"O que digo é que não existe um conjunto convencional e invariável de regras pelas quais as pessoas sejam julgadas; não há nenhum leito de Procusto para esticar ou encurtar as suas mentes e vidas"
in Notícias de Lugar Nenhum Ou Uma Época de Tranquilidade - Um Romance Utópico, de William Morris (1890)
É uma metáfora que simboliza a imposição de um modelo único para toda a gente, típico também do autoritarismo, onde todos devem encaixar dentro de um padrão rígido, mesmo que se recorra a violência e a métodos pouco ortodoxos. Ignoram-se as individualidades e as diferenças para que todos caibam nos mesmos moldes. No fundo, é mais fácil controlar manadas do que indivíduos cientes das particularidades humanas.
Esta lógica tem vindo a ser transportada ao longo dos séculos e aplicada a temas da modernidade. Por exemplo, nos padrões de beleza, onde quem deles foge é facilmente ostracizado em determinados setores da sociedade. Também se vê muito em algumas grandes empresas, onde as pessoas são números e força de trabalho, tratados como um bloco, ignorando quem são como indivíduos. Ou até mesmo na religião, onde muitas se recusam a ver para lá dos seus dogmas ou a aceitar crenças que divergem do padrão que estabeleceram para si próprias.














