Os únicos momentos em que eu gostava de estar no escritório em Lisboa eram os de festa, porque havia comes e bebes, especialmente croissants da Pastelaria Careca. Eu não consigo comer nada às secas, nem uma fatia de pão, muito menos um croissant. Se não estiver a nadar em chocolate, ou alternativamente em doce de ovos, prefiro nem comer. Isto até ter comido os croissants do Careca. Eles não precisam de mais nada, são por si só uma delícia totalmente equilibrada entre crocância e fofura, que se desfaz na boca e alimenta os nossos sonhos de gordura mais fabulosos.
Já tentei explicar a quem nunca comeu qual é a sensação, mas não consigo passar convenientemente a ideia do que realmente é. Parece uma frase saída do Big Brother: "só quem passa por isto é que sabe". Parece duro por fora, mas por qualquer magia negra torna-se numa nuvem docinha que se passeia pela boca e ficamos reticentes em engolir só para prolongar a sensação mágica e inenarrável da perfeição por mais um pouco.













