Os animais de estimação não deviam morrer nunca

sábado, maio 18, 2013

Há dias despedi-me da minha melhor amiga, para sempre. Desde há 11 anos que fazia parte da minha vida, e lembro-me do dia em que a vi pela primeira vez como se fosse hoje. Ao regressar a casa depois do treino tinha uma surpresa em forma de bola de pelo branca, muito barulhenta e irrequieta, que desde logo pulou para cima de mim e me deixou a cara cheia de baba. Apaixonei-me, e foi mútuo. Desde aí tornámo-nos a preferida uma da outra e nada nos separou. Até chegar o cancro.


Foi mais de uma década de mimo e brincadeiras que não vou esquecer, nem que viva mil anos. Nesse tempo nunca pensei no dia em que ela iria partir porque tudo era perfeito e parecia eterno. Ainda não acredito que nunca mais a vou ver. Parece uma mentira de mau gosto que me tenha sido tirado prematuramente aquele ser tão pequeno, indefeso, fofinho e fiel.
Acusem-me de insensibilidade à vontade, mas de bom grado trocava a vida dela pela de muitas pessoas que conheço que não me fariam falta nenhuma. 

Espero que haja um céu, para que os meus avós estejam a tomar conta dela. 
E aqui fica o meu avô, que também foi levado prematuramente por um condutor embriagado, e espero que estejam os dois assim, agora, lá em cima, a ver-me cá em baixo, entretidos.

Amo-vos.


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