Humanos miseráveis!

quinta-feira, outubro 09, 2014

O ser humano acha que é dono do Universo e não é dono de coisíssima nenhuma, nem senhor de si próprio é.
Julga que pode decidir pelos outros e que é Deus, definindo quem vive e quem morre, julgando e culpando sem pensar, apenas para seu próprio descargo de consciência.

O Excalibur era um cão como todos os outros. Gostava de ser mimado, de correr a abanar a cauda, de dar lambidelas aos seus donos, de dormir como um pachá, de comer e de passear.

E, como muitos dos animais que têm o azar de partilhar o mundo com a estúpida raça humana, foi traído por estes. Alguém, no seu perfeito juízo, achou por bem abater um cão porque a sua dona transporta o Ébola. Alguém achou que tirar uma vida era o mais humano a fazer. Alguma alma decidiu que como é um cão, não valia a pena fazer algum tipo de teste ou quarentena. Um filho da puta qualquer ignorou os pedidos e lágrimas dos donos e as petições de meio mundo para que dessem uma oportunidade ao Excalibur. E assim se foi o pequenote. Sem culpa, sem saber porquê. Os seus donos e amigos nunca mais o vão ver, simplesmente porque esse alguém não se quis dar ao trabalho.

E foi aqui ao lado, em Espanha. Onde pensei que houvesse uma civilização. Mas o que podia eu esperar do país onde reinam as touradas?

Dorme bem Excalibur, para sempre. Foste um mártir para que alguém dormisse de consciência tranquila. Espero que esse alguém tenha de sacrificar os filhos, a mulher, os pais e os melhores amigos em nome de alguma ideia que não valha um centavo, e que sofra comó caralho até aos confins do Inferno.




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