Meninos crescidos a medir pilas
Toda a gente com dois dedos de testa sabe que o Maduro não é flor que se cheire e que o seu estado autoritário lesa verdadeiramente as pessoas e a democracia. Ponto assente. Ao mesmo tempo, nenhuma nação tem o direito de invadir outra, matar pessoas, raptar o seu presidente e julgá-lo nos seus tribunais. Também é, ou devia ser, ponto assente. Ninguém nomeou Trump juíz e carrasco do mundo.
Claramente existe um líquido, negro e caro interesse nisto tudo, e foi dito às claras. Rapidamente a conversa sobre o tráfico de droga se tornou secundária - nem um dia tinha passado e já a exploração de petróleo na Venezuela era uma prioridade. Não é um povo oprimido, a pobreza e a repressão que movem montanhas. É sempre e só o dinheiro.
Trump não fez o que fez por Maduro ser má pessoa. Veja-se o Netanyahu, que é recebido pelo gremlin do solário com abraços, almoços e honras de estado. Matou e deixou feridas dezenas de milhares de crianças, atropela direitos humanos como quem bebe água, é corrupto e acusado de fraude, incitador de violência (e muitos etcéteras) e isso não belisca o bromance que para ali vai. Porquê? Porque Israel nada em dinheiro e armamento. A mesma coisa com o Putin. A mesma coisa com Kim Jong-un. A mesma coisa com o patrão do Ronaldo. O que move o Trump não é um sentido de justiça e libertação - é o que pode ganhar com as suas ações sem virem atrás dele com uma bomba nuclear. Ir atrás do "peixe miúdo" é fácil, mas não se atreve a fazer frente aos meninos crescidos.
Os que se regozijam com esta "operação", principalmente porque é "lá longe" e acham que não vos afeta, ainda não atingiram que o mundo está todo interligado e todos sofrerão consequências. E que nada pára alguém com poder e dinheiro e que quer mais poder e dinheiro. A seguir, a pobre da Gronelândia (força, amigos!), e depois? Preparem os bunkers com Gallo e Oliveira da Serra para quando ele descobrir que temos oil (olive oil).
O corno manso que temos como Primeiro-Ministro, incapaz de beliscar nenhum dos tais meninos crescidos, está submisso, apanhadinho, e só lambe as botas ao santo Donald, ainda assim aquele não se vá lembrar de anexar os Açores. Se é para sermos invadidos, que venha o Sanchez e nos empreste um par de colhões.

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