te acordar para ires para a escola manda-a para o caralho".

Tudo isto já tomou proporções exageradas e a batalha campal online vai seguindo, agora, como no exemplo mostrado, entre radialistas (neste caso, na Antena 3), e um dos Youtubers (Tiagovski), que analisa e comenta a conversa na rádio.

Ora, não tenho grande opinião sobre o tema, não estou no lado de ninguém e até consigo ver alguma razão nos dois lados. Nisto, criei os meus próprios mandamentos:

  • Não julgar o todo pela parte
Sim, os Youtubers têm uma grande influência nos mais jovens, são seguidos por milhares, têm milhões de visualizações, e não lhes faria mal nenhum ser um bom exemplo a seguir. Mas depois de espreitar alguns... até são. Não podemos julgar o todo por uma parte (como em tudo na vida!) e deitá-los todos abaixo por um ou outro serem uns verdadeiros cabrõezinhos.

  • Não ser invejoso
Tanto se fala do dinheiro que os Youtubers ganham... Inveja tenho eu. Quem me dera ter paleio e discernimento para ganhar a vida a fazer vídeos, postá-los e deixá-los render. Mas não é só isto. São horas de captação de vídeo, muitas mais horas para editá-los, e dá muito mais trabalho do que carregar num botão e fazer upload.

  • Não ser púdico
O Markl foi acusado de ter um programa no Youtube onde é só caralhadas para aqui e para ali (a Nêspera no Cu, que eu adoro). Ele respondeu que era dirigido a um tipo de público diferente. E tem razão. Mas para quem se senta à frente do PC, tenha 12 ou 90 anos, vai dar ao mesmo. Se pesquisar "caralho", se calhar até chego mais depressa aos vídeos do Markl devido à rúbrica "Azar do caralho" do que aos outros. Hoje, os palavrões e maus exemplos estão em todo o lado e é impossível proteger as gerações mais novas deles - há que dar mais enfoque, na educação, à distinção entre o que é certo e errado, ao que é adequado à idade e, enfim, dar o exemplo.


  • Há espaço para todos
Estas são as próprias palavras de um Youtuber (no link em cima) e não podia ter mais razão. Esta é a era do mundo digital, e é normal que os putos nasçam com wi-fi incorporado na peida. Como tal, crescendo no meio de pixels e net móvel, vão ser o público alvo dos Youtubers. Embora os meios tenham de se adaptar, há espaço para que todas as gerações encontrem entretenimento para todos os gostos.

  • Temos de nos lembrar dos nossos próprios comportamentos erráticos
Mas quem é que foi um adolescente perfeito? Com mega notas, sempre a estudar, com um linguajar aprumado, respeitando sempre os mais velhos... Que seca! Que nerds! Nunca dei muito trabalho aos meus pais, mas mandei-os à merda algumas vezes, levei nas trombas, faltei a aulas, fumei... E que eu saiba sou uma pessoa perfeitamente normal, com estudos, com um emprego, com hobbies. Sou mentalmente mais saudável do que essa gente outrora perfeitinha que hoje em dia mete baixa por arranhar o joelho.


  • Sim, muitos Youtubers precisam de ler mais

Nem que seja no Kindle (já que são do mundo digital), porque as calinadas e bacoradas no português são mais que muitas e, meninos, já que são vistos como um exemplo, copiados, seguidos, exibidos ao mundo, então invistam um pouco na literatura, só vos fica bem, ganham mais vocabulário, melhoram o paleio, fazem um brilharete com os dotes e toques de língua. Força!

  •  O que é interessante para mim, não é para ti 
E sempre foi assim desde o início dos tempos, só que as escolhas são cada vez mais e mais. O conteúdo dos vídeos dos Youtubers não é interessante para mim, mas é decerto para o seu público. Não vou denegrir o que gostam de fazer lá por eu não gostar. Se eles curtem fazer vídeos de jogos online, visitar e comentar eventos que não me dizem nada, fazer versões de músicas já de si degradantes, estão no seu direito. Há outras coisas que gosto - as partidas, os memes, as piadas.

Resumindo e baralhando, não se preocupem, todos vamos morrer.
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Há uns tempo atrás escrevi aqui sobre a Dolores O'Riordan, e citando as minhas palavras:

"É uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar no mundo, e penso ser a única mulher de quem posso dizer isso."

Tendo em conta a minha preferência machista por vozes masculinas, a Dolores era uma das poucas excepções. Acho mesmo que foi a única voz feminina que ouvi desde a adolescência até aos dias de hoje. Felizmente tive a sorte de a ver ao vivo antes da sua súbita morte, a esta hora ainda por explicar.

Tenho pena, mesmo muita pena. Era um talento do caraças e tinha ainda muito para viver. Mulher forte, arrojada, líder, única, com personalidade, e cheia de rock para dar.


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Em 1983, no norte italiano, num cenário verdejante de cortar a respiração e com uma fotografia fantástica que ajuda na criação de um imaginário romântico e idílico, Elio é um jovem que passa o tempo na villa dos seus pais. Estes, uma tradutora e um professor especializado na cultura greco-romana, proporcionaram-lhe uma educação excepcional. Elio é então muito precoce, e com 17 anos, passa os dias a transcrever e a interpretar música clássica, a ler, ou a relaxar naquele lugar paradisíaco.

Todos os anos o seu pai recebe um assistente, e eis que chega Oliver. O americano alto, loiro e sagaz vai cair nas graças da família e da população. Conforme o tempo passa, Elio e Oliver estabelecem uma relação especial que, não imediatamente, vai ganhar contornos românticos.

Observar o desenrolar e florescer dessa relação é uma das melhores partes deste filme onde tudo é belo, mas nada é simples. Apesar da maturidade que tem, Elio ainda é no fundo um adolescente que se está a deparar com algo nunca antes sentido e que se está a conhecer a si próprio.

É uma película de grande beleza visual, sonora, de uma enorme sensibilidade e sensualidade, e que conta com Timothée Chalamet no papel de Elio (nomeado para Melhor Ator nos Globos de Ouro), um jovem muito promissor num papel nada fácil. O filme levou também a nomeação para Melhor Filme e Melhor Ator Secundário, e não me admirarei se aparecer nos Oscares.

Da minha parte, só o achei um pouco longo (tirava-lhe uns 20 minutinhos), mas é um dos melhores que vi do género, sem dúvida. Mas não é um filme para todos. De salientar ainda uma das coisas que mais me impressionou - os pais de Elio. Se o filme fosse passado nos dias de hoje eles já seriam espectaculares, mas ver tamanha abertura de espírito e apoio para com o filho e a atitude para com a vida, na década de 80, impressionou-me.

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Podemos estar descansados, porque esta mulher é a dona da cidade! Com ela, não temos de nos preocupar, porque as ruas serão para os carros, e estarão livres de pragas! Ratos? Não? Pessoas! A correr! Onde é que isto já se viu?

Cara Manuela,

Nunca fui muito à bola consigo, mas agora que vejo o quão elitista é, e que gosta de destilar o seu ódiozinho nas redes sociais como toda a gentinha, ainda menos vou.

A cidade não tem de se movimentar de acordo com a sua rota diária. Quanto muito, tinha de lhe dar acessos alternativos para a senhora não levar com a praga em cima. Mas olhe, uma novidade: a cidade não é sua. Seria um pouco mais sua se saísse do conforto do banco quentinho e pisasse o chão (sim, com o seu próprio pé!), e apreciasse a beleza das sete colinas com os seus próprios olhos; se respirasse a brisa que vem do rio; se pisasse a nossa calçada. Assim, através dos vidros porcos da sua viatura, é normal que a sua vista esteja um pouco turva.

Só pode, porque "normais" são aqueles que se mexem ou querem mexer, que vivem realmente a cidade, que celebram a vida, que querem fazer algo por si, e não quem quer chegar em 10 minutos ao destino ao domingo e que fica piurso com a normalidade alheia. Quanto à sua vontade de os atropelar, eu também tenho vontade de a atropelar, mas visto que só anda de cu tremido torna-se impossível. Lembra-se da última vez que atravessou uma passadeira? Não? Mas aposto que se lembra da última em que não parou numa.

Quanto ao "bom ar da cidade"... cof cof. A cidade não tem bom ar. Graças, também, a pessoas como a madame que se deslocam de carro para um percurso de 10 minutos. Mas é claro que não repara nisso visto que só respira filtros de ar condicionado. Mas pode ficar com esse todo!

Atentamente,
um membro da praga estranha que gosta de praticar desporto na cidade.
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