Certeza da morte

terça-feira, setembro 13, 2011

"Se me dessem uma vida infinita para viver suicidava-me de imediato. É a certeza da morte que dá valor à vida".

in "A Rapariga Errada", de Pedro Paixão


Penso que ninguém poderá imaginar como é ter uma vida infinita - é apenas fantasia, sempre será. Todos terão certamente vontade de saber qual seria a sensação de a vida não ter fim. Sem o envelhecimento, o cansaço, a constatação da passagem do tempo. Chegar a uma certa idade, e o nosso corpo parar ali. Sem rugas, manchas no corpo, plena sanidade. Para sempre frescos e fofos. Acredito piamente que a existência da morte nos faça valorizar estarmos aqui, mas seria fantástico viver sem prazo de validade. Quando deixássemos algo para depois, o depois teria um espaço tão grande que tudo acabaria por acontecer. E quando nos fartássemos, a escolha seria nossa, ou se vive, ou não. Uma escolha. Como um contrato a ser renovado por acordo de ambas as partes.

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