Casa

quarta-feira, novembro 14, 2012

A nossa casa, o nosso templo. Mais do que quatro paredes caiadas, vidros duplos ou portas blindadas. A nossa casa vive, como nós, vê-nos crescer, amadurecer, chorar, rir. Vê-nos sós ou completamente rodeados, a comer, a dormir, a ver televisão. A nossa casa respira connosco, e por vezes é quente, ou fria, ou húmida. Escuta-nos a falar, escuta os nossos silêncios, protege-nos e dá-nos atenção. Também exige, claro, e aquele peso na consciência que nos dá em dias de limpezas é a nossa casa a falar mais alto e a pedir-nos por favor para deixarmos de ser negligentes e porcos. A nossa casa fica cheia com o cheiro da comida a fazer, com as vozes das visitas, com os nossos passos a percorrê-la todos os dias. E quando saímos a casa continua lá. Na penumbra, existindo, emitindo os sons próprios de ser  uma casa. Aguarda por nós, sempre, segura, à distância de uma chave que nos dá acesso a uma das coisas mais preciosas que nos podemos dar ao luxo de ter, nestes dias - um tecto.


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