The Virgin Suicides

quarta-feira, janeiro 28, 2009


"So much has been said about the girls over the years. But we have never found an answer. It didn't matter in the end how old they had been, or that they were girls... but only that we had loved them... and that they hadn't heard us calling... still do not hear us calling them from out of those rooms... where they went to be alone for all time... and where we will never find the pieces to put them back together."

in The Virgen Suicides (1999)
directed by Sofia Coppola


Encanto. Atracção. Um olhar e bastava. Risinhos, cumplicidades, leves cotoveladas. Bochechas coradas. Dantes era assim. Ser rapariga. Seres inantigíveis, postos em pedestrais, iluminadas por uma beleza quase promíscua. E inocente. Pequenas meninas, que brincavam, andavam pela rua nos seus calções curtos, jogando ao elástico, mascando pastilha, inconscientes do desejo que despertavam. Eles passavam, e sabiam que não lhes podiam tocar a inocência. Ansiavam pelo jogo da apanhada só para as tocarem com um dedo que fosse. Os bilhetes passados por baixo da mesa eram o bastante para os deixar enlouquecidos.
O passar dos anos dá-nos a consciência de que a infância e a juventude já não são o que eram. E as meninas de hoje são as mulheres que nunca quisemos ser. Estão todos a crescer depressa demais, e é pena. Já não há meninas.

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