Sonhos marados #63 - tinta verde e o apocalipse zombie
maio 28, 2026Saí de casa e reparei que à frente de todas as portas estavam dispostos alguns brindes, imaginei eu que oferecidos pela Junta de Freguesia. Eram: uma amostra de tinta verde para o cabelo, porta-chaves, pin, e outras coisas que não me lembro. Guardei tudo em casa, menos a tinta verde, que levei comigo.
Vou à casa da minha tia, e ela diz que também recebeu as prendas, e que estava a pensar usar a tinta verde para o cabelo, mas precisava de mais amostras, visto serem pequenas. Então, disse-lhe que ia buscar a da minha vizinha de baixo, uma velhota que de certeza não ia usar. Fui lá, peguei na tinta que ela ainda tinha à porta, e bati, para a avisar que ia levar. Ela abriu, disse que tudo bem, e que em princípio a vizinha do lado também não ia usar.
Vou embora, e bato à porta da vizinha do lado. Percebo que a porta está só encostada, e entro a medo. Pergunto se está alguém, ninguém responde. Avanço pela casa, chego à sala e estão cinco pessoas sentadas no sofá, lado a lado, de costas para mim, todas a olhar para a frente para uma televisão desligada. Volto a chamar, e parecem estátuas. Aproximo-me, e eles viram a cara. São todos asiáticos, talvez coreanos, e só têm branco no lugar dos olhos. De repente, saltam do sofá e disparam na minha direção. Fujo, bato com a porta, e no pânico ainda consigo lembrar-me de levar a tinta verde que ainda têm diante de casa.
Conforme saio do prédio, vejo que as ruas agora estão cheias daqueles coreanos de olhos totalmente brancos, que correm desalmadamente por todo o lado, e alguns estão a morder pessoas, babando-se de sangue. Enceto uma corrida louca para chegar à casa da minha tia e levar-lhe a tinta. Agora que penso nisso, teria sido mais inteligente fechar-me em casa, mas não mandamos nos sonhos.
Conclusão: vejo demasiados filmes coreanos pós-apocalípticos e arriscaria a vida para ver a minha tia pintar o cabelo de verde.

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