Quem vai à guerra dá e leva

sábado, março 31, 2012

Dizem-nos que é a falar que a gente se entende. Ou que a gente se desentende. As palavras não são, muitas das vezes, a solução. Enchemo-las de veneno, tal como setas disparadas numa direcção, com o objectivo de ferir quem se atreva a atravessar o nosso caminho. E de repente, torna-se uma guerra. Disparos para cá, pedras atiradas para lá, granadas lançadas de volta, canhões prestes a disparar. Assim do nada, as palavras iniciaram  uma guerra campal. Só que desta guerra não saem vencedores. Não existe nenhum modo de se sair ileso da batalha mortal das palavras. Cada um acaba por morrer mais um pouco, e seguir o seu caminho, que acabou de se tornar ainda mais amargo. Por isso guardemos as palavras para quando forem realmente importantes. Para quando signifique. Para quando sejam verdadeiras. Para fluírem,  não para atingir seja quem for. Não desperdicemos a nossa melhor arma em lutas pelas quais não vale a pena lutar. Não somos soldados em missão cada vez que abrimos a boca.



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