Lucky Man

quinta-feira, outubro 08, 2009


"Happiness
More or less
It's just a change in me
Something in my liberty
Oh, my, my
Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know just where I am
But how many corners do I have to turn?
How many times do I have to learn
All the love I have is in my mind?"


The Verve - "Lucky Man"
in Urban Hymns (1997)


Não somos adeptos da linearidade. Sem querer, evitamos o constante, e encostamo-nos ao desiquilíbrio. Agarramo-nos aos altos e baixos, nunca estabilizando num centro seguro e cómodo. A certeza torna-se rara e passageira. Sentimos a brisa provocada pela sua passagem e desviamos o olhar para o nada, onde podemos continuar a caminhar pelas ruas sinuosas, de ensinamentos obscuros.
Vamos tendo laivos de felicidade, os quais prezamos acima de tudo. A repetição vai-nos dando a sensação de monotonia, da qual queremos fugir. E quando o conseguimos, finalmente, a felicidade, outra vez.
Somos feitos de ciclos.

Por um lado, temos sorte em ser humanos, seres introspectivos, conscientes, exigentes, insatisfeitos, capazes de avaliar, analisar, pensar.
Por outro, e pelas mesmas razões, estamos condenados, à transparência dos sentidos e das expressões faciais de quem nos julga.

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