Conhecemo-nos tão mal

terça-feira, outubro 14, 2008


"Sejamos sinceros: todos fazemos certos planos, todos imaginamos determinadas situações, sobretudo ao limite, e ao espelho garantimos, se isto um dia me acontecer faço assim.
Dizemos juro, e cremos que um juro ao espelho vale mais do que qualquer outro. Conhecemo-nos tão mal."

in Canário - Rodrigo Guedes de Carvalho (2007)


Já todos sabemos que as regras são difíceis de seguir, mas a parte dura desta realidade é que aquilo que julgamos como certo, a maneira de agir que consideramos que vamos tomar, é uma mera ilusão. Um dia estamos bem longe, tão longe, que construimos as nossas próprias linhas mestras, que julgamos tão seguras, tão inquebráveis. Caminhos que sem dúvida seguiríamos, decisões que certamente tomaríamos.
Um dia, tudo por água abaixo. Simplesmente, um dia, mentira, desilusão, tormenta, dúvida.
E acontece.
E pior do que ter acontecido, é vermos que afinal somos tão frágeis. E conhecemo-nos tão mal...
Caímos do pedestral, quebramos.
O caminho foi apagado e teremos de o construir de novo, nem que seja novamente por linhas tortas.

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2 comentários

  1. "O caminho foi apagado e teremos de o construir de novo, nem que seja novamente por linhas tortas."

    Sim, mas podemos sempre tentar ver isto pelo lado positivo: construir um novo caminho é construir um número infinito de novas possibilidades. Mesmo que por linhas tortas, porque muitas vezes são essas que nos levam ao caminho certo.

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  2. Nunca tinha visto a coisa nesse prisma, mas tens razão, gostei da tua análise ao excerto.

    E cá fica a minha opinião (como se ela valesse algo lol):

    Por vezes nem sabemos bem porque avançamos, ou porque fazemos isto ou aquilo, ou porque vamos por um caminho qualquer, mesmo quando caminhamos nele e tropeçamos vezes sem conta, há algo dentro de mim que me diz: "continua, sempre em frente, tu és um guerreiro, não és de desistir!"

    A melhor prova que de facto, nos conhecemos tão mal é: quantas vezes cometemos os mesmos erros? Quantos vezes nos desiludimos a nós mesmos?

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