Faz-se Luz

segunda-feira, setembro 06, 2010



"Por outro lado a sombra dita a luz 
não ilumina realmente os objectos 
os objectos vivem às escuras 
numa perpétua aurora surrealista 
com a qual não podemos contactar 
senão como amantes 
de olhos fechados 
e lâmpadas nos dedos e na boca"


Mário Cesariny, in "Pena Capital"
A luz vinda da janela e que bate nas curvas do nosso carrossel. Iluminado está o caminho do êxtase. Mesmo sem os rasgos de luz, vemo-nos perfeitamente. Nas horas tardias onde não há a lua, nem lâmpadas, nem velas, os dedos, a boca, a pele, abrem pequenas estradas que têm um só fim, mas muitos inícios.

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