O inevitável rescaldo do NOS Alive

terça-feira, julho 14, 2015

Este ano fui ao NOS Alive ver essencialmente The Prodigy e Mumford & Sons. Vou-me armar em Rui Santos e fazer a minha lista de topo e fundo relativamente ao dia que lá passei, só porque sim.

No topo:

- As gajas
Gajas boas por todo o lado. Perguntem a quem quiserem. Os homens vão babar-se, as mulheres vão admitir que era só saúde no feminino. Ok, é fácil mostrar saúde quando a moda é andar com as bordas da peida de fora e com calças apertadinhas dois números abaixo, mas mesmo assim. A mulher portuguesa (ou futura mulher, tendo em conta a média de idades) está boazona e recomenda-se!

- O concerto de The Prodigy
Palavras para quê? Foi a 4ª vez que vi a banda ao vivo e é sempre tão surpreendentemente bom como se fosse a primeira. Que power, que tesão!

- A comida
Foi adicionada mais uma área de comes e bebes, e para além disso, existiam muitas mais opções para quem não come carne! Hooray!

- Os estrangeiros
Nunca vi tantos estrangeiros num festival português. Segundo a organização foram vendidos bilhetes para 55 países, incluindo o Cazaquistão. Notável! É bom ver o país nas bocas do mundo sem ser por maus motivos.

- A zona vip
Fui para a área vip da empresa onde trabalho. Não esperava encontrar comida e bebida de borla, mas foi o que aconteceu. Guito poupado! E deu para mijar num sítio decente e cheiroso. Até ia lá quando nem tinha vontade, só para ver se era verdade poder mijar num festival sem suster a respiração.


No fundo:

- A zona vip (sim, também aqui está)
Tirando as coisas boas (comida, bebida e xixi) foi triste. Estão ali pessoas que nem conhecem uma única banda presente no festival. Vão ali para aparecer e porque é in. Nem chegam a sair dali para espreitar o festival, o palco ou as pessoas fora daquela zona. As gajas estavam vestidas como se fossem para os Globos de Ouro e eles como agrobetos equipados para assistir à tourada. Até havia uma equipa de maquilhadoras na casa de banho, para as mulheres estarem sempre impecáveis. Sim, isto é real. Não deixei de me sentir superior com a minha camisola de Rob Zombie e botas com sola a cair e cheias de pó. Porque sentir-me à vontade comigo é ser superior. Fico triste por aquelas pessoas. Mas não muito. Já passou.

- Os espanhóis
Nuestros hermanos têm um problema qualquer. É frequente vê-los em concertos e festivais a pagar bilhete para ficarem a falar no meio do público. Fica caro, amigos. Há tanta esplanada boa em Lisboa para conversar. Falar aos berros em cima da minha cara enquanto os Mumford & Sons estão a tocar é só parvo e estúpido. Manquem-se.

- A debandada
É claro que quando milhares de pessoas vão embora do mesmo local ao mesmo tempo dá merda. Não há como evitar filas de quilómetros para tudo o que é transporte público e são capazes de passar horas até se conseguir ir para casa. Eu sei que não é fácil e que há um grande esforço para melhorar a situação, mas há uma coisa que podem fazer no imediato - começar o festival mais cedo! É uma das coisas que invejo nos festivais lá fora onde estive. Os concertos no palco principal começam às 11h e às 22h estão terminados, com música electrónica pela noite dentro para quem quiser. Isto permite que hajam mais opções de transportes, que o pessoal não vá embora ao mesmo tempo com a pressa de ir para casa, que quem vá trabalhar no dia seguinte esteja mais à vontade, enfim, o Covões bem que podia importar este método.

- O cartaz
Não me vou alongar aqui, porque gostos são gostos, e se o festival continua a render eu é que devo estar errada. No entanto tenho saudades de ver no NOS Alive bandas que por lá passaram como Metallica, Machine Head, Slipknot, Placebo, Foo Fighters, Moonspell ou Deftones. Os festivais em Portugal, salvo algumas excepções, estão a ficar todos do mesmo género. Eu compreendo, as pessoas também estão cada vez mais iguais e não fazem mais nada do que seguir modas e ser mais uma ovelha do rebanho.

Até para o ano!



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