Sully

terça-feira, dezembro 13, 2016

"Sully", de Clint Eastwood, conta a inacreditável história do voo 1549 que aterrou de emergência e com sucesso no Rio Hudson, depois de perder os dois motores após uma colisão com pássaros, 3 minutos depois de levantar voo. 155 pessoas seguiam a bordo e todas escaparam ilesas. O acontecimento ficou conhecido como o "Milagre no Rio Hudson", que é também o título português do filme.

Isto aconteceu em 2009 e agora Tom Hanks interpreta o capitão Chesley "Sully" Sullenberger, responsável pelo feito. Com o seu sangue frio e experiência salvou a vida daquelas pessoas e tornou-se rapidamente um herói, ainda para mais quando, nos EUA, tudo o que envolva desastres aéreos apela mais ao coração depois do 11 de Setembro.

Gostei imenso do filme. É claro que a história verídica ajuda. O que se passou é inacreditável e as hipóteses de sucesso eram muito reduzidas. E com tantas vidas em jogo, são os ingredientes suficientes para uma fórmula de sucesso cinematográfica. Mas o trabalho de Clint Eastwood foi muito mais do que um relatar dos acontecimentos. Foi a linha temporal escolhida que mais me impressionou, não linear, e mesmo assim nunca perdendo o fio à meada. Nunca apelou à lágrima fácil (coisa que odeio), mas sim à lógica e à elevação natural do homem que se tornou herói.

Tom Hanks é, enfim, Tom Hanks. Ele não sabe fazer pior. Está impecável na pele do homem que "apenas estava a fazer o seu trabalho" e que viu a sua glória ser posta em causa por várias entidades, que lhe quiseram pôr nos ombros o fantasma de uma má decisão. Um dos melhores filmes de 2016.

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4 comentários

  1. Este ainda não vimos, mas lá por casa consideramos o Clint Eastwood um dos grandes realizadores vivos. Não lhe conheço um mau filme!

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  2. Têm toda a razão :) Vejam este também, vão gostar!

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  3. Gostei mesmo muito do filme. E para quem tem medo de andar de avião (como eu), houve vários momentos que dei por mim cheia de suores frios. O mais engraçado foi contar depois os segundos que tudo aquilo demorou, desde a perda dos motores até conseguir pousar o avião e perceber o quão rápido foi e o sangue frio que ele teve para tomar uma decisão e pô-la em prática.
    No fim, quando filmam as verdadeiras pessoas envolvidas, confesso que me emocionei um bocadito. Enfim, aconteceu-me o mesmo no "Herói de Hacksaw Ridge". Heróis da vida real são o meu ponto fraco, está visto :)

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  4. Ahahah, lindo, estou a imaginar-te, com esse medo, a observar o filme cheia de arrepios na espinha :) Também são as histórias verídicas que mais me emocionam, sendo que o "mais" para mim é ter um tremor no dedo mindinho do pé, visto que tenho a sensibilidade de uma rocha na Sibéria. Mas tou contigo! :)

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