The Green Mile

sábado, junho 13, 2015

Hoje tive vontade de chorar no comboio, pela primeira vez. Tive de me concentrar, engolir em seco, respirar fundo e pensar noutras coisas. E porquê? Porque estava a terminar de ler o "The Green Mile", de Stephen King.

Já aqui apregoei o meu apreço pelo génio do SK, o meu escritor preferido, que eu tenho na mais alta consideração e colocado no maior dos pedestrais. Esta obra ainda não tinha lido. Já tinha visto a adaptação ao cinema, mas quem lê sabe bem como os livros nos levam para o mundo deles sem pedir licença e nos prendem como se fosse a nossa própria história a ser-nos contada ao ouvido.

Comecei a ler SK pelos livros de terror e contos fantásticos que me fizeram admirar a sua imaginação, que é negra, infame, sarcástica, mirabolante, ingredientes que me encaixam que nem uma luva. Mas nem só de negrume se revestem as obras de SK, e esta é diferente. Esta, tem luz (e não é o "The Shining").

Estou comovida em primeiro lugar por alguém ter escrito algo assim. Este livro tem espaço para a amizade incondicional, misericórdia, perdão, compreensão, vingança ou castigo. Mostra grandes dualidades que habitam o ser humano - a maldade e a bondade, os altos valores e a ausência deles, o respeito pelo próximo e o desrespeito total, a vida e a morte, deus e o diabo, a fé e o não acreditar, a saúde e a doença, os dilemas e as soluções, a dor e o alívio, a fidelidade e a desobediência. E nenhum dos lados ganha. 

Quem não leu, que leia. Quem não quer ler, que veja o filme, pelo menos. É daqueles que não pode escapar. E depois venham falar comigo, quem não tiver ficado emocionado com o Mr. Jingles e com o John, que se acuse!



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