Silêncio

quinta-feira, março 29, 2012

O peso do silêncio tem sido tão grande que me tira o sono. A mente preenche a ausência de sons com coisas que não devia. Pensamentos parvos. Não há um dia em que o silêncio seja sinónimo de paz, descanso, sossego. Muito pelo contrário, tem alimentado as maiores conversas comigo própria de que há memória. Não é que não goste de falar comigo. Simplesmente já não me posso ouvir. Sou repetitiva e insistente. Faço-me perguntas e respondo, alongando-me em monólogos inúteis. Sem proferir uma palavra. Dando voltas e voltas na cama. Dando murros na almofada. Penso, penso, penso, e não existo.


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