A série é criada por Guillermo del Toro e cada episódio é baseado num conto de terror e realizado por alguém diferente. No início de cada um, Guillermo aparece com o gabinete de curiosidades, um armário antigo com muitas gavetas, portas e esconderijos, dá uma pequena introdução e retira um objeto que é uma pista sobre o que vai acontecer no episódio.
Tal como é apanágio de del Toro, as criaturas que vão aparecendo são absolutamente grotescas e detalhadas, e o ambiente, a luminosidade e a fotografia estão muito bem conseguidos. Os episódios decorrem em diferentes períodos, mas nenhum se passa na atualidade - muitas vezes mudando completamente a estética, adaptando-se ao tempo em questão. Portanto, é uma antologia e cada episódio é individual, não tendo qualquer ligação com os restantes.
Por essa razão, é normal que se goste mais de uns episódios do que de outros - há uns sobre criaturas nojentas, outros mais paranormais, outros que envolvem substâncias ou seres de outro mundo. Da mesma forma, há uns episódios com terror mais explícito e outros em que é mais subtil. Para quem gosta do género, certamente encontrará algo para gostar.
E também há surpresas. Por exemplo, adoro os contos de H.P. Lovecraft, grande mestre do terror, e os episódios baseados nos seus contos foram para mim os mais secantes. Da mesma forma, um episódio ambientado nos anos 70 e em que quase nada se passou durante a maior parte do tempo, acabou por ser um dos meus favoritos devido ao fator psicadélico e intenso clímax. Talvez o que gostei mais tenha sido "A Autópsia", em que um médico é chamado para fazer autópsias aos corpos de mineiros que morreram devido a uma espécie de bomba transportada para a mina, e é dos mais gore e fora da caixa.












