É preciso ser do povo para entender o povo

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Vitorino Silva, ou Tino de Rans, dormiu há duas noites com um sem-abrigo. Podem gozar à vontade com o homem, chamá-lo o que quiserem, apelar à sua falta de experiência e de chá, mas fez algo que nenhum dos outros candidatos presidenciais, ou antigos presidentes, se disporá a fazer, nunca na vida.

Basta tentar imaginar o Cavaco deitado em camadas húmidas de cartão ou o Mário Soares enrolado numa manta encardida e rota. Ou então pensar no Marcelo imundo de meses sem tomar banho ou no Sampaio da Nóvoa a cheirar a mijo. Impensável, certo? Mas em relação ao Tino a história é outra.

Ele é do povo. Percebe e entende as necessidades do povo, porque é um de nós. Nunca teve vida fácil e tem de lutar diariamente por uma voz activa no meio do poder do dinheiro que os outros têm.

Enquanto os outros fingem que o problema não existe, ignoram, viram a cara, Tino deitou-se sem preconceitos com um homem que já nem sabe que idade tem e que a vida encarregou de massacrar.

Esta opinião nada tem a ver com política, tem a ver com a humanidade das pessoas. Não sei em que vou votar (só sei que não voto no Marcelo), mas na hora de escolher a humanidade pesará, concerteza, porque raramente a tivemos...

Notícia completa aqui.

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2 comentários

  1. Não sou contra nem a favor do Tino, mas por €€€ as pessoas fazem muitas coisas. É preciso ser candidato para fazer isso? Na minha opinião é mais um pouco da casa do segredos ou big brother como ele entrou.
    Também não voto Marcelo. :)

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  2. Paulo, quero acreditar na autenticidade das pessoas, e se alguém o faria sem ser candidato, acho que seria o Tino. Mas posso estar enganada, claro :) Obrigada pelo comentário!

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