Coisas boas #41 - onda azul nos E.U.A.

novembro 04, 2026

Mais um dia em que se acorda com boas notícias. A onda azul varreu os E.U.A. e os democratas têm agora a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes. É uma chapada de luva branca para a seita Trumpista - sim, nem digo que seja para os Republicanos, porque ainda há Republicanos equilibrados e contra o que tem sido a presidência louca de Trump. O problema são mesmo os maluquinhos seguidores cegos do pateta laranja, que dizem "amén" a qualquer bojarda. Esses olham para Trump como o líder de um culto e não como o decisor máximo de um país a afundar-se.

Já tinha visto alguns vox-pop com estadunidenses que anteriormente tinham votado em Trump e que se arrependeram porque as promessas não foram cumpridas - como, por exemplo, ter dito que não se meteria em guerras internacionais e que a economia ia prosperar - e porque as coisas tomaram um rumo demasiado extremo, como na questão do ICE. Já se sentia uma alteração no ambiente, mas não esperava que fosse tão contundente.

Para além disso, há algumas estreias que é preciso celebrar. No Senado, os E.U.A. têm agora um muçulmano, um gay assumido e uma mulher indígena pela primeira vez. Uma mulher negra e uma mulher indígena são governadoras - nunca tinha acontecido. O Texas tem uma governadora latina também pela primeira vez. O Ohio e o Tennessee nunca antes tinham tido uma governadora mulher. Por isso, a diversidade também ganhou a noite passada.

Agora, ao trabalho. Todo o mundo é afetado quando os E.U.A. decidem fazer maluquices, e estamos a levar com a nossa quota-parte. Esperemos que seja o primeiro passo para uma normalidade relativa.

Deb Haaland, a primeira mulher indígena no Senado


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