Nota mental: nunca mais ficar no balcão 2

terça-feira, maio 03, 2016

Ontem fui ver os Muse ao MEO Arena - a primeira de duas noites seguidas em Lisboa, completamente esgotadas. Os fãs de Muse em Portugal têm sido fiéis ao máximo e têm correspondido com muito amor às visitas da banda, apesar de não serem raras.

Pela primeira vez, assisti a um concerto no balcão 2 e sofri. Sofri, primeiro, porque o som não é a mesma coisa. Já tinha ouvido tantas queixas sobre o som do pavilhão mas esta foi a primeira vez que o senti na pele. Até hoje, na plateia, não tinha tido razões de queixa. É como se o som chegasse lá em cima esvaído e com algum eco e a experiência não é a mesma.

Sofri, em segundo lugar, porque não é sítio para mim. Que frustrante é não poder pular à vontade no meio da multidão, gritar com os braços no ar sem saber bem para onde ir por já não conseguir ver o palco, sentir o calor sufocante e escorrer água por estar apertada entre milhares de pessoas ou tirar só fotos desfocadas por não conseguir estar quieta. Estar em cadeiras num concerto de rock, mesmo que se esteja em pé, a abanar ligeiramente o corpito para não incomodar ninguém, é para mim como entrar na fábrica da Milka e não poder tocar nem provar nada.

Independentemente disso e falando do concerto, foi um espectáculo visual de se lhe tirar o chapéu. Não me lembro de ter visto um concerto tão impressionante na concepção de vídeo e luz aliados ao palco 360º. E a verdade é que só o pude usufruir por estar no balcão 2 (embora não seja argumento para eu o preferir). Os Muse são sempre competentes naquilo que fazem e ontem assim foi, mas tenho a impressão que já vi concertos deles mais emocionantes que este, mas lá está, pode ter sido da minha "distância" do palco e do público.

Os Muse são das minhas bandas preferidas, ouço-os há imensos anos e tenho assistido a uma mudança do seu paradigma e na forma de fazerem música e de darem concertos. Todas as bandas têm direito a experimentar coisas novas, mas a crueza do rock dos anos 90 transformou-se num repertório maioritariamente com tendências electrónicas que, apesar da qualidade, não me toca como nos antigamentes. De qualquer modo, mais um concerto fantástico. E a voz do Matt é aquela base, todos os dias do ano.


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1 comentários

  1. Fui ver os Muse ao Campo Pequeno há dez anos atrás... fiquei também num espaço muito pequena, apertada, numa das laterais da arena. Fora isso...graças a Deus pelo ecrã gigante que fazia parte da tour.

    Um concerto one-o-one é que era :P

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