A minha arma de eleição

terça-feira, julho 29, 2014

Se algum dia enveredar pela carreira de assassina profissional, não vou fazer um trabalho rápido e limpinho. Isso não me daria prazer. Uma arma de fogo mata demasiado rápido e é muito impessoal. O veneno é demasiado silencioso. Um acidente simulado daria muito trabalho. Um machado é pesado e a hipótese de errar o alvo é grande. Com uma serra eléctrica o mais provável seria cortar o próprio pé, desastrada como sou. Quanto a facas, um homem de estatura normal facilmente ma tirava à força.


Depois de uma análise exaustiva e cuidada, escolho um bastão com pregos como a minha arma de eleição. Uma gaja como eu facilmente causa estragos a qualquer pessoa com esta arma arcaica, barata, e fácil de fazer em casa. A minha primeira mocada seria nos olhos. Assim, sem aviso, apanhando a minha vítima de surpresa. E quando ela estivesse ocupada a vazar a vista soltando gritos que incomodariam o diabo no Inferno, o alvo seguinte seriam os joelhos. Um pregozito mesmo ali na articulação. Isso faria com que não se levantasse mais. E aí abrir-se-ia todo um mundo de possibilidades. Os rins, a coluna, o pescoço, os genitais, os dedos, enfim, seria uma morte morosa e dolorosa tal como a minha vítima concerteza mereceria. No dia em que me passar da marmita como o Jack Torrance no "The Shining" vão poder ver-me com este nada requintado, mas eficiente, equipamento, a limpar o sebo a toda a gente que odeio.

Ando a ver demasiados filmes de terror.


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