Sonhos marados #29 - um mundo feito para bailarinos

quinta-feira, dezembro 29, 2016

Neste meu sonho bizarro, o mundo era um lugar melhor para quem fosse bailarino. Tinham os privilégios que os estudantes têm hoje em dia - descontos em restaurantes, tarifários e preços mais baratos, bilhetes de cinema com desconto, passes e bilhetes mais baratos nos transportes públicos, teatros, entradas gratuitas nos museus, enfim, ser bailarino era ser um privilegiado.

No meu sonho, os estudantes eram pessoas como todos os outros trabalhadores, com os mesmos privilégios. Ser bailarino era a pretensão de quase toda a população, mas era uma profissão acessível a apenas 1% das pessoas. Era uma luta descomunal para o conseguir. A geração de meninas na pré-adolescência andava tudo a passar fome para ter a elegância necessária para o ballet. Nas ruas, grupos de rappers davam o mote para battles de dança urbana. Tudo o que era concursos de talentos na televisão era dedicado à dança. Até havia uma Casa dos Bailarinos na TVI.

É claro que, como na vida real, eu andava longe da profissão de sonho de toda a gente e não era bailarina, mas sim padeira. Que seria uma profissão muito mais fixe do que a que tenho agora. Hajam sonhos para que possa comer pão de ló de manhã à noite e vender pão integral a miúdas que aspiram ser protagonistas no Lago dos Cisnes.


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2 comentários

  1. Quanbdo era miúda sonhava fazer tal e qual como a "Anita no Ballett" (qual Martine, qual quê). O sonho desfez-se rapidamente já que era bucha e a família não tinha massas para enfrentar um divertimento desta ordem. Padeira, olhando para trás e pensando na de Aljubarrota, parece-me bem melhor do que passar a vida a copos de água e pliés ;-)

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  2. Ser bailarina ainda é o sonho de muitas meninas :) Mas muitas de nós preferem comer o pãozinho, e ainda bem!

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