A verdade sobre o balneário das gajas

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Um dos grandes desejos dos homens é poder ser mosca e entrar à grande no balneário das mulheres, espreitar e pousar sobre corpos desnudos e suados, quem sabe ser testemunha de algumas carícias femininas ou vê-las derramar água pelos corpos perfeitos, torneados e bronzeados, enquanto sensualmente sacodem o cabelo e os olham com desejo.

Pois hoje venho desmistificar esse Santo Graal dos fetiches e conto tudo o que lá se passa.

Onde andam as gajas boas?
Há gajas boas despidas no balneário, pois claro. Só que em dias bons é 1 gaja boa para cada 20 medianas ou más. Portanto vemos uma gaja com grandes mamas, belo rabo, pele perfeita, muito gira, rodeada por 20 ou 30 gajas com peso a mais, estrias, sinais de nascença estranhos, depilação à anos 70, celulite (atenção, nem a gaja muito boa escapa a este flagelo), dentes demasiado grandes, mamas descaídas até ao joelho, gajas com um odor corporal absolutamente nojento e muitos outros defeitos. Por isso, tirem o cavalinho da chuva. A vida real não é um filme porno onde todas as gajas que lá aparecem são saídas da casa do Hugh Hefner.

Ninguém se come
Não é que eu própria não gostasse de ver. Mas nada. Mesmo que hajam por lá casais lésbicos, nunca lá vi sequer um beijinho, tirando o singular beijo na bochecha das tias de Cascais (e infelizmente não é a bochecha do rabo).

Elas não passam a maior parte do tempo nuas
Chego do treino, dispo-me, vou tomar banho, visto-me novamente, saio do ginásio e as mesmas gajas continuam ao espelho durante todo este processo, apenas a maquilhar-se. São cerca de 15 minutos, que eu testemunhe, que elas passam a pôr aquela camada de segunda pele. Não percebo nada disso, mas estão tantos instrumentos diante delas que mais parece uma mesa de operações. Se calhar são doutoras. Doutoras cor de laranja e com pestanas gigantes mais aconselháveis ao Big Foot.

O duche não é sexy
Primeiro porque é difícil acertar com a temperatura. Uma pessoa anda ali aos saltinhos a fugir da água enquanto está demasiado fria ou demasiado quente. Isto não é nada parecido com os duches dos filmes porno, onde elas se metem debaixo de água como verdadeiras princesas do deboche, e a única expressão que lhes notamos é um profundo desejo sexual naquelas bocas entreabertas. Outro terror é o temporizador. É sempre quando estamos com espuma nos olhos que a água cessa e andamos ali às aranhas, a tremer de frio, buscando pelo manípulo, e como o cubículo é pequeno acabamos por bater com qualquer coisa em qualquer lugar. Tenho montes de nódoas negras à pala disto.

Há gajas muita porcas
E não é no sentido das porcalhonas que vocês gostam. Como já aqui falei antes, há gajas que não lavam as mãos depois de mijar. Mas também há as que insistem em não lavar o cabelo para não desmanchar o penteado, mesmo topando-se que está seboso à légua. Nota-se aquele cheiro a cão molhado. Quanto ao cheiro a cona mal lavada, também há, muito, e não me vou aqui alongar sobre isso.

Resumindo, os vossos sonhos podem não ser bem aquilo que imaginam. Mas por mim assim está perfeito. Diversidade é necessária e bem-vinda, e é sermos todos diferentes que faz o mundo girar. Mesmo que o diferente signifique não nos lavarmos por baixo.


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