The Killing Moon

sábado, dezembro 13, 2008

"Under blue moon I saw you

So soon you'll take me
Up in your arms
Too late to beg you or cancel it
Though I know it must be the killing time
Unwillingly mine"


Nouvelle Vague - The Killing Moon
in Bande à Part (2006)


A lua mata. Eu sei, já me matou. Há muito tempo. E voltou a matar-me. Os seus reflexos tiraram-me a energia e a razão. Olhei directamente para ela, e de repente estava noutro sítio, num mundo diferente, escuro, quente, e não conseguia abrir os olhos.

Foi a lua que me levou. Eu sei, porque já me levou, vezes sem conta. E o seu reflexo no mar tirou-me a capacidade de pensar.

Já não havia como voltar atrás. Ela é muito poderosa, não podemos fazer nada para a deter. E se manda nas marés, nesses quilómetros e quilómetros e litros e litros de água que vão e vêm, como não há-de mandar nas lágrimas?

De repente, sal e açúcar espalhados no silêncio.
Vozes. Média luz.

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1 comentários

  1. A lua é traiçoeira. Tem a capacidade de transformar tudo o que nos rodeia, desde os sítios até às pessoas. Não se pode confiar na lua.
    Eu tive a beber um bocado, não sei o que estou a dizer. Mas se não fosse a lua de certeza que estava sóbrio!

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