I will NOT be there for you

terça-feira, junho 24, 2014

Amigos são a família que escolhemos. Tornamo-nos próximos de alguém porque temos traços em comum, os mesmos gostos, porque partilhamos as mesmas dores, passamos por muito juntos, crescemos, choramos, brincamos, arrancamos cabelos e voltamos ao mesmo. Um amigo aceita, compreende, está presente. Pode passar o tempo que passar, e quando nos vemos é uma festa. E vemo-nos sempre novamente. Connosco, há sempre um depois. Há cumplicidade, segredos, apoio, à distância de um telefonema, de uma mensagem, de um café ou seja o que for.

Portanto, fica um aviso à população. As pessoas com quem trabalho não são minhas amigas. Que isso fique bem claro. Trabalho há mais de sete anos, e neste período apenas duas pessoas que conheci profissionalmente permaneceram como amigas. E já eram amigas de amigos meus, portanto quase que nem conta.

Eu trabalho para sobreviver, para ter um tecto, pagar contas, comer. Não é para socializar e arranjar amigos. As pessoas com quem estou naquele edifício onde desempenho uma actividade paga não foram escolhidas por mim. Não ouvimos as mesmas canções, não lemos os mesmos livros, não vemos os mesmos filmes, não partilhamos valores ou estatuto social, nem tão pouco visões teológicas, políticas, sociais. Não nos rimos das mesmas coisas, não temos o mesmo tipo de humor, não vieram do mesmo sítio que eu, não tivemos a mesma educação. Não sabem nada sobre mim, as minhas paixões, o que me move. Eu não sei nada sobre eles, nem quero.

É certo que há pessoas com quem simpatizo mais do que outras, mas ninguém ponha à prova a minha paciência para aturar determinados comportamentos. Ninguém me venha cobrar algo que
nunca prometi. Não quero almoçar convosco, passar as minhas raras horas livres convosco, conviver, ouvir-vos, porque sinceramente, a maior parte do tempo apenas me metem pena, irritação ou nojo.

Como tal, pensem duas vezes antes de me virem incomodar com os vossos problemas de cocó, conversas de merda, humores sensíveis ou conversa de gaja, se não querem ouvir as minhas respostas e opiniões sinceras (que se calhar é o mais próximo de amizade que vão encontrar nas vossas míseras vidas). Simplesmente não quero saber.


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