Raw

quarta-feira, julho 26, 2017


Raw é um filme de terror francês que marca pela diferença logo pelo tema - uma rapariga vegetariana, proveniente de uma família toda ela com o mesmo regime alimentar, torna-se canibal.

Justine vai para a universidade estudar medicina veterinária e as coisas começam logo a aquecer. Logo no primeiro dia, a rapariga inocente e angelical entra num antro de festas intermináveis, noites loucas, praxes sádicas e pessoas estranhas. Uma das actividades que desempenhou enquanto praxada foi comer um rim de coelho. Apesar dos seus protestos e de ter procurado o apoio da irmã (também estudante) acabou por comer, e ficar viciada, no sabor do sangue.

Aquilo provocou-lhe várias reacções químicas no corpo, já que nunca na vida tinha sentido o que era a carne a ser rasgada e desfeita pelos dentes e o prazer de sentir o sangue escorrer livremente pelo seu rosto, como se de uma selvagem se tratasse. E depois, por um infeliz acaso, prova a carne humana... O que muda tudo. Completamente viciada, começa a ter desejos para com os seus colegas, e não são daqueles a que todos estamos habituados.

Apesar da estranheza do conceito que à primeira vista poderá afastar alguns espectadores, ressalvo que é um filme bastante bom até. Os franceses estão a fazer filmes brutais e dentro do género terror este é um deles. Em nenhum momento o filme é estúpido - apesar do ambiente estudantil e do canibalismo - ou pouco sério. Com uma aparência crua e algo noir, e sem qualquer tipo de reservas, está extremamente bem feito.

Como fã de filmes de terror, farta de ver sempre os mesmos temas a serem explorados, esta foi uma lufada de ar fresco (mas podre, sanguinário, como eu gosto) que estava a fazer falta. Com aquele toque perturbador, uma excelente fotografia, casting no ponto e pormenores inesperados. Muito bom. E não como carne.

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