Ménage-a-cent

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Não sou nada contra as manifestações de amor em público - mostrar o amor ao mundo pode até ser bastante "fofinho". Agora num metro sobrelotado, onde não bastam os sovacos junto ao nosso nariz (é no metro que treino as apneias), as roupagens que cheiram a mofo e a queijo (às vezes ambos, ou outras coisas piores), já para não falar de pessoas que tresandam a álcool às 9h, dos bebés chorões (também já apanhei uma criança que conseguiu vomitar em cima de seis pessoas), só faltavam os beijoqueiros. Hoje um casalinho estava a beijar-se, com tudo a que tinham direito (língua, muita baba, os olhos fechados, os sons irritantes...) literalmente a 5cm da minha cara. Fazer isto no metro apinhado é estar a pedir um ménage-a-cent, porque um ménage a trois só se fosse numa carruagem praticamente vazia. As cerca de 100 pessoas apertadinhas podiam facilmente ter participado naqueles beijos e trocado saliva, o convite e as condições estavam criadas. Uma pessoa olha para todos os lados para ver onde pode pousar o olhar sem "se meter" em nada, e acaba por olhar para a ponta dos pés (tive muito trabalho em encontrá-los no meio de tanta gente), mas não se safa de ouvir os "chuac chuac" e todos aqueles sons de baba e língua, e estalinhos, argh!! Moral da história: nunca sair de casa sem o mp3.


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