O eterno 29 partiu há 10 anos

sábado, janeiro 25, 2014

Por mais anos que viva nunca irei esquecer o que aconteceu no jogo V. Guimarães x Benfica no dia 25 de janeiro de 2014. Faz hoje 10 anos que Fehér morreu em pleno relvado. Os vídeos e as fotografias já foram vistos centenas de vezes e em cada uma delas sinto um peso no coração. Não é por ter sido um jogador de futebol e ser uma cara conhecida. É por ter morrido subitamente, em directo, aos 24 anos. É por ter sorrido e logo a seguir, ter sentido algo que o fez baixar e respirar fundo. É por ter caído inanimado, já peso morto, e o seu corpo ter batido no relvado violentamente. É pelos colegas, que acorreram prontamente para o ajudar e que viraram o seu corpo para não morder a língua, ainda ignorantes de que tinha sido fatal. É o tempo a correr e ele sem respirar, e os colegas, de ambas as equipas, já com as mãos na cabeça, ajoelhados, chorosos, rezando aos céus, abraçados. É por todo um estádio que foi de uma só cor ter batido palmas, incentivando-o a permanecer na Terra. É pelos esforços das equipas médicas, por terem corrido com um desfibrilhador na mão, embora fosse inútil. E é a raiva, o desespero, a surpresa negra que pairou e que deixou toda a gente envolta numa perplexidade de quem não acredita que isto aconteceu.

Ainda hoje parece mentira. Tinha 18 anos, vi o jogo com o meu pai. Nessa noite não dormi. Pediu um milagre que no fundo sabia impossível. É chocante, é triste, tão triste, mesmo tanto tempo depois.

Nunca te esqueceremos eterno 29.


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