Zephyrus

segunda-feira, setembro 28, 2009


"So let's take this from the start
You'll be me and I'll be you
And let's try not to complain about your smoking
And my distant heart, and my distant heart, and my distant heart.

(...)

Too many mirrors in this house
And I don't like to see myself like this
I'm becoming the man I used to be
I guess these walls could tell you a thing or two
Things that you really don't want to know
Lend me your eyes for your point of view
Lend me your feet and I'll stand by you"


Bloc Party - "Zephyrus"

in Intimacy (2008)


Ponto zero, pés lado a lado. Começar a caminhar, e novo fôlego, nova vida, nova imagem reflectida pelos meus olhos, espelhos das ruas e caminhos. Antes da primeira inspiração do novo ar que me rodeia, posso escolher quem quero ser, como quero renascer, para depois, aí sim, expirar o ar, já velho, e passado. O novo eu não terá os mesmos preconceitos e ideias que o antigo - criará novos.

Não. Não me consigo desligar. Cada poro destas paredes devolve a imagem de mim, de olhar vazio, procurando respostas. Cada pretuberância da superfície rugosa conta a história do que sou. Fecho os olhos, passo a mão, e vejo a minha mão nesta parede por dentro dos meus olhos fechados como cortinas, expressão facial enrugada, como a parede, sem respostas, vazia, nua.

Não passo de uma intenção.

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2 comentários

  1. Se a verdade não foi implacável, não desempenhou o seu papel.

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  2. Às vezes precisamos de novos locais para podermos recomeçar. Como se as superfícies ditassem o que foi e o que não pode ser mudado. Precisamos de novas texturas para conseguir, senão eliminar o ar de antes, poder respirar outro ar.

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