Pessoas sem filhos vs pessoas com filhos

segunda-feira, outubro 20, 2014

Hoje fui parar a este artigo. Cada parágrafo foi para mim um mimo, uma "confirmação" daquilo que sinto e do que vivo no dia a dia.
A escolha de não ter filhos é muitas vezes criticada, com argumentos que para mim são cocó, mas numa coisa têm razão. Eu sou egoísta. Não gosto de partilhar o meu espaço, o meu silêncio, as minhas horas vagas. E sou orgulhosa também, porque me orgulho imenso de mim por não ceder às pressões da sociedade e da família.

Tudo o que está ali escrito é verdade. Anseio pelas sextas-feiras (não as temo). Como sobremesas (e não às escondidas). Escolho os sítios onde vou com base no que me apetece (não com base se têm ou não cadeiras para crinças). Escolho os filmes que vejo com base num instinto de última hora (e não é a Xana Toc Toc ou o Pocoyo). Relaxo no sofá, na praia ou com amigos (não no local de trabalho). Acordo com o despertador, e quando isso não acontece é porque estou a dormir até não poder mais (e não a acordar com os berros e choros de uma criança borrada). Acrescento muito mais.

A minha casa é silenciosa.
Vejo filmes de terror ou pornografia à vontade.
Não gasto milhares em fraldas.
Não ficarei gorda e flácida tão cedo.
Como o que me apetece e à hora que me apetece.
Leio horas seguidas sem ninguém me interromper.
Tenho liberdade para ir viajar, ir a concertos, ou apenas sair um dia inteiro para fotografar por aí.

A mim, parece-me bem.



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