Sonhos marados #31 - almoço de natal do demónio

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Tinha chegado a casa para o almoço de Natal, e apesar de ter chegado bem cedo, já estavam todos a acabar de comer. Mal entrei na divisão, todos se calaram, desviaram o olhar, evitaram-me e foram-se levantando, saindo da sala.

Enquanto pousava sacos e despia o casaco fui ficando sozinha até não sobrar ninguém. Deambulei pela casa a ver se descobria o que se passava, a razão de tanto mal-estar pela minha pessoa ao ponto de me deixarem a falar sozinha depois de eu ter feito tantos quilómetros. Nisto, num dos quartos, encontro um amigo a dormir. Acordo-o, e ele, sobressaltado, pergunta se está atrasado para o Natal. Noto-lhe uma certa ressaca e explico-lhe pacientemente o que se estava a passar.

Tal como eu, também achou estranho que todos tivessem ido embora sem dizer palavra. Fomos andando pela casa, que é enorme e envidraçada (não sei onde o meu subconsciente foi buscar a ideia de que a minha família teria dinheiro para uma casa destas) e depressa descobrimos que todas as portas e janelas que dão para o exterior estão trancadas. Mau maria...

Para piorar a situação e dar aquele toque de surrealidade, apercebemo-nos da presença de pequenas criaturas lá fora, que se vão aproximando devagar, espreitando por entre a folhagem do jardim com uma cara muito séria. São crianças índias com ranho na cara, todas vestidas com a camisola do Celtic de Glasgow. Têm ar de más, muito más, têm bastões, paus, e facões nas mãos, e cheira-me que não nos vão deixar sair dali com vida. Mas felizmente acordei, e com vontade de visitar a Escócia.


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