Bárbaros

terça-feira, março 10, 2009


"(...) Sim senhor, eu sou igual a eles, excepto numa coisa: enquanto eles nem sequer estão conscientes da vida insuficiente e mesquinha que levam, porque a bebedeira da vaidade os cega, eu dou-me conta de que somos nós os autênticos bárbaros"

in "O Inquilino", de Javier Cercas (2005)


Todos fazemos parte de uma amálgama compressa composta de vidas em movimento. Todos participamos nas banalidades fúteis e invisíveis que nos corroem. Todos percorremos os mesmos caminhos, pertencemos a uma multidão anónima e frustrada. Somos todos embalados pela medonha canção de embalar vinda do Inferno da casualidade.
E seja louvado quem tem esse discernimento de distinguir, de atribuir culpas, a esses seres medonhos que somos nós, os humanos, os bárbaros, os cegos, os mesquinhos, os vaidosos. É esse discernimento que eleva os demais noutro patamar. Nos que devem ser seguidos nas suas visões.

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1 comentários

  1. Bravo!

    A maior descoberta de todas, será a descoberta do Homem.

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