Repouso

sexta-feira, outubro 21, 2011

Ontem à noite, antes de dormir, tive um meio-sonho. Ainda sem dormir profundamente, e consciente do som dos carros a passar na estrada, lá fora, semi-sonhei que repousava. Num lugar exclusivamente destinado a esse efeito - para que pessoas cansadas fossem descansar, durante uns tempos, sozinhas. Essa era uma das regras da casa de repouso - só podiam entrar pessoas sozinhas. Sem amigos, conhecidos, ou familiares. Qualquer pessoa que se conhecesse naquele lugar, seria do zero.
Haviam salas de leitura, massagem, exercício, reflexão, todas mergulhadas no silêncio mais profundo e reconfortante de sempre. As refeições que nos apareciam à frente eram sempre aquilo que mais nos apetecia comer.
E o melhor de tudo, é que lá o tempo parava. Quando saíamos daquela casa mágica, quer tenhamos lá ficado um mês, um ano, uma década, cá fora tudo estava igual ao que tínhamos deixado. O trabalho não estava acumulado. A pilha de roupa por passar continuava vazia. A vida continuava, mas agora sim, tínhamos cabeça para enfrentar tudo isso, pelo menos durante uns tempos.

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