Aos senhores que fazem casas de banho públicas

quarta-feira, junho 24, 2015

Venho por este meio pedir-vos um favor. É algo simples e que nos vai favorecer a todos, mais dia menos dia. Peço-vos que parem de construir cubículos de casas de banho cujas paredes não chegam ao chão. E isto porque:

- Uma gaja tem necessidade de dar uns peidotes de vez em quando, e com aquilo tudo aberto a fazer eco parece que a fanfarra dos bombeiros fez ali uma aparição.

- Podemos ver os sapatos da pessoa ao lado por aquele espaço, o que significa que estamos a ali a ouvir peidar, ou o ploc-ploc do cagalhão, ou a mijarem com a força de uma vaca, e não podemos deixar de reparar nos sapatos da vizinha. Quando isto acontece num local de trabalho torna-se complicado. Vemos as pessoas no elevador ou no corredor e conseguimos identificar as cagonas, ou as porcas que saem sem lavar as mãos. Ou quem está com diarreia. Ou com o período.

- Isto também se aplica aos chuveiros do ginásio. O chão é escuro, e com a água a fazer reflexo, vê-se nitidamente a pessoa do lado a esfregar a pachacha no tão famoso banho checo. Não é que eu me importe de encarar uma mulher a fazer a sua limpeza íntima, mas o caso muda de figura se a senhora em questão tiver mais de 100 quilos e estiver a limpar o seu longo e profundo rego do cu.

Senhores empreiteiros, de certeza que se podem identificar com estes contratempos e fazer um forcing junto dos vossos empregadores para fazê-los compreender este flagelo. Imaginem o que é poderem peidar-se a qualquer hora do dia com total privacidade, poder arrear o calhau sem estar a gastar um rolo de papel higiénico para não fazer barulho a cair na água, e quem sabe sabe soltar uns gemidos de prazer típicos de quem faz as suas necessidades em paz.

Unidos pelas paredes até ao chão nas wc's!


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