100 anos de David Attenborough
maio 08, 2026Hoje, dia 8 de maio, o apresentador, naturalista, conservacionista, escritor, produtor e narrador Sir David Attenborough faz uns impressionantes 100 anos.
Pensar que começou a sua carreira como apresentador da natureza nos anos 50 é um indicador de que tantas e tantas gerações de miúdos e adultos cresceram a ouvir a sua voz marcante, a descobrir o mundo natural na sua companhia e a ter interesse na conservação do nosso planeta.
Eu sou uma dessas "miúdas" e é essa a minha parte pessoal nesta história. Eu sou como sou também por causa dele. Era maluca pelos seus documentários na BBC, foi por causa deles que comecei a pedir animais lá para casa - começou em peixes e foi aumentando. Cheguei a apanhar um lagostim numa ribeira e mantê-lo como animal de estimação, no aquário dos peixes modificado para ele, observando-o, fazendo as minhas próprias anotações e reportagens a imitar Sir David.
Escusado será dizer que nunca mais parei, e hoje sou esta chata do planeta e das alterações climáticas, que não mata uma mosca e tenta encaminhar todos os animais que entrem em casa para a rua com gentileza, porque, como me ensinou Sir David, todos os seres vivos têm o seu papel e ninguém nos nomeou carrascos.
Uma pessoa com 100 anos tem visto, obviamente, o mundo a mudar muito, e tem sido também uma voz ativa contra os abusos que têm acontecido na exploração dos oceanos ou na destruição de habitats, sempre por ganância humana. O mundo que vamos deixar quando Sir David já não estiver entre nós vai ser muito diferente do mundo de 1926 que o viu nascer, e isso entristece-me. Por muito conscientes que sejamos, e por muitas pessoas que influencie, não podemos travar o consumo desenfreado neste mundo capitalista. No entanto, resta-nos coração, resta-nos boca, e seguindo o exemplo de Sir David, não nos devemos calar nem resignar.
Uma pessoa com 100 anos tem visto, obviamente, o mundo a mudar muito, e tem sido também uma voz ativa contra os abusos que têm acontecido na exploração dos oceanos ou na destruição de habitats, sempre por ganância humana. O mundo que vamos deixar quando Sir David já não estiver entre nós vai ser muito diferente do mundo de 1926 que o viu nascer, e isso entristece-me. Por muito conscientes que sejamos, e por muitas pessoas que influencie, não podemos travar o consumo desenfreado neste mundo capitalista. No entanto, resta-nos coração, resta-nos boca, e seguindo o exemplo de Sir David, não nos devemos calar nem resignar.
Não conheço um mundo sem David Attenborough - tem sido uma presença constante, uma voz pelos que não têm voz, um professor cativante, um ser humano de topo, e temos muita sorte de ainda o termos por cá e poder contar com a sua sabedoria. Resta desejar-lhe muitas felicidades em pensamento, e agradecer muito, muito, mas mesmo tanto, por aquilo que nos deu, e ainda dá. Deu-nos a humildade de percebermos que o mundo é muito maior que nós. Se há alguém que merece estar um século na Terra, é ele.
"Quem acredita em crescimento infinito num planeta fisicamente finito, ou é louco, ou é economista."
David Attenborough

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