Ontem à noite, nos quartos-de-final do US Open, assistiu-se a uma batalha épica de 5 sets que durou 4h38m entre Frances Tiafoe e Alex Michelsen. O Big Foe sagrou-se vencedor, e após o matchpoint correu a abraçar o seu oponente, num abraço muito, muito longo e apertado. Michelsen, do alto do seu 1,93m, desabou e ficou em lágrimas em cima do ombro do seu rival.
Foi um momento muito emotivo e diz-nos coisas importantes: um adversário não é um inimigo; é normal que os homens chorem; é ok ser emocional e vulnerável ao vivo para milhões de pessoas. É uma das imagens que vai ficar do torneio, e que bom estar associada a respeito, companheirismo e a um ombro amigo, ainda para mais o do oponente.
Quanto mais vejo outros desportos, mais o ambiente em torno do futebol me parece insuportável. Porrada, insultos, ameaças de morte, uma animosidade total entre rivais, grupos de cara tapada que vivem só para fazer merda, e polémicas da piça como os jogadores do FCP não poderem usar emojis de coração vermelho ou como jogadores do Benfica e Sporting criticados por serem amigos... É demasiado, desnecessário e descabido. Já me aborrece. Que refrescante que é ver vulnerabilidade e respeito.














